quinta-feira, 19 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - a volta de quem não foi



  A Copa voltou hoje à mídia com duas notícias: os croatas doarão as camisas usadas na final para as crianças que ficaram presas na caverna tailandesa. Um gesto bacana. Espero que as camisas tragam outros benefícios àquelas crianças, benefícios que as ajudem a superar o trauma do confinamento e da experiência tenebrosa por que passaram.

   E a segunda notícia veio do lançamento de um livro de jornalista argentino sobre essa Copa recém-encerrada: houve, sim, uma reunião entre elenco, dirigente e técnico Sampaoli logo depois da partida contra a Croácia. Os jogadores teriam externado seu descontentamento com os esquemas sampaolinos e exigiram opinar "sobre tudo". E Messi teria emparedado o técnico, cobrando-lhe frente ao grupo sobre influência na escalação, algo como, "você me pediu para indicar nomes para escalar e eu jamais disse qualquer nome, diga agora se eu indiquei alguém" etc. Barra pesada. De qualquer forma, confirma-se assim que houve um quadro de de perturbação no vestiário argentino. Dias depois, com o time modificado pelos jogadores, a Argentina venceria a Nigéria e passaria para as oitavas, quando acabou caindo para a futura campeã do mundo.

   Sampaoli parece ter se queimado para sempre no futebol internacional, e no terreno pessoal também. Acabou cedendo para a AFA e aceitando receber uma pequena parcela da verba rescisória. Uma mixórdia, um vexame.

    Li em algum lugar que um dos auxiliares do Tite confidenciou um pedido do treinador para que o mandasse para aquele lugar. Sim, Tite pediu ao auxiliar para que o punisse com a tal expressão por ter demorado demais em tomar uma decisão que, claro, ele, o auxiliar, não poderia contar. Mas tratou-se de uma substituição na equipe. Taí o mistério. Se é que isso tem alguma importância. Talvez o pedido do Tite para ser xingado tenha mais valor a se considerar. Estranho.

    Ah, sim, o Tite será o técnico da seleção brasileira por mais quatro anos. Sem aumento de salário. Uma experiência que pode ser boa, a continuidade do técnico. Telê também foi a duas Copas. Estudioso, o Tite deve ter aprendido um pouco com os erros cometidos nessa campanha finda. A verificar.

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