quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A REALEZA DE PELÉ, por NÉLSON RODRIGUES

A REALEZA DE PELÉ*

Nelson Rodrigues

Depois do jogo América x Santos, seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura, que o meu confrade [Albert] Laurence chama de “o Domingos da Guia do ataque”. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: — dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: — ponham-no em qualquer rancho e a sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.
O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: — a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias. Já lhe perguntaram: — “Quem é o maior meia do mundo?” Ele respondeu, com a ênfase das certezas eternas: — “Eu.” Insistiram: — “Qual é o maior ponta do mundo?” E Pelé: — “Eu.” Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage, e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.
Vejam o que ele fez, outro dia, no já referido América x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompeia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar. Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: — “Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!” De certa feita, foi até desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pelé, não. Olha para a frente, e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe, ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta sensacionalmente. Numa palavra: — sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém, ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém para driblar. Não existia uma defesa. Ou por outra: — a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompeia e encaçapou de maneira genial e inapelável.
Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, de certeza, de otimismo que faz de Pelé o craque imbatível. Quero crer que a sua maior virtude é, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e, mesmo, insolente, que precisamos.
Sim, amigos: — aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas de pau. Por que perdemos, na Suíça, para a Hungria? Examinem a Fotografia de um e outro time entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si só, antecipa e elucida a derrota. Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.

*Manchete Esportiva, 8/3/1958, sobre Santos 5 x 3 América, em 25/02/1958, no Maracanã, pelo Torneio Rio-SP. Foi a primeira crônica de Nelson Rodrigues sobre Pelé — e a primeira em que o jogador foi chamado de Rei.

Capturado no sítio do jornal Correio Braziliense, blog do Marcos Paulo Lima. Publicada em homenagem aos 78 anos do Rei Pelé, dia 23.10.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

VINICIUS JR NA REAL


         Penso no jovem craque brasileiro Vinicius Jr.
      Tão jovem e já vestindo a camiseta do Real Madrid.
      Deve estar muito feliz com isso, ele, o empresário, a família, os amigos.
      Sei não. 
    Lembrei muito do Vinicius Jr ontem à noite, durante a partida entre Flamengo e Corinthians. O Flamengo perdeu, todos sabem. E como fez falta o jovem Vinicius Jr...
      O jovem craque está lá em Madrid, treinando com a equipe principal e jogando na equipe B, o Castilla.
      Dezoito anos e já era ídolo da torcida do Flamengo. Que é como dizer, já era ídolo nacional, conhecido e admirado em todo o Brasil. 
      Mas isso é pouco, não é?
      É preciso ir para a Europa, ganhar muito em euromoney.
    Penso no jovem craque Vinicius Jr, em Madrid, com sua camiseta branca do Real, com seus euros na conta bancária...
      ...sem Flamengo, sem torcida do Flamengo
      ...sem Rio de Janeiro, sem as praias do Rio de Janeiro
      ...sem as muitas belas vistas do Rio de Janeiro
      ...sem os amigos, sem a turma do bairro onde nasceu
      ...sem o Maracanã, sem o Morumbi, sem a Bombonera
      ...sem o Estádio Nacional do Chile, sem a Fonte Nova
      ...sem o Fla x Flu, sem o Vasco em sua vida
      ...sem o calor, sem o sol e o sal, o carnaval de todo dia
      ...sem o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil
      ...sem a Sula, a Liberta, o Campeonato Carioca
      ...sem as entrevistas na beira do campo
      ...sem o papo, as piadas, a zona, o sarro, a porra toda
      ...sem churrasquinho, ovo cozido, batuque e feijoada
      ...sem jogar bola pra valer, sem botar pra foder
      ...sem pé no chão, sem ovação
      ...sem sem e sem
      Penso no jovem craque Vinicius Jr e suas noites insones. A vida, amigo, pede muito pouco da gente.
      ...isso, respira, respira... assim, respira, respira...

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

EVANDER, O 10



 
  E o Vasco emprestou o Evander para um time da Dinamarca, com opção de compra. Isso significa que nenhum dos técnicos que passaram ultimamente pelo clube consideraram o craque merecedor de espaço na equipe titular. Parte da torcida, talvez a mesma que tem feito o Vasco perder craques ano após ano, pegou no pé do rapaz. O Paulo Vítor também saiu, mas para a Espanha.

   Alguma dúvida sobre o motivo de o time do Vasco ser motivo de chacota? 

   O Evander realmente não está à altura do atual time vascaíno. (Não sou parente, amigo, conhecido ou o que seja do Evander.) O Evander está muitos furos acima. E, pensando bem, será melhor pra ele manter distância de São Januário. Estou certo de que não volta. É mais um que o Vasco perde de graça, mesmo que venha a receber algum, será de graça.

   O Evander é craque, joga um futebol vertical, objetivo; chuta bem de fora da área e quando entrou no time, junto com Paulinho, o Vasco obteve grandes resultados, respirou por conta própria no Campeonato Nacional e fez bonito no Carioca. Agora, o Evander vai sumir por uns tempos da mídia e reaparecer, quem sabe, num grande time europeu. É o que pressinto.

   Enquanto isso, o Vasco se especializa em abrigar rebotalhos. Bacalhau é bom, mas em pratos quentes e bem preparados. De resto...

 
    

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

RETRATO DO BRASIL



   Assim: me distraio com as ocupações cotidianas e quando abro a web deparo com a notícia de que Valdir Bigode vai montar o Vasco no sistema 4-1-4-1.
   Releio a notícia com cuidado. Fala da barração de Andrey, destaque das últimas partidas, e da escalação de Maxi Lopes, recém-contratado. Coisa recente, concluo. Sim, da hora, constato ao ver a data no alto da página, hoje, 17 de agosto.
   Oxe, resmungo, o treinador não era... não era o... quem mesmo?... porra, houve um tempo que a gente sabia a escalação do time de cor e salteado. Hoje não sabemos nem mesmo quem é o treinador.
    Ah, sim, Tite continua treinador da seleção. E convocou Hugo, goleiro do Flamengo. De minha parte, foi a primeira vez que ouvi falar desse jogador. Mas o problema sou eu, claro.
   
   Iniesta fez o gol mais lindo do ano no Japão. Isso não tem nada a ver com o Brasil, óbvio.

domingo, 12 de agosto de 2018

VASCO DA GAMA, GANGORRA SUBTERRÂNEA




    Perder parece ser a sua sina.

    E quando vence, dá em fracasso.

    Ultimamente, marca passo.

    Mais para a frente, a ruína.



segunda-feira, 30 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - reflexos em minha vida



  Não convidei ninguém para assistir comigo jogos da Copa do Mundo 18 por alguns motivos fortes. Um deles, é que minha tevê deu pra geniosa depois da mudança de apartamento. Mal tomava eu meu café da manhã e acionava a tecla "liga", a tela escurecia e o silêncio se instalava em volta. Que coisa. 

  Aprendi alguns macetes, ao longo do tempo, e apliquei-os com denodo. O que funcionava, sem falha: umas pancadinhas na lateral traseira do tal aparelho. De repente, a tela se iluminava...e só. Mais umas pancadas e outras. Caso a luz leitosa não derramasse imagens, recorria a métodos mais lhanos etc. Mas, creiam, as reiteradas pancadas sempre culminavam em som e imagem. Um portento. Não perdi nenhum embate, mas a confiança em promover algum encontro pebolístico aqui no ap novo se esfarinhou na primeira semana.

   E veio a certeza: vai apagar de vez na final da Copa. Mas não desanimei. Melhor a emoção da jornada que comprar uma tevê nova. Vocês viram o preço das Q, das 4K, das telas curvas e smartsX? Pois é, então, tome pancadinhas e pancadas até o desfecho  luxuoso que todos sabemos de cor. Desde então, vocês já adivinharam a conclusão, né?, minha tevê jamais deixou de me entregar som e imagem tão logo eu acione o controle. Depois dizem... 

terça-feira, 24 de julho de 2018

A QUEDA DAS QUEDAS




   Posto que o objetivo do Herói Quicai é ser o Melhor do Mundo, ficar de fora da relação dos 10 candidatos ao posto caracteriza um erro incontornável de estratégia. Isso porque a escolha não é ditada por estatística, mas por avaliação de grupo de pessoas votantes, por humanidade.

   Mas os defensores do status quo do Herói Quicai irão dizer que foram os 3 meses de inatividade no período que determinaram sua exclusão da lista. E fecharão os olhos para a temporada francesa em que foi ofuscado por Cavani e a famigerada Copa do Mundo, da qual saiu rolando ladeiras abaixo.

   Assim cometerão outro erro: para seguir produzindo dinheiro (o que parece ser o objetivo principal) o Herói Quicai precisa garantir e ampliar seu público de influência, aquele que valoriza sua imagem, o que ele faz e diz. Como pouco tem feito para isso como jogador de futebol, ficam suas atitudes fora de campo. E estas, ao que tudo indica, alcançam de forma positiva talvez as crianças, entre elas, as crescidinhas. 

    Outras quedas se avizinham, se o HQ não adotar mudanças radicais em sua conduta em campo: a dos patrocinadores. Todos eles estão, nesse momento, avaliando os resultados dos investimentos realizados no garoto propaganda, em função da Copa do Mundo, comparados aos números alcançados em vendas por suas marcas a ele vinculadas. Sei não, mas me parece que vem chumbo grosso por aí. Com o festivo e luxuoso auxílio do Papai.

   Ah, ia me esquecendo: soube que o HQ é finalista de um torneio de pôquer e que pode levar pra casa mais R$ 341 mil. Aí, sim, maravilha.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - filho, seja homem!




   Vou falar de Neymar Jr. Vou falar de Neymar!!!!

   Quando eu saí de casa, minha mãe me disse: "Filho meu, seja homem!" Tinha eu 15 anos e peguei o ônibus sozinho e desci sozinho na rodoviária, em Dois Leões, e peguei um ônibus sozinho até os Aflitos e lá me instalei junto a outros estudantes. Éramos 7 num quarto e sala. E eu precisava comprar meu colchão, não havia cama pra mim. 

    Então, fui até a avenida Sete e comprei o tal colchão de espuma. Para entrega, quando? Ora, não, nada. Assim, botei o colchão nas costas e saí pela avenida lotada, murcho, vermelho de vergonha, humilhado, o escambau... até as Mercês. Quando lá cheguei, depois de trombadas e topadas, respirava normalmente e a cabeça estava levantada, o colchão não pesava tanto. Eu era eu, como diria o Sargento Getúlio. Eu era eu, e jamais me apartei disso.

    Sozinho. Tudo que alguém precisa para saber quem é e o que precisa fazer. Sozinho.

     Hoje, ou ontem, pouco importa, o Herói Quicai concedeu entrevista... finalmente.... (talvez pressionado por compromissos com patrocinador) dizendo o óbvio... o que deveria ter dito no day after da primeira partida da Copa. Os ditos todos que a imprensa mundial repetiu exaustivamente desde sempre.

     Ou seja, nosso Herói Quicai pode ser muito rápido em campo, mas é lento demais fora dele. A assessoria do HQ demora demais a engrenar o discurso. 

    Semanas depois ele matraqueia o que um homem diria de imediato.

    Às vezes apiedo-me, depois gargalho. Lembro do tempo que passei fome na Salvador de outros tempos e hoje, duvidando de tudo, coço o saco. 

    Vocês conhecem o filho de dona Totonha? Nem eu. Mas, desde os 11 anos, esse menino sustenta a família trampeando na sinaleira da Paulo VI. Meu herói. E basta. E fim.    

quinta-feira, 19 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - a volta de quem não foi



  A Copa voltou hoje à mídia com duas notícias: os croatas doarão as camisas usadas na final para as crianças que ficaram presas na caverna tailandesa. Um gesto bacana. Espero que as camisas tragam outros benefícios àquelas crianças, benefícios que as ajudem a superar o trauma do confinamento e da experiência tenebrosa por que passaram.

   E a segunda notícia veio do lançamento de um livro de jornalista argentino sobre essa Copa recém-encerrada: houve, sim, uma reunião entre elenco, dirigente e técnico Sampaoli logo depois da partida contra a Croácia. Os jogadores teriam externado seu descontentamento com os esquemas sampaolinos e exigiram opinar "sobre tudo". E Messi teria emparedado o técnico, cobrando-lhe frente ao grupo sobre influência na escalação, algo como, "você me pediu para indicar nomes para escalar e eu jamais disse qualquer nome, diga agora se eu indiquei alguém" etc. Barra pesada. De qualquer forma, confirma-se assim que houve um quadro de de perturbação no vestiário argentino. Dias depois, com o time modificado pelos jogadores, a Argentina venceria a Nigéria e passaria para as oitavas, quando acabou caindo para a futura campeã do mundo.

   Sampaoli parece ter se queimado para sempre no futebol internacional, e no terreno pessoal também. Acabou cedendo para a AFA e aceitando receber uma pequena parcela da verba rescisória. Uma mixórdia, um vexame.

    Li em algum lugar que um dos auxiliares do Tite confidenciou um pedido do treinador para que o mandasse para aquele lugar. Sim, Tite pediu ao auxiliar para que o punisse com a tal expressão por ter demorado demais em tomar uma decisão que, claro, ele, o auxiliar, não poderia contar. Mas tratou-se de uma substituição na equipe. Taí o mistério. Se é que isso tem alguma importância. Talvez o pedido do Tite para ser xingado tenha mais valor a se considerar. Estranho.

    Ah, sim, o Tite será o técnico da seleção brasileira por mais quatro anos. Sem aumento de salário. Uma experiência que pode ser boa, a continuidade do técnico. Telê também foi a duas Copas. Estudioso, o Tite deve ter aprendido um pouco com os erros cometidos nessa campanha finda. A verificar.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - a que poderia ter sido



   Parece que faz um ano que a Copa acabou. Não há mais nenhuma nota nas homes dos jornais. Aqui e ali, lê-se algo sobre a troca de clube por parte de um copeiro, um outro em férias numa ilha paradisíaca e só. Foi. Três dias, três séculos. Só o nosso Herói Quicai continua caindo, agora em valor no mercado futeboleiro  -  nada a estranhar.

   Também enfiaram um Vasco x Bahia logo na ressaca da segunda-feira, quem guenta? E daqui a pouco o Brasileirão retoma suas barbaridades de sempre. Ah, Vinícius Jr driblou Bale num treino do Real Madri e virou manchete aqui na terrinha  -  nós não somos mesmos incríveis?

    Em suma, essa foi a Copa do "poderia ter sido". Última de Messi, o ET não deixaria por menos, iria arrebentar, sqn. Depois de ganhar a Eurocopa, CR7 no auge da forma, era a vez de Portugal mostrar seu valor, sqn. A Alemanha, depois de vencer a Copa das Confederações, confirmaria o sucesso de seu projeto com mais um título por sua geração de ouro, sqn. O Egito, de volta à Copa, agora com um supercraque, o melhor da Premier League, Salah, iria fazer bonito, sqn. A Islândia, depois de brilhar na Eurocopa, faria o mesmo na Rússia, sqn. E o Brasil mostraria ao mundo porque é o melhor, o maioral, o porreta, o fodão, o que possui os maiores craques do planeta, traria o hexa, sqn. Até mesmo a Bélgica, com seu terceiro lugar, deixou um cheiro estranho no ar. 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - os melhores sqn





   Sou torcedor. Assim escrevo, assim escolho. Então, aí está a seleção da Copa, que montei a partir das indicações do sítio Globo.com. Cê escolhe o esquema tático e clica nas figurinhas. Fiquei com vontade de incluir um ou outro não caricaturados, coisa impossível. Registre-se: Courtois, Mário Fernandes, Godin, Varane e Marcelo; Casemiro, Pogba e Modric; Mbappé, Griezman e Perisic.

   Agora que reparei: 4 franceses e 2 croatas, não foi intencional. Pogba entrou de última hora, jogou demais na final, uma monstruosidade, fez o que sabia na hora em que a França dele precisou. Pensei que fosse sair da Copa com a estatura de um Balotelli, mas acabou entre os melhores e comandando a farra também fora de campo, pelo que andei vendo e lendo.

   Lloris estava a rir enquanto via no telão a grande bobagem feita no segundo gol croata. Caballero, da Argentina, abriu sua própria cova por coisa parecida, c'est la vie. Giroud superou a Gabriel Jesus, sete partidas sem marcar  -  e olhe que ele é centroavante mesmo, de ofício e topete  -  mas saiu campeão, quem se importa?, vamos sorrir um pouco mais. Os franceses, com toda civilidade, fizeram lá seus arrastão e quebra-quebra, abrasileiram-se um pouco mais, mas quem se importa? - é bicampeão!


domingo, 15 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - sob um céu de griezman



 Mediana, sem grandes destaques, com algumas partidas  memoráveis. Ou seja, uma Copa do Mundo sensacional, pois assim o futebol se mostra fortalecido em todas as praças. Há quem divulgue nas redes sociais a foto da primeira seleção africana campeã do mundo, a que veste a camisa da França. Possa ser, como diria o Sargento Getúlio. Mas nem assim seria verdade, pois a primeira mesmo, nesse sentido, foi a brasileira de 58. Deixemos isso de lado e falemos de futebol.

   Griezman foi o craque da Copa 2018 pelos dados estatísticos. Craque de segundo escalão, de um time de segundo escalão, realiza o grande sonho do politicamente correto. Mas deram o prêmio para o cansadíssimo Modric, que foi apenas um guerreiro croata a mais nesse épico - Vida e Perisic jogaram muito mais que ele. Mas assim tem sido desde muito tempo: Forlán foi o craque da Copa 2010, tirem uma linha.

  Mbappé já brilhava aos 17 anos. Foi adquirido pelo PSG junto ao Mônaco e, quando lá chegou o Herói Quicai, Mbappé já estava titular ao lado de Cavani. Aos 19 anos, Mbappé sagra-se campeão do mundo, fazendo 4 gols, eleito o mais talentoso jovem a participar da Copa. Alguma semelhança com o nosso Herói Quicai? Fico aqui a me lembrar do clássico de Moraes Moreira: craque já vem do ovo. Homem se faz a si mesmo, digo eu, de minha parte.

  Os melhores jogadores do PSG na Copa foram: 1. Mbappé, 2. Thiago Silva, 3. Cavani. Há outro mais a citar?

   Ainda estou com o quase-gol do Meunier entalado. E com esse goleiro Subasic, também. O sujeito hoje não foi nas bolas, aceitou todas. Merece uma surra de currião, o cabra mole.

    Comentaristas estão fazendo de tudo para desmerecer a conquista da França. A França, para eles, é campeã, mas... Ora, vão capar gato na feira de Caruaru! Pois digo que o futebol que essa França jogou tem meu dez: conforme o adversário, conforme a necessidade, com inteligência e talento necessários, com o brilho de excessão de Mbappé... o que querem mais? Ah, que um país pequeno e sofrido fosse campeão do mundo. Ora, faz melhor o Low quando cheira os dedos na beira do campo. 

    Hoje, a França explorou a condição física da Croácia, deixou-a ditar o ritmo da partida, usou o contra-ataque, cansou ainda mais a estropiada seleção croata. Que fez seu papel muito bem, lutando até o fim, fazendo gols, dizendo a que veio. A França foi brilhante em sua estratégia e isso precisa ser elogiado, não diminuído. Futebol é muito mais que voluntarismo e jogadas individuais. O esquema mutante da França, para mim, é uma reedição funcional do esquema holandês. E fim. É campeã, coisa que a Holanda não conseguiu ser, com seus gênios e tudo mais.

    Já estou a imaginar a Copa de 2022 no Catar. Vai ter FanFest? A mulherada vai poder andar de top e short pelas ruas? E bebida alcoólica, vai rolar? E rock pauleira? Vai ter vida noturna, se é que me entendem...? Pensando bem, será uma demonstração de abuso econômico jamais vista, não? Todos os estádios ficam num raio de 60km, segundo soube. Para quem jogar depois? Que destino terão esses camelos brancos no deserto? Mas nosso Herói Quicai é o embaixador da Copa e do Catar, então deve ser coisa muito boa. Acho que vou reservar meu pacote.





   

sábado, 14 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - a guerra dos mundos




   Copa do Mundo em fim de temporada europeia: algo a se discutir, depois de tantos jogadores contundidos e se arrastando em campo, equipes a meio mastro. Assim, a Copa deixa de ser palco de grandes novidades para se tornar um desfile de milionários e maltratados atletas, onde o entusiasmo dos menos técnicos pode surpreender e realizar façanhas.

    Por falar nisso, o goleiro Pickford impediu hoje um gol antológico, um que seria dos mais belos de todos os tempos, desde o primeiro passe na defesa belga, uma sequência de passes perfeitos, belos, de primeira, num crescendo espiralado que culminou com o cruzamento e o chute de Meunier, de primeira, espetacular. E o Pickford vai lá e defende. Devia ser expulso por tamanha heresia. E o Meunier deixou de se juntar ao Nacho e ao Pavard, laterais que fizeram os golaços que irão ficar na história. Uma pena, hein, Meunier, uma pena...

   Sem tesão não há invasão, já garantiu o sociólogo. Então, a Inglaterra preferiu ficar em sua ilha, deixou pra lá etc. Essa partida pelo terceiro lugar... há coisas dispensáveis na vida. Tá, tá, tá... então, tá. Blá, blá, blá... Lukaku e Kane não fizeram mais gols, Hazard jogou sua bolinha miúda (conheço bem do Chelsea, Willian é trocentas vezes mais jogador), DeBruado empinou nariz e a Bélgica se solidificou como o Brasil da Europa: o país do futuro, uma eterna promessa.

   Dona Kolinda estará amanhã na tribuna, depois arquibancada e mais tarde, quem sabe, no vestiário da Croácia, abraçada a um ensaboado Craquitchi. Dona Kolinda, já disse, vai dar trabalho a Macron, amanhã. 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - croacidade




   Croacidade, capacidade de superação total, do cansaço à limitação técnica.
    
   Croacidade, ferocidade encapsulada em quadriculados explosivos.
   
   Croacidade, habilidade em cooptar apoios, mesmo com arestas expostas.

   E assim nos aproximamos do fim, ansiosos por essa disputa dominical entre classe e volúpia para o combate. Sem esquecer que, com apenas cinco copas no currículo, a Croácia já se posta no pódio. Tá certo que o Brasil também fez isso, em 50, mas de forma decepcionante.

   Espero por algo vertiginoso e, talvez, por um novo campeão do mundo. A questão é que Glorinha não abre mão da língua francesa, diz que é a mais saborosa do planeta etc e tal, e se entrega ao francês com certezas parisienses. 

    Federer caiu em Wimbledon. Arthur chegou à Barcelona. Felipe Anderson ao West Ham. E Bryan Ruiz aportou em Santos. O Vitória virou um time portenho. O Bahia de Feira agora tem centro de treinamento de primeira. E o Vasco retoma seu sofrido navegar na segunda-feira, com a obrigação de fazer três gols no Bahia, em São Januário, sem o auxílio do VAR.

   E o VAR, hein?, sumiu da Copa do Mundo. Por que será?      
  

quarta-feira, 11 de julho de 2018

C0PA DO MUNDO 2018 - zebra quadriculada



   O que esperar de uma seleção que chega à final de uma Copa do Mundo aos trancos, golpes de capoeira e língua de fora? Tudo, inclusive repeteco. Depois de uma piscinoterapia intensa e posts provocativos, a Croácia enfrentará a França, domingo, tendo jogado uma partida inteira a mais que o adversário e com um dia a menos de descanso. Lembra a Itália de 70, mas a época, o local, o horário e a altitude são bem diversos.

   De modo que, se a França quiser mesmo ser novamente campeã terá que matar logo o jogo, incorporando os mesmos vetores croatas: frieza, persistência e garra. Botar a língua de fora e não deixar oxigênio para os verdadeiros "tites" agirem ou reagirem.

    De sua parte, Glorinha me tuítou se dizendo um pouco confusa com a croacidade, com a dificuldade da língua e com o nervosismo da geopolítica daquele território. Garantiu que o curso intensivo de francês, que ora faz, atenderá bem seu futuro breve. Glorinha parece não ser mais a mesma, em sua temporada europeia.

   E o irmão do zagueiro Marquinhos disparou na web uma suspeita sobre o clima entre jogadores e participação das famílias na construção do ambiente canarinho.

   Por fim, deixaram Mick Jagger cantar o hit "o futebol está voltando pra casa", daí... a virada foi o mínimo. A tal presidenta-torcedora é do balacobaco, mesmo. Domingo, Macron vai se ver em apuros na tribuna.  

segunda-feira, 9 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - tem bububu no bobobó




   As partidas mais duras da Copa começam amanhã. Embora haja quem já esteja satisfeito por estar entre os quatro melhores do mundo. As torcidas dos países envolvidos ganham agora a adesão dos que, afastados da pugna, gritarão por seus ídolos nos clubes europeus, a saber, PSG, Real Madri, Manchester City e United, Tottenham, Barcelona et caterva. 

   Os jogadores brasileiros que atuaram na Copa também estarão, por certo, na torcida por seus colegas de equipe. E se movimentando na nesga de janela de transferência que ainda resta. Por aqui, perdemos as folgas premiadas e certas ruas embandeiradas  expõem uma tristeza à qual jamais nos acostumaremos.

   Virou Eurocopa, em termos, pois exceto a Croácia, as outras seleções ostentam elencos miscigenados que mais parecem times brasileiros em campo. É nóis, o povão, dando ritmo ao planeta e batendo um bolão em todos os quadrantes e climas. Te cuida, Trump! Você não gosta de mim, mas, quem sabe,  alguém aí próximo, hein?!?!?!

   Vamos aos palpites, a contragosto: Guerra dos Cem Anos em 90 minutos. Pronto, chega de encenação!

   Não vou escrever sobre Neymar Jr. Ainda falta retirar garotos da caverna na Tailândia. E a política brasileira expande a cada dia seu universo de absurdos e de grotescos. Com novos concorrentes, em outras esferas, ainda mais bestiais e asquerosos. Por isso doeu tanto o desperdício. É de ilusão que se faz magia.


sábado, 7 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - tudo tem limite...ou não




   Deu a semifinal Inglaterra e Croácia. Tudo indica a Inglaterra na final, a Croácia tem avançado aos trancos e golpes de sorte. Os ingleses têm mostrado uma solidez no jogo que impressiona. E um ou dois talentos que podem decidir uma partida, sem ser estrelas intocáveis ou meteoros que rolam pelos céus. 

   De França e Bélgica deve sair o campeão mundial. Tem tudo para ser uma partida memorável...ou não. A rapaziada estará diante de uma situação limite, veremos como reagirão. 

    A discussão agora tem sido o distanciamento do futebol europeu daquele praticado pelos sul-americanos. Do jogo coletivo para aquele escorado no talento individual. Notável é que não se fale mais da diferença entre futebol arte ou talento e jogo esquemático. Isso porque França e Bélgica esbanjam talento e beleza no fluir do seu jogo. E mais uma vez a condição física torna-se vetor importante no futebol. Os grandalhões aprenderam bem.

   Agora só temos de brasileiros os árbitros. O Mário Fernandes viveu hoje sua história trágica. Espero que ele tenha escapado da fúria daquele treinador russo...

   Bem, não vou falar do Neymar Jr, o menino sofre demais, é duro ser ele mesmo, segundo garantiu Edu Gaspar, é de dar pena. Que fale o pessoal do Qatar.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - Oropa, França, Bahia

 

   Cantei uma semifinal sul-americana e outra, europeia. Não deu. Virou Eurocopa. Com a participação luxuosa, até amanhã, da Rússia, um eurasiano, e da Croácia, povo do leste que vive guerreando. Agora, pode dar tudo, inclusive a Rússia na final, empurrada pela torcida e pela vodca. Saberemos adiante.

   Lá atrás, escrevi que não achava justo o "herói quicai" ter um título que Zico, Falcão e Sócrates não conseguiram. Mas é claro que eu torcia para que o Brasil avançasse até a final, afinal todo tesão necessita de objeto, né não? Então, tá. Mas que fique registrado que NEYMAR NÃO CHOROU.

    Apontei também alguns erros do Tite e ficou claro que contribuíram para o resultado contra a Bélgica. Que jogou muito, com inteligência, com eficácia, com confiança. Mereceu a vitória, apesar dos lances do acaso, d'O Imponderável, que nos puniu penosamente. Courtois não é o goleiro que atuou hoje, não é. Lembrem da Copa passada e do que ele joga no Chelsea, basta isso.

     Acho que se o Tite continuar será ótimo para a seleção. Um treinador precisa conhecer o que é uma Copa do Mundo, para se preparar melhor para essa vertigem. Porque é uma vertigem, e como tal precisa ser vivida, não há tempo para oportunidade, para chances, para ver o que acontece, para o azar levantar o dedo. Creio que na próxima Copa o Tite não repetirá os tais erros.

   E agora? França relaxada e Bélgica entusiasmada? França confiante e Bélgica de salto alto? Quem terá o compromisso maior com a vitória? Quando a bola desviar, favorecerá a quem? Resta-nos ficar na torcida e aproveitar a emoção que disso resultar.

    Não vou falar do Neymar Jr.

    De qualquer modo, o Bahia vai firme para a decisão da Copa... do Nordeste. Isso é muito importante. Para quem torce pro Bahia.



terça-feira, 3 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - mudar quando tudo muda





    As semifinais que cantei começam a se configurar. Croácia e Inglaterra, no entanto, desceram a ladeira. Passo a delas duvidar, enquanto a Rússia cresce no grito. Mas não saio da toada, vamos em frente.

    Hoje ficou claro que as seleções disputam a Copa em estado de exaustão. As contusões antes e durante os jogos, o cansaço físico e mental dos jogadores, um desgaste generalizado que se manifesta em abandono de tática, de jogadas, até mesmo da competição (caso da Alemanha), deixam claro que o torneio em fim de temporada europeia deixou de ser prático. 

    A maioria dos jogadores atua na Europa. Estamos assistindo a um festival de distensões, contraturas, cãibras; de faltas por "chegar atrasado", por não conseguir perseguir o adversário; de equipes inteiras se arrastando em campo no final das partidas e nas prorrogações.

    Dona Fifa terá que alterar o sistema para além do aumento do número de participantes. Com as transmissões ao vivo dos principais campeonatos nacionais e torneios continentais, a Copa do Mundo deixou de ser vitrine, momento único de exibição do futebol que se pratica globalmente, já se vê isso todo dia na tevê. E os jogadores que disputam a Copa tornaram-se milionários que prezam o corpo, o convívio familiar, as férias; fica nítido que não dão tanta bola assim para a Copa, seus clubes é que lhes dão base para tudo.

   Tudo precisa mudar quando tudo muda. Chegou a vez da Copa do Mundo, constato. 

    Se o Brasil mandasse o Grêmio ou o Palmeiras representá-lo nesta Copa, teríamos passado por cima dos adversários com areia e tudo, sem nenhum aperto ou ansiedade ou necessidade de encenações.

    Por falar nisso, vou terminar por me filiar aos defensores de Neymar Jr. A campanha contra ele está se tornando algo diverso, tão querendo sua expulsão prévia (concordo com a expulsão justa), tão querendo minar nossa seleção na cabeça dos árbitros, tão querendo nos vencer com recursos extra-campo. Neymar Jr pelo menos expõe suas canelas em campo. Jogar pedras escondido é coisa de covarde.    

    E o Mina, hein?



domingo, 1 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - não há sorte em pênalti



    Pênalti nunca foi lance de sorte ou azar. É fundamento básico do futebol: tiro livre direto a 11m da linha de gol. Desde menino, aprendi com Andrada, goleiro argentino que defendeu o Vasco, que há uma área entre as traves (como aquela coberta por um limpador de parabrisa) que é de responsabilidade do goleiro. Os ângulos ficam a cargo da competência de quem cobra.
    
    Nada me irrita mais que ver um goleiro "escolher o canto", facilitar o trabalho de quem cobra o pênalti. O goleiro tem que ir atrás da bola, como o artista vai até onde o povo está. Hoje, na Copa do Mundo, o lance de dados assumiu o proscênio. Desgosto disso, mas é a cultura dominante entre os de luva. Vamos viver os dramas.
     
    Os espanhóis voltaram pra casa, como palpitei. E a Croácia avançou, mas não como imaginei. Jamais vi uma equipe decrescer tanto de rendimento como essa Croácia. Parecia jogar peado, com sandálias crocs ou coisa parecida. Dessa forma, não passa pela Rússia e minha previsão de semifinais vai pras cucuias.
   
   Amanhã, o professor Osório Pardal pode preparar uma armadilha para o Brasil, mas não creio em nada excepcional. Dependerá muito do talento de Lozano e Chicharito, ou de um sopro de azar em nossa cara. De resto, se o professor Tite mantiver a linha (gostei da continuidade de Filipe Luís e Fagner), o contra-atraque mexicano terá dificuldade em impor risco. Com Danilo e Marcelo, a coisa poderia ficar feia pra nós.
    
   E torço por uma goleada da Bélgica sobre o Japão. Não li nada a respeito, ainda, mas não duvido de a Bélgica entrar com o time reserva para poupar titulares pensando no Brasil, adiante. 

sábado, 30 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - cantar nunca foi só de alegria




   Num grupo de amigos, e aqui também, dias atrás, cantei as semifinais da Copa: Brasil x Uruguai e Croácia x Inglaterra. 
   
   A peneira das oitavas começou e já separa meu trigo: Uruguai e França avançaram para as quartas, vão se estraçalhar em uma partida que tem tudo para ser memorável, e o Uruguai passa porque assim pressinto.
   
   Miro os defeitos da França: uma juventude respeitosa, um talento contido pelo esquema deschampiano, uma docilidade emocional. Fazer quatro gols nos frangalhos argentinos não constituiu grande façanha, mas tomar três gols demonstra que há trilhas que levam às redes de Lloris mesmo por um ataque em desordem.
   
   Aí é que está o busílis: a defesa uruguaia, zaga do Atlético de Madrid, joga junto há tempos, não vai abrir bulevares para Mbappé, há leões naquela savana. E do outro lado, a zaga meio Barça meio Real vez em quando bate cabeça. E haverá ferozes felinos platenses a acossá-los. Cavani jogará porque não pode deixar de jogar, simples assim.
  
  Hoje, esse rapaz, o Mbappé, fez algo raro: igualou Pelé, ao marcar dois gols em uma partida de Copa do Mundo com menos de 20 anos. Trotou feito Jairzinho, driblou feito Ronaldo de verdade, e, claro que o PSG tá se lixando para onde irá Neymar Jr, carregado por Neymar pai, depois da Copa.

   Não sei quem deu mais azar, se o Brasil ou a Bélgica. Cravei Brasil nas semifinais por desejar isso, mas pode muito bem dar Bélgica, pois o México irá exigir muito mais de nós que o Japão deles. Os deuses decidirão.

   Como cantei, não muito feliz, Cristiano que quer ser Ronaldo teve sua vez na Copa, foi; Messi também passou e foi. Partidas tristes porque precipitadas, podiam ter ido mais longe, não fossem fatores extra-campo argentinos e a cruz de Cristiano ser pesada demais. Agora vem a vez de Iniesta, Piqué e o famigerado Ramos retornarem para suas paellas, é no que aposto. Que o domingo amanheça logo. 

quinta-feira, 28 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - oitavas na peneira




    Definidos os confrontos das oitavas de final, temos uma chave europeia com um sul-americano e uma chave latina com um asiático. Os africanos se foram, como sempre, infelizmente, pagando o preço da displicência ou desconcentração, sabe-se lá.

    A chave latina, a nossa, tem França e Bélgica (forcei um pouco aqui) e se passarmos do Mexicozinho, toparemos com a Bélgica. Isso porque o Japão já foi eliminado depois do papelão de hoje, não dá pra imaginar o Japão avançando na Copa. Já deviam estar de malas prontas, WO, um outro tipo de haraquiri.

   Imaginei que o tempo era para um novo campeão, Bélgica ou Croácia. A Bélgica nos topará no caminho, e não somos uma pedra qualquer. A Croácia, na outra chave, tem estrada aberta até a semifinal, quando deverá pegar a Inglaterra. (Isso, sim, é palpitar, em todos os sentidos). Poderá ir à final se ampliar a solidez da equipe e o brilho de Modric se intensificar. Oh, o imponderável...

   Tão pegando no pé do Paulinho. Não pode haver besteira maior. Paulinho joga há um ano e meio sem férias, por conta da transferência China/Espanha. O cara é o que tem o gráfico de maior desgaste físico inicial. Tem cansado no segundo tempo e corretamente substituído. Aí vem a claque de urubus... Parece esquema organizado para desviar atenção do "herói quicai". É o jogador mais confiável da seleção. Paulinho, é claro.

   
    

quarta-feira, 27 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - sofrer é pra quem vive



  A Alemanha... apois, parecia querer voltar logo pra casa. Os ares da Rússia, mesmo no verão, não fazem bem à memória germânica. Um dia saberemos os motivos mais próximos da verdade. Sané e Teri Stegen foram os mais lembrados. Eu lembrei do Goetze  -  não se deve desprezar heróis assim.

   Agora vamos pegar o Mexicozinho e sua única jogada. Nascerá o sol a 2 de julho, com certeza. É só não cair na manjada armadilha. É o Osório, sabe, o Osório.


      E vamos seguir com Josimar e Everaldo nas laterais. O Fagner é inteiro o novo Josimar, só não fez gol ainda. Em 86, Josimar foi chamado por conta da defenestração de Leandro, o titular, para ser reserva de Edson, que era do Corinthians. O Edson se contunde já no México e o Josimar entra, igualzinho o Fagner, e se sai muito bem, como o Fagner está se saindo. Agora, o Filipe Luís no lugar do Marcelo, essa não era esperada. Mesmo porque era o líder dessa equipe, ao contrário do Marco Antônio que, muito jovem, cagou na retranca às vésperas do mundial de 70. Vamos na torcida para o Marcelo voltar, embora o Filipe Luís tenha sido um dos melhores em campo, hoje.

     A única contrariedade que tenho em ver jogos aqui na minha nova morada  - 1o andar  -  é que o porteiro vê tudo à minha frente pela tevê aberta. Eu, via cabo, estou sempre atrasado alguns segundos. Hoje, Neymar preparava-se para cobrar o escanteio e o sujeito já gritava gol lá da portaria. Não vejo solução para o caso, não consigo ouvir Galvão Bueno.

terça-feira, 26 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - respirar é preciso


   Os gigantes respiram, e bem. Tudo agora será diferente para quem os enfrentar. Nunca foi fácil derrubá-los. Por isso não se pode desperdiçar chance alguma alguma de quebrantá-los. Bobearam, Alemanha, Argentina e Cristiano Ronaldo passaram, agora aguentem.

   Há gigantes, no entanto, que possuem juízo de barro. Esses, bastam um cutucão e já vão ao chão. Sabem de quem falo.

   Aproveito para esclarecer que não consigo torcer contra o Brasil, é visceral, é sanguíneo, sei lá o que mais. Torcerei sempre pela seleção canarinho. No entanto, se cair diante da Sérvia não vou chorar. (Eu ia escrever: se o Brasil voltar pra casa, mas essa possibilidade não existe, não é mesmo?, em caso de derrota todos menos três ficam por lá, em suas mansões, ou vão curtir férias em ilhas paradisíacas com seus troféus - pelo ponto de vista deles, claro).

   Nosso principal jogador é modelo de egoísmo, grosseria, pedantismo e alienação social, um boçal alimentado pelo marketing e pelas redes sociais. Miro a história de nosso futebol e lembro a geração 82. O mínimo que penso é que não seria justo ver o sorriso sarcástico desse rapaz em contraponto à tristeza de Zico, Falcão e Sócrates. Dá engulho só de pensar. Então, não ficarei triste se a Sérvia se insurgir contra o destino e sapecar nossas redes com pelotas efervescentes.

   Mas vou torcer pelo Brasil. Mesmo porque se a seleção avançar, há grandes chances de esse rapaz ser expulso amanhã ou no próximo jogo, e podermos enfim ficar livres de seu antifutebol, de seus xingamentos a adversários e a colegas de time, de seu teatro, de suas trapaças, e por que não?, de um ou outro golaço que contribua para eternizar esse estilo pernóstico como o melhor que o Brasil tem a oferecer. 

     Batam na madeira pelo Rodrygo, pelo menos pelo Rodrygo, pois o Vinicius Jr tá com pinta de trilhar caminho parecido ao de V. Chechelência. Que Paulinho, ex-Vasco, venha a nos redimir, como Philippe Coutinho ora tem feito.

     Os erros de Tite começam a cobrar suas faturas: lá atrás, escrevi sobre trazer jogadores contundidos, agora outros se contundem e a equipe fica engessada. Outro, é insistir no mesmo esquema, entregar ao adversário a fórmula fácil de combater nossa seleção. Outro, que é quase um crime, é aprisionar William rente a lateral do campo  -  lembro do que Zagallo fez com Giovanni, em 94  -, anulando todo arsenal de jogadas que o craque é capaz de realizar em favor do time, obrigando-o a fazer mal o que não domina. 


domingo, 24 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - derrubar gigantes



  "Chega de trapaças. Chega de lágrimas de crocodilo. Chega de narcisismo" (Eric Cantona). Trata-se obviamente de se jogar bola, quando se está em campo de jogo.

   Sigo a duvidar do México, equipe de uma jogada só e mal executada, quase sempre. E jamais duvidei da Alemanha. Não é fácil derrubar gigantes. Se houver outro Alemanha x México nesta Copa, teremos motivo para muita risada.

   Amanhã saberemos até onde vai a potência do Cristiano que quer ser Ronaldo. Não creio que seja suficiente para levantar uma Copa do Mundo, sigo acreditando.

   A política ganha espaço na Copa da Rússia, como nunca antes. Beligerâncias antigas mostram as unhas, as mãos inteiras, e os perdigotos ácidos são disparados em diversas direções. Nossa adversária Sérvia pede punição e se complica; suiços enfrentam processos disciplinares, enquanto alguns outros escapam sorrateiros.

   O VAR subordina-se a decisões humanas. Será falho, como falho é o árbitro em campo. E tantos quantos sejam os auxiliares disponíveis. Não creio que vingue. Há coisas mais importantes e que não são cuidadas, como o número de substituições, que segue inexplicavelmente reduzido, em prejuízo do espetáculo. 

   A Argentina... não é fácil derrubar gigantes.

    

quarta-feira, 20 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - falta cumprir-se Portugal



   Então, CR7 fez o quarto gol de Portugal na Copa. O quarto gol dele. CR7 é Portugal, Portugal é CR7.
    Dito isso, a conclusão parece inarredável: seleção de um jogador não pode ter futuro na Copa. Em qualquer Copa do Mundo. Desta forma, Portugal não tem como ir longe. Tudo parece tão bem para os portugueses ao final desta segunda rodada, só que não.
    Vejamos: Portugal jogará contra o Irã, Espanha contra Marrocos. CR7 jogará contra quem tem 3 pontos e chances reais de passar para as oitavas. A Espanha jogará contra quem perdeu suas duas primeiras partidas e já está fora da Copa. O Irã mostrou ser uma equipe competitiva, encardida, e só não empatou com a Espanha por detalhes. Tá, mesmo que se discorde disso, fato é que não foi fácil para os espanhóis superarem os iranianos. E a Espanha é bem mais sólida que Portugal, não é seleção de um só jogador.
     Palpite pode ser tolice, mas deixo aqui o meu: falta cumprir-se Portugal, mais uma vez. A saudade, a tristeza, tanto mar...


segunda-feira, 18 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - Mexicozinho



   De forma geral, o México realizou uma façanha notável ao vencer a Alemanha.
   No entanto... 
   Diante das circunstâncias da partida, o desempenho mexicano foi sofrível. Estabelecido o padrão de jogo, firmado o contra-ataque como arma preferencial, definido o destrambelhamento da equipe alemã  -  essas, as circunstâncias referidas  - a equipe do México mostrou uma incompetência incorrigível em marcar gols praticamente feitos.
   Lá ia, lá ia, lá ia o México em velocidade, em bloco, 4 contra 3, 3 contra 2, 2 contra 1... e errava a assistência e chutava na lua e errava a assistência e chutava na lua... Parei de contar ali pela meia dúzia de gols perdidos. Está claro que um time com tamanho grau de incompetência no ataque não tem futuro numa competição como a Copa do Mundo. Pode ir às oitavas, mas de lá não passa. Mas duvido que vá, pelo que mostraram Suécia e Coreia do Sul. Veremos.
    Agora, a Federação Mexicana já foi multada sete vezes por conta do grito homofóbico da torcida. Acho que multa não resolve. Talvez resolva se a seleção mexicana sofrer um gancho de uma Copa do Mundo, só pra começar. Isso sim, seria punição exemplar.
    De resto, Cristiano Ronaldo (3), Diego Costa, Lukaku e Kane (2) já mostraram ao que vieram. Fizeram o que deles se espera. Será que é o mesmo caso dos outros, desses mesmos que você está pensando agora?

domingo, 17 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - caindo na real


   
                                             Woody Woodpecker em seu habitat

    Estou aqui a torcer para que Tite se liberte de Neymar Jr.
    É que esse negócio de família, hodiernamente, tem hierarquia invertida, e o papai é refém do filhinho caçula. Faz tempo que nossa seleção está atrelada à felicidade do camisa 10. Na era Pelé, nunca foi assim, e sei que não preciso nada explicar.
    Talvez o lucro do empate de hoje seja a alforria do Tite, se ele souber aproveitar a oportunidade. É coisa de se esfregar as mãos. Nem que o rapazinho troque o aplique dourado por um outro de trancinhas azuis, conseguirá jogar. bem a próxima partida: não tem condições físicas nem psicológicas adequadas, tá no ritmo do poquer e do nheco-nheco.
    A partida de hoje teve, ou tem, esse condão: definir o time de verdade para a Copa. A família trouxe até aqui o Renato Augusto, o Fred e o Neymar Jr. Fosse apenas um selecionado, estariam fora, em favor de outros em melhores condições físicas e técnicas. Quem? Ora, o Luan e o Arthur, do Grêmio, por exemplo, e o Douglas Costa.
    Torço para que contra a Costa Rica, Neymar Jr fique no banco e o Brasil comece com Casemiro e Paulinho, William flutuando no meio, e Coutinho, Firmino e Douglas Costa enchendo o balaio dos centralinos. Com Fernandinho entrando no segundo tempo, caso a CRica incomode, no lugar de Douglas Costa, liberando Paulinho para suas infiltrações mortais. 
    Não vou perder meu tempo, mas contem os ataques brasileiros perdidos pelas tentativas individuais, personalistas, marketeiras do sr. Neymar Jr, em jogadas que só acrescentariam algo de positivo a ele mesmo, caso dessem certo, e tudo de negativo ao selecionado canarinho. 
    Na minha distante infância, convivi com um "dono da bola". Não há nada mais repulsivo (e coisa diversa não consigo dizer).
     Aproveite a chance, Tite!  Caia na real!

sábado, 16 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - ventura e danação



    Aproveito o subtítulo do meu romance "Beira de rio, correnteza" para este post, depois de três dias de embates na Copa. Pois já rolou venturas tempestuosas e danações lacrimosas nas poucas partidas disputadas até este ponto.
    Infelizmente o nome que se sobressaiu até agora foi o Cristiano que quer ser Ronaldo. Faltou a vitória, mas foi uma atuação épica, aquela contra a Espanha. O áudio que rola nas redes sociais com um locutor português narrando o terceiro gol deixou o momento mais espetacular ainda. Isso é Copa do Mundo. O cara está lá, querendo tudo que ainda pode colher.
    E o outro cara, o que atende neste planeta pelo nome de Lionel, danou-se de vez com a torcida argentina: cobrou faltas na barreira como se fosse um zagueiro juvenil e perdeu um pênalti que tirou a vitória da equipe. Top top total.
    Sampaoli, o técnico da Argentina, foi outro que se estrepou hoje. Pareceu-me uma declaração de incompetência a insistência em jogar cercando a área da Islândia, tentando entrar pelo meio sem sucesso por toda a partida. Não entendi nada. A Argentina deveria tocar a bola em seu campo, chamando a Islândia, abrindo espaços, descompactando o adversário, criando possibilidade de contra-ataque ou de penetração para Messi com a bola dominada. Bateram em ferro gélido, das terras do Norte, sifu.
    Mas não creio em desastre para a Argentina. A Nigéria segue jogando solto e será facilmente batida. A Croácia oferece perigo, mas não possui um esquema defensivo como o da Islândia, vai pro jogo e perderá. Teremos Messi nas oitavas e adiante um pouquinho. Já o Cristiano, acredito que viveu tudo que podia, e merece, na Copa. Adeus, gajo!
    Não resisto: e o pé na Cuevas?

quinta-feira, 14 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - O começo



   O Sobrenatural de Almeida informa: sai Dzagoev, entra Cheryshev, o cara que no final vai sair de campo consagrado como artilheiro e craque da partida, o reserva que nunca havia feito um gol pela  Rússia.
    E assim começou a Copa do Mundo 18, com uma partida que os especialistas condenavam ao zero a zero, pela ruindade das seleções demonstrada até então, e que terminou em goleada.
    Agora o bicho pega pra Egito e Uruguai, que jogam amanhã. Têm que correr atrás da Rússia. Se empatarem, precisarão golear Arábia e Rússia, por via das dúvidas. Em campo, de um lado, o destroncado Salah, craque do ano na Inglaterra, e de outro, Suarez, o Luisito, aquele que é capaz de coisas extraordinárias. Ambos goleadores talentosos, secundados por grupos enigmáticos, no meu entender. Vamos ver, azul-celeste contra alvi-rubros em tapete verde.
    E a CBF, hein? Combina o voto, tudo acertado, vai lá e vota contra o trio do Norte. Explicar, só em dólar.
    E o Lopetegui, hein? Botou a mãe no meio para se safar do vexame: acerta renovação com a seleção até 2020 e dez dias depois, anuncia a saída, feito o Coronel Nunes, da CBF. Explicar, só em euros.

domingo, 10 de junho de 2018

OOPA DO MUNDO 2018 - um poema bárbaro

    que estendam o tapete verde
    para os ricos botocudos
    que nos representam nesse embate:
    haverá brilho nas batalhas
    mesmo que breve
    mesmo que tarde

    digam urras e berrem gols

    para os ricos botocudos
    que nos representam nesse voo:
    haverá festa na laje    
    mesmo sem carne
    cana, cerveja e ovo

    cresçam fé e orgulho

    pelos ricos botocudos
    que representam nossa fama:
    haverá folga e batuque
    mesmo sem show
    mesmo sem drama

    cantem superioridade

    dos nossos ricos botocudos
    que no fundo se representam:
    tanto faz brilho ou merde
    vencer, muita mais grana traz
    perder, ora, nada se perde
   

sábado, 9 de junho de 2018

COPA 2018 - UMA CASO PARA LEMBRAR




     Então, para não dizer que escondemos as flores, aqui está algo para ser lembrado: a  humilhante derrota da Seleção Brasileira, por 7 a 1, diante da Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo de 2014. O episódio rendeu um livro de contos, com participação de sete contistas brasileiros e um alemão, mais um ensaio de uma escritora alemã. A coletânea Sete a um foi lançada no dia 5 de maio, em Salvador, na Biblioteca do Instituto Goethe. 

     Adiantem-se e peçam seus exemplares pelo sítio da Editora Dália Negra (www.dalianegra.com.br/editora). Alguns dos contistas brazucas escrevem aqui no Papo de Arubinha. Pelo time do Brasil foram escalados os contistas Claudia Tajes (“A Vida é um eterno descenso”), Carlos Barbosa (“Glorinha toda solta”),  Elieser Cesar (“O hexa de meu pai”), Lima Trindade (“Oito de julho”), Luís Pimentel (“Gertrud”), Marcus Borgón (“O resto do mundo”) e Mayrant Gallo (“O que houve depois”). O gol de honra alemão coube a Hans-Ulrich Treichel (“Foucauld, Freud, Futebol”).            

    Organizada pelos escritores Tom Correia e Lidiane Nunes, a coletânea é uma  coedição da editora baiana Dália Negra e da capixaba Cousa. O ensaio sobre futebol é de autoria da professora de Literatura Alemã da Universidade de Leipzig, Dagrun Hintze. A orelha do livro é assinada por Cláudio Lovato Filho, uma das maiores referências nacionais em literatura sobre futebol.  A capa de Sete a um é  do artista plástico carioca Marcelo Frazão e a versão dos textos do alemão para o português de Erlon José Paschoal, tradutor de grandes escritores germânicos como Goethe, Brecht e Holderlin.