Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






domingo, 30 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (7)


Acabou.
E ganhamos.
Escrevi no post (5), quando cravei 3x0 pros galegos:
Uma vitória brasileira domingo exigiria um futebol de marcação precisa e constante, como fez o Uruguai hoje, e um ataque infalível e veloz, o que não tivemos hoje. Tudo certo pra nós, tudo errado pra eles. Coisa raríssima de acontecer.
Pois aconteceu. Acertei o placar, mas errei de seleção: deu pardos na cabeça.
E minha seleção da Copa ficou assim: Júlio César; Daniel Alves, Sérgio Ramos, David Luiz e Alba; Paulinho, Xavi, Pirlo e Iniesta; Fred e Neymar.
Cavani estava na minha seleção até a final ter início. O Candreva me impressionou bastante e o Buffon apenas se redimiu de falhas fundamentais. O Marcelo jogou muito, mas é um lateral com deficiências notórias de marcação; já o Thiago Silva teve uma atuação normal, quase burocrática. 
Dizem que o ganhador da Copa das Confederações não vence o Mundial seguinte. Vamos ver se quebramos essa regra ano que vem.
Fred deveria ser o artilheiro solitário da Copa, pois os gols de Torres contra o Taiti têm peso 1/2, pois não?
Fora Marin!

BRASIL CAMPEÃO!

Foto: Lancenet.
2x0. Bem, agora é embrulhar e mandar para Madri... 2014 tem mais! Até lá ex-Fúria!

(...)

Embrulhamos! 3x0. Era uma vez um time que jogava fácil como um relógio.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (6)


Deu o óbvio. Por instantes, a coletânea "82, uma copa, quinze histórias" seria lançada mesmo na antevéspera da partida Brasil x Itália, o que seria incrível depois do adiamento do lançamento de 20 para 28, amanhã. Demos graças a Alemanha, em 70, por ter exaurido a Itália na semifinal da Copa do Mundo, agora agradecemos a Itália por ter levado a Espanha a um desgaste que pode ser importante no domingo.

O deputado Romário deu de bico na canela do secretário Valcke: chamou-o de alforje, saco sem fundo e queijo suiço. E informou que a Fifa está bancando o aluguel de uma cobertura no Leblon, ao custo mensal de 150 mil reais, para o Valcke e sua famiglia até a Copa do ano que vem. Isso vai dar, considerando meses passados, mais de 2 milhões de reais gastos com o bem-bom do Mr. falastrão em sua vigilância brasileira. Dinheiro captado aqui. Cabe uma manifestação em frente ao prédio do Valcke, não?

Seleção desta Copa: Buffon perdeu a chance com as falhas na partida contra o Brasil, ficam J. César e Casillas; Daniel Alves parece tranquilo na fita, igual ao Alba, na esquerda; a zaga, com as falhas do Tiago Silva e David Luiz na partida contra o Uruguai, até agora é a da Espanha, Piqué e S. Ramos, com o Chielini correndo por fora; Paulinho, Xavi, Pirlo e Iniesta; Fred e Neymar, se Torres, o artilheiro da Copa, não desembestar domingo. Devo acrescentar que Candreva e Giacherini impressionaram bem, mas não vejo lugar pra eles numa seleção da Copa. Não vi no Uruguai nenhuma atuação excepcional. Se o Cavani tivesse jogado as outras partidas como fez contra o Brasil...

Tem brasileiros morrendo nas manifestações. Essas mortes vão para a conta de quem? Cadê o Grande Líder?

quarta-feira, 26 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (5)


Alguém precisa lembrar ao Mr. Blatter que, em solo brasileiro, ele é um estrangeiro. Mesmo presidente da Fifa, Blatter não tem direito a palpitar sobre o quadro político-social do país que visita. Recolha-se, Mr., pare de pagar mico, cuide de seus negociozinhos.

Na partida de hoje, ficou claro que nosso selecionado teve medo dos uruguaios. Retraiu-se, temeu partir para o ataque, tocou excessivamente para o lado, errou demais, quase entregou o jogo. Deu um gol, fez besteira muita e grossa. Júlio César foi um dos brasileiros que mais tocou na bola, the man of the match.

"Eu tiraria Hulk" foi uma das frases mais pronunciadas pelos "comentaristas". Tudo indica que depois da partida de hoje Hulk sai do time. E o que parece divertido é que a torcida continuará clamando por Lucas, pois Bernard mostrou hoje muito mais do que Lucas em todas as vezes que entrou em campo.   

Tudo pode acontecer no futebol, até mesmo o óbvio. E o óbvio diz que a final será entre Brasil e Espanha. Assim sendo, não há como crer em vitória brasileira. Cravo 3 a 0 pros galegos, outro Maracanaço. Dessa vez, não há mais touradas em Madri para se cantar, mas em certos momentos vai parecer touro contra toureiro. 

Uma vitória brasileira domingo exigiria um futebol de marcação precisa e constante, como fez o Uruguai hoje, e um ataque infalível e veloz, o que não tivemos hoje. Tudo certo pra nós, tudo errado pra eles. Coisa raríssima de acontecer.

Ouvido hoje no noticiário: "...durante a baderna que aconteceu hoje em Belo Horizonte". Antes era "manifestação".

sábado, 22 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (4)


Aqui, da Colônia 13, acompanhei a partida contra a Itália. A final da Copa ainda pode ter a Itália, mas não mais contra a Espanha. O resultado de hoje encaminha para Brasil x Espanha. 

Péssimo árbitro, o do Uzbequistão. Erros demais para uma partida internacional, para um clássico disputado como Brasil x Itália. Mais um mico do Blatter.

A presidenta falou, entrou por aqui e saiu por ali, as manifestações continuaram, o vandalismo também. Tudo enfraquecido, talvez, pelo feriadão junino. Aqui, o litro de amendoim cozido sai por 4 reais. Sem barganha. Amanhã vou atrás de milho verde para ver como tá a coisa em Sergipe.

Neymar queimou minha língua ao fazer o golaço de falta. Mas o Hulk sofre bullyng na seleção, dentro e por todos os lados de fora. Continua, no entanto, com minha preferência como titular; contribui muito mais que qualquer outro.

Sem Pirlo e De Rossi, a Itália mostrou condições de enfrentar de igual pra igual qualquer outra seleção. Talvez tenhamos outro Brasil x Itália na Copa. O que seria incrível e bem-vindo. Não me apraz o lenga-lenga espanhol.

Brasil, caleidoscópio ambulante.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (3)


Outro mico do Blatter: o Brasil que pediu a Copa, não impusemos... Ora, Mister, impor tem sido tudo que a Fifa tem feito desde a escolha do Brasil como sede para 2014. Impuseram modelos de estádios, atropelos legais, gastos astronômicos, vexames ao Governo, ofensas ao povo, agressões a nossa cultura. A Fifa sufoca, limita, estandartiza, reduz o país-sede a um coadjuvante-escravo. Zero absoluto.

O hino nacional é símbolo e patrimônio da nação, não representa o governo mas sim o povo. Então, dar as costas ao hino, à bandeira, consiste num equívoco. Contra os desgovernos é preciso cantar o hino nacional cada vez mais alto, pois o hino nos representa, as otoridades é que não nos representam, de forma geral.

Neymar jogou muito ontem, mas continuo com os pés atrás. Não gosto de firuleiros. E quando ele xingou Hulk, a quem deveria ter passado a bola, mostrou mais uma vez que joga pra ele mesmo, sempre.

 Aqui em Salvador hoje é feriado por conta da partida Uruguai x Nigéria. Escândalo. Deve ser mais uma imposição da Fifa, porque não faz o menor sentido esse feriado: a partida não envolve a seleção brasileira e acontece à noite. Quem ganha com isso?

A Copa das Confederações existe para impor, viu Mister?, ao país-sede a obrigação de aprontar os estádios um ano antes da Copa do Mundo. Só para isso. No mais, é uma competição que poderia muito bem ser realizada em uma cidade-sede, poucas partidas em dias diversos. Essa quantidade de sedes e de viagens são um despropósito, um exibicionismo gratuito, politicagem caríssima para o bolso do contribuinte, fonte primária de renda. 

Tudo indica que Itália x Espanha decidirão essa Copa das Confederações.


terça-feira, 18 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (2)


O mico de Blatter: reclamou de que pessoas se aproveitam do futebol para... Ora, Mister, cervejarias, montadoras, bancos, empreiteiras, políticos, expressões máximas do nebuloso se aproveitam do futebol para seus interesses particularíssimos. Nada mais justo que o povo se aproveite do futebol não só para aplaudir mas para protestar e vaiar os verdadeiros "aproveitadores". Zero para o Mister, herdeiro de outros Misters encrencados com escândalos de corrupção.

Um grupo de jornalistas encontrou o Altair no início da madrugada do domingo, caminhando pela Av. das Nações, bem longe do estádio Mané Garrincha. Um alívio para todos. O que me deixou estarrecido foi ler alguns comentários no G1: gente ridicularizando o Altair. Depois dizem que somos um povo gente boa...

A Copa do Mundo de 2014 já superou em muito os custos da Copa de 2010 na África do Sul. Calcularam em 27 bilhões de reais. Há motivos, sim, para protestos, são gastos públicos excessivos para um evento onde quem ganha mesmo é a Fifa. Eu protesto contra os bilhões "desperdiçados" na transposição do rio São Francisco. Vou fazer minha faixa. Zero para os governos.

O Paulo Barros, carnavalesco que bolou a abertura da Copa das Confederações, declarou em rede social que nunca mais se mete com o assunto. Até ele achou o resultado uma mixórdia, embora tenha agradecido a todos os que o ajudaram na empreitada. Ao chamar a atenção para o descompromisso dos voluntários face à entrega total do pessoal das escolas de samba, da falta de tempo para mais ensaios, de não poder usar equipamentos por causa do gramado etc., Barros apontou claramente onde o pepino engrossou. O que não explica o óbvio de suas coreografias na abertura, à exceção, repito, do joguinho de bola.

O Taiti fez um gol. A imprensa estabeleceu essa grande meta para o selecionado de sandálias e comemorou mais que os jogadores: "dia histórico para o Taiti! um gol histórico! Taiti faz história!". Zero para o ufanismo gracioso e desnecessário. Zero para os galvões.

Ninguém protesta no deserto. Até os profetas retornam do deserto para suas anunciações. 

sábado, 15 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (1)


Começou. 

A única seleção que está no Brasil Real é a do Uruguai. Tem cortado vários dobrados e canais de lama para cumprir sua missão em terras abençoadas por Deus e pelo Papa. A visão do ônibus da seleção uruguaia atravessando uma floresta (ou era um canavial?) em meio a poças e buracos, árvores caídas, para chegar ao local do treino é a mostra do que somos: tupiniquins, hipócritas, falaciosos, um povo que vive do gogó, do ê-ô-ê-ô.

A juventude está nas ruas. Quando era para derrubar a ditadura eram os "cara-pintadas" e tinham o beneplácito das grandes redes de comunicação. Agora são estudantes protestando como podem contra o aumento das passagens de coletivos urbanos, municipais e estaduais. Eles sabem da vida dura que levam, ou arrastam. E a polícia age como se combatessem inimigos do estado. A democracia é o melhor e o mais difícil regime, pois multilateral, ou poliédrico: a razão está no justo entendimento, não nas garras do mais forte.

Protestos contra a Copa do Mundo no Brasil (legítimos, claro!) foram coibidos pela polícia, em Brasília. Em nome de quê? Da boa aparência do evento? Da tranquilidade dos políticos presentes? Da imagem do Brasil? Ora, melhor imagem é a da convivência pacífica dos diferentes. Étnicos, gays, nanoprejudicados, deficientes físicos, aposentados, sabem bem como é ser diferente em terras brasílicas, a terra da felicidade, dos corpões, corpaços ao sol, da alegria engarrafada, fake até a medula.

 Homenagearam os campeões de outras Copas do Mundo. Levaram os remanescentes para Brasília. Aí o Altair sumiu. Quem? O Altair, craque do Fluminense e reserva na Seleção. Aos 75 anos, com início de Alzheimer, o Altair se perdeu da turma e não mais foi visto até noite avançada deste sábado. Mais um exemplo de nosso estilo e organização: Altair estava com crachá?

Qualquer atividade organizada em nossa casa precisa ser correta, com o mínimo de defeitos. Não podemos alisar a cabeça de incompetentes, de políticos bravateiros, de oportunistas de plantão. Bilhões de reais foram desviados de obrigações constitucionais do Governo Federal para bancar uma Copa sobre a qual não tem controle, quem manda é a má..., digo, a Fifa. Não é por que essas Copas serão disputadas aqui que tudo precisa ser elogiado. 

Achei a abertura da Copa das Confederações algo primário, à exceção do jogo de bola. A música, estandartizada, parecia música de elevador, som ambiente. Mixórdia.

O maior problema da Seleção Brasileira é jogar para fortalecer a imagem de Neymar. Quando isso parar, jogaremos o suficiente para vencer qualquer partida. Agora, com Neymar batendo falta, com pose de dono do time....tsc....tsc...