Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






segunda-feira, 7 de julho de 2014

WC'14 (5)


Dois sul-americanos, dois europeus.

Dez títulos mundias, dez vices.

A final será na média: um sul-americano x um europeu?

Ou dará dois sul-americanos, ou dois europeus?

As cartas estarão em campo amanhã e depois. Noutro depois, será o caos da alegria ou do desespero.

Amanhã, teremos uma Alemanha inteira, leve, compacta, repleta de alternativas e de craques afinados, à exceção de Goetze, e um Brasil em frangalhos, perturbado emocionalmente, repleto de dúvidas na escalação e craques em débito para com a equipe e a torcida.

Nessas horas, lembro da Alemanha entontecida diante da Argélia, da Holanda zonza frente à Costa Rica. E da Espanha infantilizada face à Holanda. Episódios antes inimagináveis, inesperados, marcados por atuações épicas de quem menos se esperava, à exceção da Holanda.

Todos sonham com o ressurgimento de Fred e seus gols. Eu mesmo sonho com o Oscar da final do Mundial sub-20, em 2011, na Colômbia, quando fez três gols na contravirada sobre Portugal. Ou com a força verde de um improvável Hulk, ultrapassando as defesas germânicas com seus arranques e petardos. 

Como saber, se não viver?

Do riso se fará o pranto? Dos trapos, a reluzente fantasia? Da simpatia, a glória? Da miséria, a criatividade?

Onde, nest'ora, Neymar garrinchará? Em que salto, Neuer cairá de mãos vazias? Donde partirá a seta envenenada, rumo a que coração?

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