Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






segunda-feira, 30 de junho de 2014

WC'14


Apois, lembro de Fred passando a mão na cabeça de um jogador chileno na saída de campo para o intervalo da partida. O chileno não gostou do "carinho", reagiu irritado, e o clima ficou agitado entre alguns jogadores. A tevê aberta mostrou a cena antes de fechar para os comerciais.

Vi na web um trecho em que jogadores  e membros da comissão técnica aproximam-se do túnel que leva aos vestiários do Mineirão. Dá pra ver o Paulo Paixão, preparador físico da nossa seleção, agitado, gritando com alguém e fazendo o já famoso gesto "fala muito", popularizado pelo treinador Tite.

Soube-se hoje que o clima esquentou nos corredores e que o diretor de Comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, foi suspenso por uma partida (não, ele não joga, mas integra o banco da seleção, o que não poderá fazer na sexta-feira próxima, na partida contra a Colômbia) por, supostamente, ter agredido o jogador Pinilla, aquele mesmo que quase nos fez embarcar, no final da prorrogação, na possibilidade mais extrema que um sábado pode nos reservar. Fico pensando no que ele teria dito ao comunicador da CBF, caso tivesse feito aquele gol...

Ou seja, o estilo agressivo do Felipão já está a todo vapor, soltando fumaça e chamando atenção do mundo para o nosso WC, digo, a nossa World Cup.

Correm mundo, as cenas em que milhares de torcedores estrangeiros agarram, abraçam, beijam e fazem "otras cositas más" com entusiasmadas brasileirinhas, nas ruas, em botecos, nas calçadas, nas areias das praias, em qualquer lugar. Mostram até brasileirinhos fingindo ser estrangeiros na tentativa de faturar umas "minas"... De causar espanto, o estereótipo que os estrangeiros cultivam de nossa gente, não é mesmo?

domingo, 29 de junho de 2014

DE COPA E COZINHA


Às desculpas listadas no post anterior, Felipão acrescentou a educação ofertada pelos brasileiros aos estrangeiros. O treinador, então, decidiu que não vai mais ser educado; vai retomar o estilo agressivo, sua marca registrada.

Talvez por conta disso, li que no intervalo da partida contra o Chile houve troca de agressões, nos bastidores do Mineirão, envolvendo elementos das duas delegações. Vai ser na porrada, agora.

Os teóricos da conspiração perderam todo e qualquer argumento depois da provação brasileira de ontem.

Não basta ser dono da casa. Não basta ser favorito. Não basta ter craques. É preciso jogar.

O futebol é um esporte incrível: enfrentar um adversário fraco pode ser mais espinhoso que um adversário forte. Portanto, a partida contra a Colômbia pode ser facinha, facinha.

Não fosse essa possibilidade, poderíamos ter como certa a saída do Brasil da Copa, na próxima sexta-feira.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

DESCULPAS


Adianto as desculpas:

1. O calor não permitiu o desenvolvimento de um bom futebol. Grandes seleções saíram por causa disso.

2. A maioria dos jogadores atua na Europa e está desacostumada com o calor.

3. O árbitro foi influenciado pela imprensa, não marcou faltas evidentes e deixou de apontar mais de um pênalti, alegando simulação.

4. O grupo é muito jovem e sofreu uma pressão enorme da imprensa e da torcida.

5. A marcação cerrada e faltosa do adversário impediu nosso melhor futebol.

6. O hino a capela influenciou negativamente o emocional dos jogadores, promovendo um efeito oposto ao desejado pela torcida e pela imprensa.

7. A imprensa promoveu o oba-oba, o clima de vitória antecipada, sendo assim a maior culpada.

8. A culpa é das estrelas... (que jogam em outras seleções).

9. A partida deveria ter sido transferida para a Arena Fonte Nova, a Arena dos Deuses.

10. Foi um acidente, jogamos melhor.

Caso contrário, teremos motivos para outra lista.

sábado, 21 de junho de 2014

E viva Diego Costa!



Não, eu não torci pela Espanha, mas torço muito por Diego Costa: sergipano de Lagarto, que saiu da pobreza jogando futebol em terras estrangeiras como tantos outros jovens brasileiros; nordestino, que entende que palavra dada é compromisso a ser cumprido; brasileiro, que, também como muitos outros jovens brasileiros, teve a chance de jogar uma copa, mas defendendo outra seleção que não a canarinho.


Em tempos de vaias, minha vaia àqueles que o vaiaram, e meus aplausos a ele, Diego Costa, que, silenciosamente, sem os holofotes da globo, contribui para atenuar a pobreza de muitos meninos nordestinos.


Imagem: Diego Costa, durante as férias, com a garotada de uma escolinha de futebol e Lagarto-SE (Foto: Achei Esportes)