Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

WALTER NO FLU



A redenção dos gordinhos vai jogar esta temporada no Flu. Não sei quais as condições financeiras que definiram sua permanência no Brasil. Devem ser boas, pois o Flu trouxe de volta o Conca, até então portador do maior salário do futebol mundial.

Diz a notícia que Walter será companheiro de Fred. Não resisto à piada, espero não perder um amigo: companheiro, onde? Em campo ou no departamento médico?

Torço pelo sucesso do Walter, que preenche todas as características de um craque "fora de série". Resta saber se a direção de futebol do Flu dará ao Walter o mesmo tratamento paternal que ele teve no Goiás. No sentido, claro, de não exigir que o craque gordinho passe a exibir um tanquinho abdominal e mantenha a boca literalmente fechada. Se colocarem o rapaz na dieta... Em pleno Rio de Janeiro, então... 




Imagem: Bol Fotos, Richardson Souza

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O CALVÁRIO DO FLUMINENSE

E segue a odisseia do torcedor do FLUMINENSE, hostilizado injustamente pelos torcedores dos outros clubes. Agora foi um casal, atacado com bomba na Zona Sul do Rio de Janeiro. Imaginemos o que aconteceria se o FLUMINENSE estivesse errado; tivesse, de fato, virado a mesa e voltado à Primeira Divisão pela janela... Seus torcedores seriam assassinados, impiedosamente. Realmente, não se entende o brasileiro.
Prefiro atribuir tais exageros à falta de educação doméstica e à precariedade da educação formal a supor que somos imbecis e intolerantes por natureza. Da primeira, o brasileiro traz a tendência a ser rude e agressivo, mesmo quando não tem razão; da segunda, a incapacidade de julgar adequadamente, de acordo com as leis e em favor da verdade, que será sempre, para ele, difusa e um conceito que se aplica conforme as circunstâncias e em proveito próprio. Perante o regulamento do Campeonato, a Portuguesa errou, e o Flamengo errou. A consequência: o FLUMINENSE foi beneficiado, como o seria qualquer clube que estivesse naquela posição da tabela. Mas para o torcedor rival foi o FLUMINENSE que obrigou aqueles dois clubes a errar, só para voltar à Primeira Divisão. E isso depois que o campeonato acabou.
Ou seja, o FLUMINENSE domina o tempo, as instituições e as pessoas, é capaz de manipulá-los e moldar qualquer matéria, orgânica e inorgânica, a seu favor. Ora, se assim fosse, o FLUMINENSE sempre seria o campeão, não perderia um gol, não esbarraria nos erros dos juízes, não acertaria as traves, não afundaria em si mesmo, como aconteceu este ano. Não precisaria do equívoco da Portuguesa, nem do Flamengo, para se beneficiar e voltar a ser grande. É exatamente porque precisou deles que o FLUMINENSE demonstra que é um clube igual a qualquer outro: poderoso num ano e frágil no seguinte.
Em suma, o que salvou o FLUMINENSE da Segunda Divisão foi o acaso. O acaso do segundo gol, de Samuel, contra o Bahia; o acaso Héverton. Mas as pessoas não conseguem tolerar isso. Irrita-as que um clube possa brilhar tanto, até mesmo quando está apagado.
Consola-nos a certeza de que o calvário pelo qual o FLUMINENSE e os seus torcedores estão passando será o inferno de muitos amanhã. O homem é o lugar e as circunstâncias em que vive. O fato de brincar com a água faz naturalmente a criança se molhar.

TRAUMAS NO FIM DO 13


Claro que não poderia ficar barato.
Antes do ano acabar, a bruxa se apresentou com toda pompa.
Confesso que a única luta de UFC e correlatos a que assisti foi aquela em que Weidman nocauteou Anderson Silva. Achei bem merecido. Toda prepotência merece ser castigada.
Mas a fratura do Anderson na revanche, antes do fim do 13, foi injusta e imerecida. Nada a ver com o Weidman ou Deus. E horrível de ser ver.
Já o Schummy se perdeu na neve, entre pedras e foguetório de fim de ano. Não entendi nada, até agora. E creio que quanto mais ler menos entenderei. O processo de santificação, merecido ou não, já se instalou em volta do astro.
Vamos torcer para que a bruxa já tenha colhido o suficiente e deixe os meninos da Copa São Paulo em paz.