domingo, 1 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - não há sorte em pênalti



    Pênalti nunca foi lance de sorte ou azar. É fundamento básico do futebol: tiro livre direto a 11m da linha de gol. Desde menino, aprendi com Andrada, goleiro argentino que defendeu o Vasco, que há uma área entre as traves (como aquela coberta por um limpador de parabrisa) que é de responsabilidade do goleiro. Os ângulos ficam a cargo da competência de quem cobra.
    
    Nada me irrita mais que ver um goleiro "escolher o canto", facilitar o trabalho de quem cobra o pênalti. O goleiro tem que ir atrás da bola, como o artista vai até onde o povo está. Hoje, na Copa do Mundo, o lance de dados assumiu o proscênio. Desgosto disso, mas é a cultura dominante entre os de luva. Vamos viver os dramas.
     
    Os espanhóis voltaram pra casa, como palpitei. E a Croácia avançou, mas não como imaginei. Jamais vi uma equipe decrescer tanto de rendimento como essa Croácia. Parecia jogar peado, com sandálias crocs ou coisa parecida. Dessa forma, não passa pela Rússia e minha previsão de semifinais vai pras cucuias.
   
   Amanhã, o professor Osório Pardal pode preparar uma armadilha para o Brasil, mas não creio em nada excepcional. Dependerá muito do talento de Lozano e Chicharito, ou de um sopro de azar em nossa cara. De resto, se o professor Tite mantiver a linha (gostei da continuidade de Filipe Luís e Fagner), o contra-atraque mexicano terá dificuldade em impor risco. Com Danilo e Marcelo, a coisa poderia ficar feia pra nós.
    
   E torço por uma goleada da Bélgica sobre o Japão. Não li nada a respeito, ainda, mas não duvido de a Bélgica entrar com o time reserva para poupar titulares pensando no Brasil, adiante. 

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