Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






domingo, 30 de agosto de 2015

ODE AO VASCO V


E segue o Vasco estagnado nos treze.
Um time que cai e seu duplo que vai
em frente na Copa do Brasil.

Tem gente que escolheu acreditar.
Eu escolho rejeitar
tudo que engendra a atual diretoria,
que devia cair junto
antes do suspensório arriar.

Na sugestão insisto:
dispensa dos ex-jogadores 
e seus ilustres mentores,
com a promoção imediata
da prata da casa.

Isso, sim, faria do Vasco
o time da virada.

domingo, 23 de agosto de 2015

ODE AO VASCO IV

Lá vai, lá vai o Vasco pela rua do Desterro
com o saco cheio de bolas
e cara de enterro.

No momento, quem diria,
tem no Flamengo sua escassa alegria.

E segue o Vasco em lenta agonia
a suportar arrotos 
a fedentina dos charutos
e os ridículos suspensórios
de sua diretoria

nem Jorginho nem Osório
e as trinta contratações
nem um cargueiro do Lloyd
nem o batuta do Freud
arrancam mais o time
do seu irrisório destino.

Houvesse inteligência na Colina
fazia-se a revolução:
dispensa dos ex-jogadores
e seus empresários
com a imediata promoção
dos meninos da base.
E o Brasileiro seria a fase
de preparação da equipe
para as futuras competições.

Mas o que há em São Januário
é estultície e suspeição,
o comando de um espertário
um eterno aleijão.

E segue o Vasco sua sina
pela rua do Desterro,
um triste gigante 
comprimido num anão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ODE AO VASCO III

Prossegue a dança dos técnicos,
enquanto a rede balança.

Que saudade tenho do Vasco um a zero,
até mesmo do Vasco zero a zero.
Do time retrancado,
do atacante solitário
mas atrevido.
Andrada, Fidélis, Miguel, Moisés
e Alfinete..
Alcir e Buglê,
Carvoeiro, Dinamite, Zanata e Gilson Nunes.
Uns e outros se revezando nas botinadas,
e nas defesas e golaços espetaculares.
Marco Antônio, Ramon, Mazzaropi, Valfrido,
qualquer um seguia o ritmo do jogo
duramente disputado.
Que saudade que eu tenho
do time fechado, ranheta,
que a todos irritava,
mas que no final levantava a taça.

E segue o Vasco campeão carioca
também na Copa do Brasil.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ODE AO VASCO II


Segue a mesma camisa
com pequenas variações.
Segue a mesma sina
de cair aos tropeções.
Segue a mesma escala
feita pelo presidente
ou por empresários,
os mesmos trapalhões.
Preso a suspensórios,
infelizmente,
o boquirroto prossegue
a desrespeitar a equipe..
Segue o show de horrores
qualquer gramado seja,
nada pode salvar o time
nem mesmo capa da Veja.

domingo, 16 de agosto de 2015

ODE AO VASCO


Segue o Vasco campeão carioca
no campeonato brasileiro.
A nenhum outro time vence,
a não ser os costumeiros.
Perde para os mais fortes,
deixa de vencer os mais fracos,
e, quando parece impossível perder,
derrota-se a si mesmo
fragorosamente.