Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






quinta-feira, 25 de setembro de 2014

BRASILEIRÃO 2014 (4)


A torcida baiana é conhecida por optar pelo sarro mútuo em vez da selvageria dentro e fora do estádio. E o momento atual é de revezamento na gozação: ora Bahia, ora Vitória, se coloca na lanterna ou na zona do rebaixamento. Hoje, o Vitória voltou ao Z-4 e desde antes da partida contra o Palmeiras, já se ouvia nas ruas a gozação por parte de quem havia vencido ontem o Sport. Pé dentro, pé fora...

O torcedor do Bahia sofreu e ainda sofre gozação com o caso do jogador argentino, estrela do time do Papa Francisco, que pagou para não jogar no tricolor. Caso único na história do futebol, o torcedor do Vitória não deixa passar muito tempo sem lembrar, às gargalhadas, esse recente episódio.

O lanterna agora é o Criciúma. Parece que o time de Paulo Baier tem a firme intenção de atrapalhar minha previsão de cinco times catarinenses na série A do ano que vem. Vamos ver se reage a tempo.

Meu Vasco tem perdido oportunidades, uma depois da outra, de assumir a liderança, abrir folga e sair campeão da série B, mais uma vez. Do jeito que a coisa anda, aos cuidados do papai Joel, aquele do inglês enrolado e da indefectível prancheta, o Vasco permanece embolado no G-4, mas com menor número de vitórias que os outros. Agora, a parada amanhã será com o líder Joinville. Mais uma oportunidade...a ganhar ou a perder?


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

BRASILEIRÃO 2014 (3): SC NO TOPO


Uma pequena revolução representativa avança em surdina para acontecer em 2015.

Um dos estados brasileiros pode emplacar cinco equipes no Brasileirão do ano que vem. E não será São Paulo, atualmente com quatro, nem Rio de Janeiro, com três. Trata-se de Santa Catarina.

A Série A tem Figueirense e Chapecoense no meio da tabela e o Criciúma na zona do rebaixamento. Mas como o Criciúma, de Paulo Baier, tem se colocado frequentemente na A, não será surpresa se empurrar Bahia ou Coritiba pra Série B do ano que vem.

A Série B tem Avaí e Joinville nos primeiros lugares. Pelo andar da carruagem vascaína, da cearense, por exemplo, os dois times catarinenses não parecem ter dificuldades para o ascenso.

Assim, caso o Criciúma saia da zona do rebaixamento e Figueirense e Chapecoense mantiverem-se longe das sombras, vindo se juntar aos três Avaí e Joinville, poderemos ter cinco times catarinenses na Série A de 2015.

O que isso significa? Nada muito difícil de concluir: qualificação da gestão, economia fortalecida fora do eixo Rio-SãoPaulo, bons jogadores aceitando atuar fora desse eixo, jovens técnicos encontrando oportunidades de trabalho. E, obviamente, frouxidão absoluta dos velhos costumes cariocas e paulistanos na condução do futebol. Tudo que um líder não pode fazer é relaxar. Então, lá vem Santa Catarina!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

BRASILEIRÃO 2014 (2)


Então, é isso: o Cruzeiro empacou nos empates, permitiu a aproximação dos concorrentes ao título e, agora, até o São Paulo alimenta pretensões para além de Pato.

Pato faz dois gols numa partida, perde mais três e sai endeusado de campo. Nos dois primeiros gols, o que se tem a aplaudir: os passes de Ganso e de Douglas. Enfiadas precisas, plasticamente perfeitas, coisa fina e bonita de se ver. Passes que criam um problema para o atacante se desperdiçá-los. Mas o Pato deitou na cama faz tempo e não se sabe se dessa vez vai abandonar o vício.

Lá embaixo a coisa pega fogo, literalmente. Botafogo e Flamengo, seguindo à risca a cartilha da incompetência gerencial brasileira, estão prontos para o abraço de afogados. O velho Luxa venceu duas, perdeu uma, e continua na zona... do rebaixamento. Agora vem o Luiz Antonio botar o Fla nas páginas policiais. Um sorriso, um tapa.

Aqui na Bahia, e no Bahia, se torce pelo Charles Fabian. O craque do passado assumiu o comando técnico do time e tem se dado bem. A cena incrível e inusitada: a torcida pedindo pela permanência do técnico. Tem muito de provincianismo na atitude, mas resulta numa iniciativa boa do clube se efetivar o técnico Charles.

Gallo convocou a seleção Sub-21 para amistosos em setembro. As Olimpíadas estão próximas. Alguns nomes desconhecidos, outros já recuperados, como o Vitinho, e alguns renomados, como o Marquinhos. Vamos ver se dá liga e vitórias.

Quanto ao Dunga, tudo indica que queimou o David Luiz e sonha com a recuperação de Neymar, por inevitável. Vai começar tudo de novo.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

BRASILEIRÃO 2014


Meu Vasco tá na segundona, de novo. Da Série B, eu só acompanho os jogos do Vasco, aqueles que a tevê aberta transmite. O time parece mais um depósito de ex-jogadores em atividade, como se diz entre os comentaristas. Não deixam os meninos pegarem cancha, desperdiçam os talentos da base, um time montado por empresários. O Vasco tem uma partida a menos; caso vença, bate nos 25 pontos, entra no G4. Mas a partida que falta é contra o Náutico que, talvez por ter perdido Kieza e Rhayner para o Bahia, deu uma levantada no ânimo e começou a vencer. Vejam só o que nos espera.

O Cruzeiro disparou, mas nem tanto. O Fluminense já está na cola. Se o Conca sustentar o ritmo e o Fred voltar a marcar, poderemos ter uma boa disputa. Embora, não sei por que me coça a orelha, o Curíntia vem mastigando grama, com o Mano querendo provar que foi injustiçado pela CBF (mas quem não foi?) e nada como um título para readquirir a pose de bispo aspirante a cardeal.

Falam que, até que enfim, o Cruzeiro terá jogadores convocados para a Seleção. Só pode ser sacanagem de anão, para desfalcar o time em duas ou três partidas seguidas. Mas o elenco tem condições de sustentar o faturamento de pontos, mantendo a liderança no começo de setembro. Pra diante, nem mesmo Luxemburgo se atreve a dizer alguma coisa.

Tão queimando o Botafogo.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

RESCALDO DA COPA (4)

MICO DOS MICOS:

O "É Tois" de Dilma.

No mais:

a) quando Dr. Johnson escreveu que "o patriotismo é o último refúgio do canalha", o que alguns complementam, como lembrou Pedro Bial em programa da Sportv, com "e às vezes até mesmo o primeiro", cravou uma máxima definitiva, que pode ser exemplificada de várias maneiras:
- a coisa não deu certo (qualquer que seja a coisa) mas nosso objetivo sempre foi defender os interesses da pátria;
- em nome da pátria fizemos o possível e o impossível para levar benefícios aos mais distantes rincões;
- não importa o custo final da obra, o que importa é que nosso país está agora bem servido com essa maravilha de obra de engenharia;
- tudo que fiz foi pelo bem do pais;
e assim por diante e pro fundo.

b) em nome da pátria são cometidos muitos crimes em benefício próprio. Talvez, algum dia, as obras para a Copa se revelem por inteiro;

c) em nome da pátria muita incompetência se estabelece como heroísmo;

d) em nome da pátria se busca a inocência para todos os descalabros cometidos por aquele que apela pro seu nome;

e) não, Diego Costa não traiu a pátria. Quem traiu a pátria talvez tenha sido quem afirmou tal leviandade;

f) em nome da pátria se fez e se faz muito sangue humano escorrer pela terra;

Pois, se é pela pátria tudo e qualquer coisa fica previamente justificada.

E tudo que a pátria quer, e precisa, é que cada qual cumpra seu papel, faça a sua parte, com um alto grau de comprometimento com o melhor resultado.

Um artista deve provocar a emoção em quem aprecia sua arte. Simples, assim.

Tudo isso são obviedades. Por isso mesmo, muito difícil de ser dito e compreendido, como tudo que é óbvio.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

RESCALDO DA COPA (3)

MICAÇOS:

Péricles, no centro do Itaquerão, cantando o hino na abertura da Copa sem som no microfone.

Cláudia Leite na boquinha da garrafa.

Jogadores croatas a tomar banho nus na piscina do hotel.

Torcedores chilenos invadindo o Maraca e caindo direto no centro de imprensa.

O soco do assessor de imprensa no jogador chileno.

A mordida.

O choro no meio da batalha.

Os dólares cheirados pelos ganeses.

A camisa de Neymar, como se fosse o último vestígio de um herói desaparecido.

A máfia de cambistas oficiais desbaratada pela polícia carioca.

A goleada atribuída a um apagão.

A carta de D. Lúcia colhida na parreira das almas.

O ânus aberto do Mascherano.

O choro no apagar das luzes, e mais choro.

Os gols perdidos por Higuaín e Palácios na final.

A estatística brandida por Felipão "fomos bem".

Bem, admitamos, o forçado hino a capela.

domingo, 20 de julho de 2014

RESCALDO DA COPA (2)


Pão de queijo, goiabada, caipirinha, farinha de mandioca, sucos de frutas e frutas no café da manhã. O mundo, enfim, descobre o Brasil, para além das bundas baloiçantes e do futebol brochante.

Farra nas Fan Fest, na Vila Madalena, na Savassy, no Porto da Barra: música, dança, droga e um pouco de briga, que ninguém é de ferro.

Os inocentes creem nas ações oficiais de segurança, mas me contaram que a paz nas ruas se deu por motivo mais prosaico e capitalista: vender drogas a um público ávido por elas dá mais lucro que correr riscos em assalto. Simples, assim.

O povo deu um jeito na parada. Divertiu-se e fez divertir. Quem pode pagar ingresso, experimentou algo que, à distância, beira o mágico. Na próxima Copa do Mundo no Brasil, irei a todas as partidas em Salvador, quaquaquá.

Dunga de volta. Futebol anão, de carantonha, retranqueiro, acidental. Vamos, novamente, entregar a responsa a um atacante genial. Vamos voltar à gangorra dos resultados medíocres.

Dizem que tem gringo extraviado até hoje, não querendo voltar.

Projeções otimistas: guerra na Rússia, escândalo no Qatar. A Fifa vai rebolar no preparo das duas próximas Copas. Bem, estamos com a casa arrumada. Se não para 18, mas para 22, vale a pena apostar no Brasil como sede. Se eu fosse da CBF começaria a articular o movimento "New Brazil".

sábado, 19 de julho de 2014

RESCALDO DA COPA

Özil doou a grana do prêmio para o custeio de 23 cirurgias de crianças brasileiras.

Müller mandou a jornalista colombiana enfiar a Chuteira de Ouro naquele certo lugar.

A 173, 168, 155km/h, argentinos foram multados nas estradas brasileiras durante o retorno, depois de experimentarem seu Maracanaço.

Argentinos deixaram para trás, nos locais que os abrigaram no Rio de Janeiro, pichações ofensivas a Pelé e ao Brasil. Não aprenderam nada com os japoneses.

Enquanto isso o famigerado jornal Olé!, de Buenos Aires, ostentava a manchete "Você não tem dignidade". Você, mesmo, que me lê agora; eu, que agora escrevo; você, brasileiro, indigno para os argentinos. Isso porque torcemos para a Alemanha, na final da Copa.

O Olé! não entendeu que a vitória foi da Alemanha, mas os 7 x 1 foram construídos pela seleção brasileira, e só por ela. Os alemães não carregam culpa pelo placar dilatado. Vergonha nossa. Não houve, portanto, nenhum motivo para um brasileiro indigno não torcer para a Alemanha naquela final.

A torcida arrogantina, como rotulada na web, não entende por que os ofendidos não amam a quem os ofende. 

Tudo continuará como dantes no quartel de Marin e Del Nero. Um retranqueiro como técnico será a solução. Assim não teremos mais um 7 x 1 e, desta forma, a nação estará salva.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

WC'14 (11)

Faz tempo que não frequento estádios. Mas ontem me comportei, aqui em casa, como se em um estivesse. Fiquei rouco de tanto expelir palavrões, assustei todos em volta, embora não tenha recebido, até o momento, nenhuma reclamação dos vizinhos. Creio que estavam na mesma sintonia.

É bom extravasar, na proteção do lar, a pressão do id, ou coisa parecida. O futebol permite essa catarse, muito notada em arquibancadas de estádios. Cometi meus exageros, também, no WhatsApp, essa ferramentazinha espetacular dos smartphones. Mas já pedi desculpas aos familiares. Claro que bebi antes, durante e depois.

A coisa é assim: em jogos da seleção brasileira, fico muito tenso antes da partida. Essa tensão vai se alterando de acordo com a movimentação do placar. Se a partida se encaminhar para uma vitória canarinho, vou me acalmando e, aos poucos, ficando feliz. Não há gritos nem palavrões. Se a rota se der no sentido contrário, a tristeza se assenhora e eu murcho feito maracujá maduro.

Torci entusiasticamente contra a Argentina. De modo específico e geral. Não me cobrem comportamento politicamente correto num'ora dessa. A Argentina como país e nação merece todo respeito e admiração. Mas, no ambiente do futebol, a torcida argentina sabe, como poucas, despertar a ira do adversário. Não preciso adjetivar o comportamento "hermano", é por demais conhecido. 

E o castigo veio pelo talento de Götze, aquele que em post anterior eu disse ser a exceção no padrão de excelência do time alemão. O garoto entrou para, no fim da partida, dar um fim à arrogância argentina. Que não era dos jogadores, diga-se, mas da torcida. Uma torcida que, numa partida contra a Alemanha, não cessava de achincalhar quem tão bem os recebia, nós. Ofensas que, segundo soube, hoje fervilham no Facebook, na eterna linha de "macaquitos" e outras referências racistas mais óbvias. Curioso é que nenhuma instituição argentina, que eu saiba, tenha vindo a público dizer que tal comportamento seja reprovável. Se veio, gostaria muito de saber quem e quando.

domingo, 13 de julho de 2014

WC'14 (10)

HUMILHAÇÃO.
HUMILIATION.
HUMILLACIÓN.
DEMÜTIGUNG.
PONIZENJE.
UNIZHENIYE.
ASAGILAMA.
FORNEDRING.
PONIZAVANJE.
UPOKORZENIE.
UMILIAZONE.
IRENISILE.
MEGALÁZÁS.
VERNEDERING.
TAPEÍNOSI.
HUMILIGO.
YDMYGELSE.
PRYNYZHENNYA.
HUMILITATEM.
STORATS'UM.
NÃKÃLA.
NGEYEK.
IMILYASYON.
UMILIRE.
HUMILHAÇÃO.

sábado, 12 de julho de 2014

WC'14 (9)

Um jogo que nem deveria acontecer, para Van Gaal. No que eu concordo: é uma partida de altíssimo risco para a seleção brasileira.

Luciano do Vale morreu antes da Copa. Osmar Santos morreu quando a Copa se arrasta em seu final. Pelo meio do caminho, outros ficaram: Maurício Torres, o Casal 20 do Flu, Di Stefano, o torcedor que infartou na partida contra o Chile, dois jornalistas argentinos, duas pessoas na queda do viaduto em Belo Horizonte. A morte não permite a ninguém o esquecimento.

Depois da tempestade, a tormenta. Sai Felipão, entra Tite. Felipão não sai mais: continua seu belo trabalho. Marin sai da peruca-moita ditatorial para abobrinhas. Del Nero se adianta com outras manifestações imperiais; o vice-presidente, também. O empresário de Neymar parte para ofensas. Deve vir um técnico estrangeiro? Passarella, Guardiola, Mourinho?

Cegos no tiroteio. E assim entraremos em campo hoje. Sai Fred, Hulk e Bernard; entram Jô, William e Paulinho. Fala-se em honra. Resgatam-se antigos duelos. É, uma partida de altíssimo risco.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

WC'14 (8)


Foi apenas uma derrota. Vida que segue. Esse, o tom que se esforçam para dar ao que aconteceu no Mineirão. (Nem precisa determinar o sujeito da oração anterior, deixa pra lá.)

Não, não foi apenas uma derrota. E a vida não segue, até agora, pra muita gente. E não seguirá como deveria, jamais. Para muita gente (não preciso provar quem), a imagem do futebol brasileiro foi seriamente arranhada. Talvez, mais que isso, estilhaçada. E para recuperá-la, obviamente, uma vitória amanhã contra a Holanda não será suficiente.

Como ficamos, agora? Continuaremos apostando apenas nos talentos individuais? Reconhecemos, como disse em post anterior, que jamais mudaremos o ser brasileiro, e seguiremos colocando nossas fichas no ventre nacional paridor de craques? Entregaremos o sonho do hexa, e de outros títulos, à possibilidade de dois ou três novos craques se juntarem a Neymar, em 2018, e resolverem a coisa? Os gênios da Globo berrarão como sempre que o mundo inteiro é apaixonado pelo futebol brasileiro? Ou será que o mundo inteiro, agora, faz chacota do futebol brasileiro? 

(Alguém duvida que tomaremos, como sempre, o caminho mais confortável: trocar o técnico pra ver como é que fica?)

O raciocínio é simples: o futebol mágico e vencedor foi esmagado pelo futebol consistente em técnica e tática, sustentado por uma organização basilar que, afirmo à distância, ocupa-se apenas do desenvolvimento do futebol e não da carreira política e bancária dos seus dirigentes. 

Um exemplo vindo do adversário de amanhã: Van Gaal deixa o cargo depois da Copa para assumir o comando do Manchester United e em seu lugar entrará Guus Hiddink, que já dirigiu a Holanda em 1998, até a Eurocopa de 2016, quando assumirá o posto Danny Blind, um dos atuais auxiliares do Van Gaal, pai do lateral esquerdo Blind. Tá tudo planejado, acertado, tranquilo. 

No caso da Holanda, sim, foi apenas uma derrota, Vida que segue.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

WC'14 (7)

Acabou. E não acabou. Como insiste Felizcão, ainda falta um degrau na caminhada. Um degrau para lugar algum, mas degrau.

Com a torcida argentina se comportando como se estivesse em La Boca ou na Bombonera, temi por um encontro entre nossas seleções no sábado. Poderia ser o momento trágico da Copa. Pelo que poderia acontecer fora do gramado, pois no gramado a cota já se esgotou.

Edmundo disse que se estivesse em campo, no Mineirão, sairia na porrada com algum adversário, mas a partida não continuaria daquele jeito. Impressiona, mesmo, que nenhum craque brasileiro tenha caído em campo, especialmente o goleiro, e interrompido aquela enxurrada de gols por uns minutos.

Basta reparar na aparência dos jogadores envolvidos nas semifinais para se perceber a diferença entre adultos e adolescentes tardios.

Piadinha da web envolve os papas vivos, Francisco e Bento, Argentina e Alemanha. Bem, nessa rota, vale lembrar que estarão juntas, no Maracanã, Kirchner e Merkel, alemãs. Assim, vai dar 3 x 1 em favor da Alemanha, com um gol contra. 

A piada maior que ouvi está sendo replicada pela imprensa: o chefe da máfia dos ingressos seria o argelino Fofana. Isso significa que o o inglês da Match, Whelan, confirmadas as suspeitas, não passaria de seu subordinado, seu fornecedor. Ora, senhores...

Uma ditadura jamais se vai por inteiro, em países instáveis como o nosso. Aqui e ali dá para perceber seus dedinhos gorduchos bolinando o tecido social. A coletiva de imprensa de ontem, pontuada por Felipão e Parreira, foi um desses momentos. Deu para ver dedinhos e beicinhos, loucos para espremer, para cuspir, para esganar, para fraudar o país, a realidade, todos nós, qualquer um que ouse questionar, denunciar seus equívocos, apontar suas falhas profissionais. 

De resto, uma búlgara se juntará às alemãs, domingo, na tribuna do Maracanã. Não sei por que me lembrei disso, justo agora, depois de falar de ditadorezinhos amoitados...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

WC'14 (6)


Vivemos, e agora sabemos. Na verdade, agora sentimos.

Estamos no futuro de ontem e conhecemos parte de seus acontecimentos, aquele pouco que conseguimos apreender.

O riso se fez pranto. Os deuses do futebol lavaram as mãos. Nosso coração foi crucificado mil vezes a cada uma das sete batidas do martelo germânico.

Os heróis têm nomes impronunciáveis, são outros,  possuem seus méritos.

Quanto a Nós, não mudamos antes da partida, não mudamos durante, não mudamos depois. Jamais mudaremos. Há um certo fanatismo no ser brasileiro. "Com brasileiro, não há quem possa." Ser brasileiro é suficiente. "Eles são nossos fregueses."

Ontem, a seleção fez o que sempre fez, da mesma maneira que nas partidas anteriores, sem se importar com o adversário. "Os outros é que devem se preocupar com a seleção brasileira." Assim, é desnecessário desenvolver alternativas de jogo, estudar o adversário e seus esquemas de jogo, marcar seu principal jogador, adotar táticas específicas 

Mas a Argélia quase ganhou da Alemanha, diria alguém. Sim, mas Nós não somos a Argélia, sabe, somos o Brasil, pentacampeão do mundo etc. etc.

O que faltou? O oposto daquilo que sobrou.  

De resto, fica a gratidão à elegância germânica durante e após a partida. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

WC'14 (5)


Dois sul-americanos, dois europeus.

Dez títulos mundias, dez vices.

A final será na média: um sul-americano x um europeu?

Ou dará dois sul-americanos, ou dois europeus?

As cartas estarão em campo amanhã e depois. Noutro depois, será o caos da alegria ou do desespero.

Amanhã, teremos uma Alemanha inteira, leve, compacta, repleta de alternativas e de craques afinados, à exceção de Goetze, e um Brasil em frangalhos, perturbado emocionalmente, repleto de dúvidas na escalação e craques em débito para com a equipe e a torcida.

Nessas horas, lembro da Alemanha entontecida diante da Argélia, da Holanda zonza frente à Costa Rica. E da Espanha infantilizada face à Holanda. Episódios antes inimagináveis, inesperados, marcados por atuações épicas de quem menos se esperava, à exceção da Holanda.

Todos sonham com o ressurgimento de Fred e seus gols. Eu mesmo sonho com o Oscar da final do Mundial sub-20, em 2011, na Colômbia, quando fez três gols na contravirada sobre Portugal. Ou com a força verde de um improvável Hulk, ultrapassando as defesas germânicas com seus arranques e petardos. 

Como saber, se não viver?

Do riso se fará o pranto? Dos trapos, a reluzente fantasia? Da simpatia, a glória? Da miséria, a criatividade?

Onde, nest'ora, Neymar garrinchará? Em que salto, Neuer cairá de mãos vazias? Donde partirá a seta envenenada, rumo a que coração?

domingo, 6 de julho de 2014

WC'14 (4)


O carrinho por trás é punido com cartão amarelo, pelo perigo que pode trazer ao jogador atingido, que não tem chance ou oportunidade de se proteger do pontapé.

Zuñiga atingiu Neymar por trás, elevando assim exponencialmente o grau da agressão. Agressão, sim, pois a imagem mostra que, em nenhum instante, Zuñiga procurou a bola: foi direto no corpo de Neymar, atingindo-o por trás com uma joelhada nas costas, tão ou mais perigosa que um pontapé ocasionado por um carrinho.

O carrinho é uma situação de jogo, até certo ponto, comum. Por isso, a punição é clara. Não há previsão específica para uma punição a joelhada nas costas, por não ser esta uma situação de jogo. É uma agressão, pura e simples. E como tal deveria ser tratada pelo Comitê Disciplinar da Fifa.

Zuñiga pode não ter, aos 28 anos, um histórico de violência em campo. Mas na partida contra o Brasil agiu de forma violenta no episódio envolvendo Neymar e, antes, dando um pontapé no joelho esquerdo de Hulk, que não tirou o atleta de campo porque não é à toa que seu apelido é Hulk. 

Igual tratamento, punição severa, deveria ser dado ao árbitro espanhol, omisso e incompetente. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

WC'14 (3)


Bélgica x Estados Unidos pelo rádio do carro, emissora de Feira de Santana "e região":

"Lá vai a seleção da Bélgica no ataque... parou, fintou, a bola sai pela linha de lado, lateral para os belgas... a seleção da Bélgica segue no ataque, chegou na linha de fundo, cruzou... corta a defesa americana!..."

E assim sempre.

Até que o locutor sabia o nome dos goleiros: Courtois era "Curtuá", mas Howard saía "Rôude". E Rôude foi gritado muitas vezes, defendeu demais.

Uma experiência inesquecível, aqueles trechos de narração quase indeterminada dentro de um programa de merchandising, isso que se tornou a transmissão futebolística pelo rádio.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

WC'14 (2)


Cravo meus palpites para as semifinais: Brasil x França e Holanda x Bélgica.

A Alemanha está desgastada fisicamente e a partida será às 13 horas. Não terá, provavelmente, alguns titulares, como Muller e Schweinsteiger. Os zagueiros são muito altos e pesados e a França tem atacantes baixinhos e velozes e jovens.

A Bélgica é palpite anti-hermanos. Brasil, palpite de coração. E Holanda, da razão.

Brasil x Holanda, na final. Palpite da emoção.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

WC'14


Apois, lembro de Fred passando a mão na cabeça de um jogador chileno na saída de campo para o intervalo da partida. O chileno não gostou do "carinho", reagiu irritado, e o clima ficou agitado entre alguns jogadores. A tevê aberta mostrou a cena antes de fechar para os comerciais.

Vi na web um trecho em que jogadores  e membros da comissão técnica aproximam-se do túnel que leva aos vestiários do Mineirão. Dá pra ver o Paulo Paixão, preparador físico da nossa seleção, agitado, gritando com alguém e fazendo o já famoso gesto "fala muito", popularizado pelo treinador Tite.

Soube-se hoje que o clima esquentou nos corredores e que o diretor de Comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, foi suspenso por uma partida (não, ele não joga, mas integra o banco da seleção, o que não poderá fazer na sexta-feira próxima, na partida contra a Colômbia) por, supostamente, ter agredido o jogador Pinilla, aquele mesmo que quase nos fez embarcar, no final da prorrogação, na possibilidade mais extrema que um sábado pode nos reservar. Fico pensando no que ele teria dito ao comunicador da CBF, caso tivesse feito aquele gol...

Ou seja, o estilo agressivo do Felipão já está a todo vapor, soltando fumaça e chamando atenção do mundo para o nosso WC, digo, a nossa World Cup.

Correm mundo, as cenas em que milhares de torcedores estrangeiros agarram, abraçam, beijam e fazem "otras cositas más" com entusiasmadas brasileirinhas, nas ruas, em botecos, nas calçadas, nas areias das praias, em qualquer lugar. Mostram até brasileirinhos fingindo ser estrangeiros na tentativa de faturar umas "minas"... De causar espanto, o estereótipo que os estrangeiros cultivam de nossa gente, não é mesmo?

domingo, 29 de junho de 2014

DE COPA E COZINHA


Às desculpas listadas no post anterior, Felipão acrescentou a educação ofertada pelos brasileiros aos estrangeiros. O treinador, então, decidiu que não vai mais ser educado; vai retomar o estilo agressivo, sua marca registrada.

Talvez por conta disso, li que no intervalo da partida contra o Chile houve troca de agressões, nos bastidores do Mineirão, envolvendo elementos das duas delegações. Vai ser na porrada, agora.

Os teóricos da conspiração perderam todo e qualquer argumento depois da provação brasileira de ontem.

Não basta ser dono da casa. Não basta ser favorito. Não basta ter craques. É preciso jogar.

O futebol é um esporte incrível: enfrentar um adversário fraco pode ser mais espinhoso que um adversário forte. Portanto, a partida contra a Colômbia pode ser facinha, facinha.

Não fosse essa possibilidade, poderíamos ter como certa a saída do Brasil da Copa, na próxima sexta-feira.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

DESCULPAS


Adianto as desculpas:

1. O calor não permitiu o desenvolvimento de um bom futebol. Grandes seleções saíram por causa disso.

2. A maioria dos jogadores atua na Europa e está desacostumada com o calor.

3. O árbitro foi influenciado pela imprensa, não marcou faltas evidentes e deixou de apontar mais de um pênalti, alegando simulação.

4. O grupo é muito jovem e sofreu uma pressão enorme da imprensa e da torcida.

5. A marcação cerrada e faltosa do adversário impediu nosso melhor futebol.

6. O hino a capela influenciou negativamente o emocional dos jogadores, promovendo um efeito oposto ao desejado pela torcida e pela imprensa.

7. A imprensa promoveu o oba-oba, o clima de vitória antecipada, sendo assim a maior culpada.

8. A culpa é das estrelas... (que jogam em outras seleções).

9. A partida deveria ter sido transferida para a Arena Fonte Nova, a Arena dos Deuses.

10. Foi um acidente, jogamos melhor.

Caso contrário, teremos motivos para outra lista.

sábado, 21 de junho de 2014

E viva Diego Costa!



Não, eu não torci pela Espanha, mas torço muito por Diego Costa: sergipano de Lagarto, que saiu da pobreza jogando futebol em terras estrangeiras como tantos outros jovens brasileiros; nordestino, que entende que palavra dada é compromisso a ser cumprido; brasileiro, que, também como muitos outros jovens brasileiros, teve a chance de jogar uma copa, mas defendendo outra seleção que não a canarinho.


Em tempos de vaias, minha vaia àqueles que o vaiaram, e meus aplausos a ele, Diego Costa, que, silenciosamente, sem os holofotes da globo, contribui para atenuar a pobreza de muitos meninos nordestinos.


Imagem: Diego Costa, durante as férias, com a garotada de uma escolinha de futebol e Lagarto-SE (Foto: Achei Esportes)

terça-feira, 15 de abril de 2014

DESABAFO DE JORNALISTA DINAMARQUÊS


Em matéria assinada por Hayanne Narlla, na Tribuna do Ceará,  lida no site Bol, tomei conhecimento do depoimento do jornalista dinamarquês Mikkel Jensen.  O texto é forte e merece leitura atenta.  Segue abaixo:
A Copa – uma grande ilusão preparada para os gringos

Quase dois anos e meio atrás eu estava sonhando em cobrir a Copa do Mundo no Brasil. O melhor esporte do mundo em um país maravilhoso. Eu fiz um plano e fui estudar no Brasil, aprendi português e estava preparado para voltar.

Voltei em setembro de 2013. O sonho seria cumprido. Mas hoje, dois meses antes da festa da Copa, eu decidi que não vou continuar aqui. O sonho se transformou em um pesadelo.

Durante cinco meses fiquei documentando as consequências da Copa. Existem várias: remoções, forças armadas e PMs nas comunidades, corrupção, projetos sociais fechando. Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo – e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar.

Em março, eu estive em Fortaleza para conhecer a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje. Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças da rua, e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo à noite em área com muitos turistas. Por quê? Para deixar a cidade limpa para os gringos e a imprensa internacional? Por causa de mim?

Em Fortaleza eu encontrei com Allison, 13 anos, que vive nas ruas da cidade. Um cara com uma vida muito difícil. Ele não tinha nada – só um pacote de amendoins. Quando nos encontramos ele me ofereceu tudo o que tinha, ou seja, os amendoins. Esse cara, que não tem nada, ofereceu a única coisa de valor que tinha para um gringo que carregava equipamentos de filmagem no valor de R$ 10.000 e um Master Card no bolso. 

Inacreditável.

Mas a vida dele está em perigo por causa de pessoas como eu. Ele corre o risco de se tornar a próxima vítima da limpeza que acontece na cidade de Fortaleza.

Eu não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da história em reais – também é um preço que eu estou convencido incluindo vidas das crianças.

Hoje, vou voltar para Dinamarca e não voltarei para o Brasil. Minha presença só está contribuindo para um desagradável show do Brasil. Um show, que eu dois anos e meio atrás estava sonhando em participar, mas hoje eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para criticar e focar no preço real da Copa do Mundo do Brasil.

Alguém quer dois ingressos para França x Equador no dia 25 de junho?

Mikkel Jensen – Jornalista independente da Dinamarca
Leia mais em: http://zip.net/bjm6yf

domingo, 16 de março de 2014

COISA DE AMERICANO

Vejam vocês: projeto americano pretendeu quantificar a fama mundial de pessoas. Inclusive no futebol, atividade que americano do norte desconhece quase que totalmente. E aí o tal projeto apontou Ronaldo Português como o futebolista mais famoso do mundo, atualmente. Hum......

No tal ranking, Pelé ficou em segundo. Para quem parou de jogar faz mais de 35 anos, isso significa que, no meu modesto entender, Pelé continua sendo, disparado, o futebolista mais famoso do mundo. 

Impressiona que no top-5 apareçam três brasileiros: Pelé, Ronaldo (o verdadeiro) e Ronaldinho Gaúcho. Impressiona mais ainda que Maradona tenha ficado fora do top-5, o que considero mais que preciso e correto.

O tal projeto chama-se Panteão da Massachusets Institute of Technology  e tem feito lista de mais famosos em diversos setores. 

De deixar qualquer um de queixo caído é o fato de o filósofo Aristóteles ser a pessoa mais famosa do mundo nos últimos seis mil anos. Platão é o segundo e Jesus Cristo, o terceiro. Sócrates e Alexandre, o Grande completam o top-5.

Que vocês acham disso?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

WALTER NO FLU



A redenção dos gordinhos vai jogar esta temporada no Flu. Não sei quais as condições financeiras que definiram sua permanência no Brasil. Devem ser boas, pois o Flu trouxe de volta o Conca, até então portador do maior salário do futebol mundial.

Diz a notícia que Walter será companheiro de Fred. Não resisto à piada, espero não perder um amigo: companheiro, onde? Em campo ou no departamento médico?

Torço pelo sucesso do Walter, que preenche todas as características de um craque "fora de série". Resta saber se a direção de futebol do Flu dará ao Walter o mesmo tratamento paternal que ele teve no Goiás. No sentido, claro, de não exigir que o craque gordinho passe a exibir um tanquinho abdominal e mantenha a boca literalmente fechada. Se colocarem o rapaz na dieta... Em pleno Rio de Janeiro, então... 




Imagem: Bol Fotos, Richardson Souza

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O CALVÁRIO DO FLUMINENSE

E segue a odisseia do torcedor do FLUMINENSE, hostilizado injustamente pelos torcedores dos outros clubes. Agora foi um casal, atacado com bomba na Zona Sul do Rio de Janeiro. Imaginemos o que aconteceria se o FLUMINENSE estivesse errado; tivesse, de fato, virado a mesa e voltado à Primeira Divisão pela janela... Seus torcedores seriam assassinados, impiedosamente. Realmente, não se entende o brasileiro.
Prefiro atribuir tais exageros à falta de educação doméstica e à precariedade da educação formal a supor que somos imbecis e intolerantes por natureza. Da primeira, o brasileiro traz a tendência a ser rude e agressivo, mesmo quando não tem razão; da segunda, a incapacidade de julgar adequadamente, de acordo com as leis e em favor da verdade, que será sempre, para ele, difusa e um conceito que se aplica conforme as circunstâncias e em proveito próprio. Perante o regulamento do Campeonato, a Portuguesa errou, e o Flamengo errou. A consequência: o FLUMINENSE foi beneficiado, como o seria qualquer clube que estivesse naquela posição da tabela. Mas para o torcedor rival foi o FLUMINENSE que obrigou aqueles dois clubes a errar, só para voltar à Primeira Divisão. E isso depois que o campeonato acabou.
Ou seja, o FLUMINENSE domina o tempo, as instituições e as pessoas, é capaz de manipulá-los e moldar qualquer matéria, orgânica e inorgânica, a seu favor. Ora, se assim fosse, o FLUMINENSE sempre seria o campeão, não perderia um gol, não esbarraria nos erros dos juízes, não acertaria as traves, não afundaria em si mesmo, como aconteceu este ano. Não precisaria do equívoco da Portuguesa, nem do Flamengo, para se beneficiar e voltar a ser grande. É exatamente porque precisou deles que o FLUMINENSE demonstra que é um clube igual a qualquer outro: poderoso num ano e frágil no seguinte.
Em suma, o que salvou o FLUMINENSE da Segunda Divisão foi o acaso. O acaso do segundo gol, de Samuel, contra o Bahia; o acaso Héverton. Mas as pessoas não conseguem tolerar isso. Irrita-as que um clube possa brilhar tanto, até mesmo quando está apagado.
Consola-nos a certeza de que o calvário pelo qual o FLUMINENSE e os seus torcedores estão passando será o inferno de muitos amanhã. O homem é o lugar e as circunstâncias em que vive. O fato de brincar com a água faz naturalmente a criança se molhar.

TRAUMAS NO FIM DO 13


Claro que não poderia ficar barato.
Antes do ano acabar, a bruxa se apresentou com toda pompa.
Confesso que a única luta de UFC e correlatos a que assisti foi aquela em que Weidman nocauteou Anderson Silva. Achei bem merecido. Toda prepotência merece ser castigada.
Mas a fratura do Anderson na revanche, antes do fim do 13, foi injusta e imerecida. Nada a ver com o Weidman ou Deus. E horrível de ser ver.
Já o Schummy se perdeu na neve, entre pedras e foguetório de fim de ano. Não entendi nada, até agora. E creio que quanto mais ler menos entenderei. O processo de santificação, merecido ou não, já se instalou em volta do astro.
Vamos torcer para que a bruxa já tenha colhido o suficiente e deixe os meninos da Copa São Paulo em paz.