Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






domingo, 14 de junho de 2015

BRASILEIRÃO 2015 (8)


Atlético PR, Sport e Ponte Preta resistem ao assédio dos grandões. O São Paulo de Osorio chegou ao topo, provisoriamente, ontem. É ver se tem tutano pra ficar.
 
Meu Vasco segue com seu show particular. Fez o segundo gol em sete partidas. Perdeu mais uma em casa. E eu tive o desprazer de entrever o Lá-rico, ele, esparramado em uma poltrona de seu escritório-camarote. Rapaz...
 
Pra mim, o Vasco já está na segunda divisão do ano que vem. Nada de pessimismo, nada de precipitação no julgamento. O time não mostra sequer osso, vê lá tutano pra se sustentar. Agora, por seu lado, Doriva parece feito de aço. Pelo menos, napa tem de sobra.
 
Maikon Leite ressuscita mais uma vez no Sport. Surgiu como estrela de primeira grandeza no Santos, depois virou cadente por aí. Voltou a fazer gols pelo Sport, numa boa hora. Daqui a pouco, não teria mais pernas. E por anda Lenin?  Neílton, saudado como novo Neymar, vi ontem no banco do Cruzeiro, enquanto um certo Alanno, que nunca foi anunciado como novo Duílio, arrasava em campo.

domingo, 7 de junho de 2015

MESSI X PELÉ



O PVC escreveu que seria preciso argumentar muito numa comparação que fizesse de Messi melhor que Pelé. Penso que por mais que se argumente tal ponto não se alcançará jamais. Isso porque não é possível comparar dois jogadores, pessoas distintas, formas diferentes de atuar, de bater na bola, de correr com ela, cabecear, de participar do coletivo do seu time e do seu selecionado.
 
Daí que só é possível comparar carreiras. E a de Messi não está concluída. E mesmo conclusa, o que não está muito distante, comportará mais uma Copa do Mundo, não dá pra Messi superar Pelé.
 
Pelé tanto fez por si mesmo, seus 1.272 gols, quanto fez por seu time, o Santos, títulos estaduais, nacionais e mundiais, e por sua seleção, nesse ponto insuperável, com três títulos mundiais em quatro disputados.
 
Messi tem feito muito por si mesmo e pelo Barça, mas é insuficiente na comparação. Messi jamais chegará aos 1.000 gols, embora seja possível defender que seus gols, pelo grau de dificuldade das competições e adversários, valham por dois dos de Pelé  -  mas aqui sempre ficará uma questão incontornável, a do tempo em que atuaram, das condições de jogo que apontam ser muito mais difícil jogar contra o Botafogo de Ribeirão Preto, nos anos 1960, que contra um Getafe atualmente. E o Barcelona de Messi é uma seleção mundial, não dá para comparar com o grande Santos, que foi vário na Era Pelé, que jogou com Pagão, Coutinho, Almir, Toninho Guerreiro, Cláudio Adão e tantos outros centroavantes.
 
E por sua seleção, Messi nada fez de expressivo em três Copas do Mundo. Pode ser que vença a próxima, mas... aí Inês é morta.
 
Resta, por fim, a magia. Nesse quesito, Messi pode superar, sim, Pelé. Mas por um detalhe tecnológico: assistimos ao vivo cada passe, cada jogada, cada gol de Messi. De Pelé, temos alguns registros em p&b de jogadas e gols. Pelé é história.  Messi está presente em nosso cotidiano de espectador, ainda produz sua magia a cada fim de semana, e é magia das grandes.
 
Ou seja, essa é uma disputa em que ganhamos nós, os que amamos a beleza do futebol.
 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

BRASILEIRÃO 2015 (7)

  

Senhoras e senhores, a Série B do Brasileirão 2016 já tem um time escalado: o Vasco da Gama. Incapaz de ir às redes adversárias (tem ido bastante às próprias recolher bolas), invictórico, insuperável em deficiência técnica, o Vasco já ocupa o 18o lugar. E amanhã joga com o líder, Atlético Paranaense, aquele mesmo que o despachou para a Série B em 2014. Pois é, já estamos lá. Quando eu lembro de Eurico Miranda, sinto até um certo prazer. Eurico é o Blatter de amanhã.
 
Técnico de futebol, no Brasil, parece palito de fósforo.
 
Não sei vocês, mas quando ouço e vejo Luxemburgo palrando...
 
Estão menosprezando a Ponte Preta. Tem comentarista elogiando Atlético Paranaense e Sport e tratando a Ponte Preta como time pequeno. Golear o Vasco, realmente, não chega a ser uma demonstração de poderio, mas a Macaca mostra consistência num setor que o Brasil relegou a segundo plano: meio de campo. Segurem a língua aí, companheiros.
 
Vai começar a temporada de vendas. Depois da Copa América, o Brasileirão retornará com novos times, ao que tudo indica.

terça-feira, 2 de junho de 2015

NEYMAR, O DRIBLE E O IMPÉRIO DA MEDIOCRIDADE


Neymar tentou driblar com uma chaleira, ou carretilha, um zagueiro do Atlethic Bilbao. O sujeito lhe deu um trompaço, jogou-lhe ao chão e depois partiu pra cima, secundado por alguns dos seus iguais, para aplicar um corretivo verbal e físico em Neymar. O craque brasileiro, espertamente, ficou no solo até chegar a turma do deixa-disso.
 
A mídia mundial repercutiu o episódio, abrindo espaço para duras críticas ao driblador. E como a final da Champions acontece no próximo sábado, Barça x Juventus, avisos são disparados na direção de Neymar, no sentido de que os zagueiros italianos darão duras respostas a seus dribles desmoralizantes.
 
O drible é fundamento básico do futebol. O drible é meio adequado de superação do adversário no confronto físico direto, quando um tenta impedir o avanço do outro com a bola. O drible, meus amigos, não é fácil de aplicar. O drible é para craques; cabeça de bagre não sabe driblar, dá chutão.
 
Imagino Garrincha jogando em nosso tempo. O que faria o troglodita do Atlethic Bilbao? Talvez não o encontrasse para dar o trompaço; talvez já estivesse levando o segundo drible, talvez destruísse o que restava do joelho do nosso genial craque.
 
Nosso tempo não só se encontra infantilizado socialmente como horizontalmente imbecilizado. Não há espaço para a excepcionalidade, para a genialidade, para a elevação em qualquer nível. Os medíocres são imensa maioria e possuem a força de comando. E como possuem. Olhem em volta. O discurso da mediocridade é igualitário, simplório, aliviante, por isso conquista adeptos às pencas. O craque é solitário como todo artista. Pensa particular, sente especial, age diferente, não é fácil suportar a presença ou companhia de um craque. Disputar algo com ele, então... Então, os medíocres  -  sejam de Bilbao, Madrid, Turim, Argentina, qualquer lugar  -  convocam-se no esforço de reduzir o craque ao tope deles, ou seja, ao raso.
 
Mas há quem, como Neymar, insista no óbvio, como Progba, que disse hoje, a respeito da cobrança que fazem para que ele jogue mais simples, sem firulas ou dribles: - eu jogo futebol.
 
Tão claro que chega a ser luminoso. Mas os medíocres, no gozo do império contemporâneo, são incapazes de perceber o que seja isso, jogar futebol. Daqui torço para ver Neymar fazer um gol na Juventus, dando uma caneta em Chielini.
 
E viva Kaneko! E viva Toninho Guerreiro!