sexta-feira, 8 de junho de 2018

COPA 2018 - UM CASO ANTERIOR





    Sérgio Ramos bem que podia beber seu vinho quente em silêncio. Mas, não. Preferiu vir a público tripudiar os derrotados por sua esperta violência. E riu, muito.  
     Foi, na verdade, uma declaração marcada pelo sarcasmo, menosprezo e por algo mais, que deixarei mais para diante. Em tudo desnecessária. Mais que isso, indigna.
     O Real saiu campeão da Champions com dois gols que não marcaria em CNTP. Foi preciso a ação ramosiana para que acontecessem, não há perdigoto de dúvida quanto a isso. Mas o zagueiro optou por culpar Salah, por ridicularizar o goleiro e despejar sua baba preconceituosa sobre Firmino. Que o chamou de idiota. Nisso, Firmino errou. Ramos não é idiota: age de forma pensada e impune. Talvez por ser um branco europeu afirmando-se face aos vencidos terceiro-mundistas, o egípcio Salah e o nordestino brazuca Firmino.
     Sim, Marcelo, é preciso respeitar os colegas de profissão. Lembre disso o seu amigo campeão Ramos. Que um galho inteiro o pegue pela frente, absalão, absalão.

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