Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






domingo, 28 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (3)


A frase de Parreira: o gol é um detalhe. Parreira, como Dunga, não vai entender nunca. Isso porque ganharam títulos no comando da seleção. Mas obviamente gol não é um detalhe, é o que importa.

Lembro disso por conta de um raciocínio análogo: craque é só um detalhe, o que poderia ser atribuído ao Dunga, por exemplo. Mas obviamente craque é o que importa. Vejam Juninho Pernambucano no Vasco. Um time que é um trapo ao vento incorpora um craque. Duas vitórias seguidas, da zona do rebaixamento à parte de cima da tabela. Craque é ouro vivo. O gol também.

Alguém precisa sussurrar ao pé do ouvido do diretor de esportes da Band: o "comentarista" Neto está ficando insuportável. Desperdiça adjetivos ao vento e à lama, nomeia maior craque do Brasil a qualquer um que faça uma bela jogada, faz a defesa constante e persistente do Pato como titular (miopia, no melhor caso; suspeito, no pior), afirmações levianas e cabotinismo puro ao se autoelogiar, ao programa que comanda na rede e, principalmente, ao anunciar substituições, como hoje: "Eu colocaria o Douglas", para segundos depois o repórter de campo entrar com a informação, "Douglas foi chamado".

Ora, senhor Neto, senhor diretor da Band, por favor, respeitem o telespectador. Essa prática tem sido costumeira por parte do "comentarista" Neto. Observar da cabine a movimentação do banco, anunciar uma alteração que ele faria para depois ser confirmada pelo repórter de campo e ele, o grande Neto, sair como alguém que conhece profundamente o futebol a ponto de adiantar uma substituição. Esse recurso é do tempo do rádio, é desonesto e facilmente perceptível por quem acompanha o futebol. É uma vergonha que ainda seja usado. Subiu à cabeça do Neto. Ele pensa que é o maioral, na linha do Milton Neves. Está na hora de alguém na Band oferecer ao campinense seu devido limite. 

Comentarista bom na Band chama-se Edmundo: conhecedor do futebol, sóbrio nos comentários, não desperdiça opinião (não chuta pra que tudo que é lado, como o Neto, bravateiro e autoelogiante) e tem o timing correto para o ofício. Que a Band aproveite o Neto nos programas "marrons" do fim de tarde, tem o perfil.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

LIBERTADORES (2)


O Atlético Mineiro é campeão da Libertadores 2013 mas não é o melhor time das Américas. Nem mesmo é o melhor time do Brasil. R. Gaúcho provou mais uma vez que some nas decisões (infantilismo ou trauma, sabe-se lá). Passar e ganhar o título nos pênaltis, prova maior das deficiências do Galo. Tudo a comemorar, nada a enaltecer.

Oh, que peninha do dirigente do Olímpia que reclamou do foguetório na proximidade do hotel, que dó. Os hermanos querem a primazia e a exclusividade quanto aos comportamentos antidesportivos, dentro e fora do campo. Quando se faz algo minimamente parecido ao que eles são uzeiros e vezeiros em fazer, reclamam, exigem providências. Em Assunção tacaram pedras em R. Gaúcho dentro do campo! Pedras! Dentro do campo! O Olímpia devia perder o mando de campo na próxima Libertadores em que participar e pagar multa altíssima por esse atentado à vida do R. Gaúcho. Reclamar de foguetes...! 

Se esse tal "dirigente" do Olímpia chegou agora ao mundo, recomenda-se um curso intensivo de participações de times brasileiros na Libertadores para o sujeito tomar conhecimento de como temos sido tratados a pontapés, xingamentos, cuspe na cara, espancamentos, dentro e fora de campo, e total conivência dos árbitros e dirigentes de língua presa. Uns calhordas de marca maior, é o que são, mais ainda ao reclamarem de um somenos foguetório.

O Brasil e os times brasileiros sofrem de maus-tratos em qualquer lugar da Sulamérica. Isso é fato indiscutível e lamentável e, ao que parece, sem solução. De vez em quando não faz mal lembrar aos hermanos que aqui se faz, aqui se paga. De vez em quando.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (2)


Compreendo Fred: depois de brilhar na seleção, fazendo gols contra a Espanha de Casillas, Piqué e S. Ramos, jogar contra Diogo Silva, Jomar e Vaz deve ser mesmo insuportável. Isso sem contar as garotas lá fora querendo muito beijar e o pobre do Fred sendo obrigado a se enroscar com os novos odvans vascaínos. De amargar. 

Em vez de Fred-vai-te-pegar o Maracanã viu hoje Fred-não-me-toques. A torcida vascaína agradece os três pontinhos redentores.

Com Juninho e Montoya no time (desculpem-me se continuo com o assunto Vasco), Pedro Ken não deve sair. Quem deve ir pro banco é o Éder Luís, que há muito perdeu a velocidade e não tem estatura para jogar na área, nem mesmo pode ser mais chamado de tatu-turbinado. O meio do Vasco precisa ser fortíssimo para superar a deficiência do sistema defensivo, que historicamente sempre foi o sustentáculo do time. Diogo, Nei, Jomar, Vaz e Henrique. Desses, somente o Nei se faz conhecido pela careca e pelo futebol deprimente.

O Bahia conseguiu uma façanha: não tomou gol do Vitória.

O São Paulo precisa urgentemente aposentar Rogério Ceni, liderança negativa para qualquer técnico. Um dos melhores elencos do futebol brasileiro precisa se desintoxicar. Basta aposentar Ceni e lhe conceder uma quarentena no mínimo noventena.

Cadê o Gabigol do Santos?



quinta-feira, 18 de julho de 2013

LIBERTADORES


Lelé da cuca e viciado em jogo de azar, o Atlético Mineiro disputa a finalíssima no Mineirão. Ou seja, fora de casa. O desprestígio dos clubes brasileiros na sulamérica humilha o torcedor e o país. Não bastassem os árbitros de língua travada e tendenciosos, jogamos fora em arapucas e recebemos em casa em salões de baile sem orquestra. A cara do Brasil: saco de pancadas, escarradeira de hispânicos e quejandos.

Ronaldinho Gaúcho, quem diria, de ressuscitado acabou nel chaco.

Dois a zero sempre foi um placar perigoso: dá impressão de vitória definida pra quem está ganhando e de que é possível virar pra quem está perdendo. O CAM perdeu de 2 a 0 para o Newells na Argentina, devolveu o placar e ganhou nos pênaltis. Cairá o raio três vezes no mesmo lugar? Ou será o Mineirão lugar diverso?


segunda-feira, 15 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (1)

Faz tempo que começou, mas vai esquentar a partir de agora.

O técnico de futebol parece cada vez mais com político brasileiro: troca de clube como quem troca de partido, usa a mesma linguagem e às vezes quer ser presidente.

Tem jogador que parece técnico de futebol.

Meu Vasco parece dinamitado.

O Flamengo parece um time de manos.

O Atlético Mineiro parece lelé da cuca.

Thiago Neves parece cigano.

O Santos papa-títulos parece agora papa-anjos.

Vitória e Bahia no topo da tabela plantam bananeira.

O Náutico assume definitivamente a popa.

Válter, do Goiás, a redenção dos gordinhos.

E no São Paulo vige a lei de murici.

terça-feira, 9 de julho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (8)


Rescaldo.

Alegaram que o Brasil venceu porque jogou em casa, que a torcida foi fundamental etc. Ora, em 1950, a Copa do Mundo foi aqui, nossa torcida estava entusiasmada com a seleção, que era franca favorita ao título. Quase 200 mil pessoas no Maracanã. E perdemos pro Uruguai. Jogar em casa, torcida a favor, não são argumentos aceitáveis, muito menos se têm como objetivo reduzir o feito canarinho.

Escrevi no post (4): não me apraz o lenga-lenga espanhol. Isso a que chamam de tic-tac. Em 2010, escrevi aqui e disse ali e acolá que a melhor seleção foi a da Alemanha, até por estatística. Mas não creio que a Espanha foi agora superestimada, como disse Mayrant no post anterior. 

A Espanha chegou ao Brasil campeã da Eurocopa 2008, da Copa do Mundo 2010 e da Eurocopa 2012, com os mais importantes títulos do futebol na mochila. Considerar a Espanha favorita ao título não seria, como não foi, superestimar sua força futebolística: estava suficientemente demonstrada nas conquistas recentes. Não à-toa, o selecionado espanhol sub-21 ganhou mês passado o Mundial da categoria. A seleção brasileira é que vinha de tropeços, atropelos, troca de comando e resultados pífios. Achei que o óbvio, como disse aqui, seria a Espanha ser campeã da Copa das Confederações. De certa forma, reduzir a força da Espanha termina por reduzir o feito brasileiro.

Mas as goleadas do Bayern sobre o Barcelona, base da seleção espanhola, já anunciavam a decadência do esquema e de suas peças. Xabi Alonso não jogou, fez falta; Xavi já tem 32 anos; e os laterais são alas permanentes. O próprio Del Bosque reconheceu que a Espanha não sabe jogar quando atacada e que os adversários já aprenderam a enfrentar o famoso tic-tac. Disse mais: que é hora de a Espanha se reinventar. Sujeito sábio.

O legado: os times do Rio de Janeiro continuam sem estádio para jogar. Vão disputar seus clássicos em outras províncias. "O Maracanã é nosso" não é mais nem slogan que preste. O pessoal do Rio está marcando touca, precisa voltar às ruas para anular a concessão que parece mais estupro. Tiraram o Maracanã dos clubes e do povo.




terça-feira, 2 de julho de 2013

A SUPERESTIMADA ESPANHA

Foto: ESPN.
Sempre considerei a atual seleção espanhola de futebol um time superestimado e nunca apreciei seu futebol, nem no passado, quando era a Fúria, nem atualmente, com seu futebol de raquetes. Tenho dois motivos para não me deixar encantar pela Espanha: 1) toca a bola exessivamente, de um forma que parece não saber o que fazer com a bola, até que o adversário, algo tonto com a repetição enfadonha e sem objetivo, desespere e deixe a marcação vulnerável; e 2) faz poucos gols, ganhando quase todos os seus jogos por 1x0, 2x1 ou, quando muito, 2x0. E para mim gol é a essência do futebol, tudo o mais é circunstância.

Um dos placares de exceção a esta regra de avareza foi o da final da última Eurocopa, 4x0 na Itália, num jogo em que foi favorecida pela contusão de Thiago Motta, que mal entrou em campo, se machucou e foi obrigado a sair. Como já havia feito as três substituições, o técnico italiano teve que se contentar numa cautelosa estratégia de ataque para diminuir o placar, sem se expor muito. Em vão: a Espanha acabou fazendo mais dois gols, o que é natural quando se tem um homem a mais e o placar a favor.

Nesta Copa das Confederações, vencida pelo Brasil de forma brilhante, o que vimos foi uma Espanha contente com seu estilo pingue-pongue, que só funcionou contra adversários fracos, pouco confiantes em sua capacidade ou sem tradição no futebol. Primeiramente o Uruguai: quando a Celeste se deu conta de que a Espanha não era nenhum bicho-papão, já passava dos 40 minutos do segundo tempo e perdia de 2x0. Mesmo assim, coube um golzinho, e depois uma pressão pouco eficiente. Aliás, neste jogo Forlán só entrou no curso do segundo tempo, não se sabe por quê. Um mistério.

O segundo adversário da Espanha foi o Taiti, que veio ao Brasil fazer turismo e travar relações. Foi embora com um saco de mais de 20 gols nas costas e a certeza de que o sonho acabou. Um time de rua, feito às pressas em qualquer bairro do Brasil, ganha daquele time brincando, mesmo que entre em campo com todos os onze jogadores imitando saci.

O terceiro desafio da Espanha foi a Nigéria, que mal sabe chutar em gol. Os caras miram e mandam a bola na bandeirinha de escanteio. Um negócio lastimável, levando-se em conta que os caras são profissionais e muitos jogam na Europa. Na quarta divisão das Ilhas Faroe, provavelmente.

Veio a Itália, e a Espanha balançou. Engolida pela estratégia do técnico italiano e fragilizada pela rapidez da Azzurra, a ex-Fúria só não caiu por causa da ausência de Balotelli. Gilardino não é nem a gola da camisa do Balotelli. Sorte da Espanha. Ou azar, porque, contra o Brasil, se deparou com um time de verdade, compacto, aguerrido e habilidoso, capaz de improvisar e não se impressionar com o estilo espanhol, que só funciona contra Taitis e Méxicos, e tomou olé, merecidamente.

O Brasil devolveu a Espanha ao seu verdadeiro lugar: um simples coadjuvante de épicos envolvendo Brasil, Itália, Argentina, Alemanha, Holanda, Uruguai e França. Mas nada como um ano após o outro. 2014 está aí, para a Espanha provar o contrário.