Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ESSE É CRAQUE!

Futuro presidente do FLUMINENSE. Foto: O Povo on line.
Com a palavra, o DR. MÁRIO BITTENCOURT, advogado do FLUMINENSE:

"O Fluminense veio defender seus direitos. Não ficamos constrangidos de estar aqui e não ficaríamos nunca. E, por isso, cumprimos nosso dever profissional e de clube, que é estar atento ao regulamento. O sentimento é de dever cumprido, mas continuo sem motivos para comemorar. O que aconteceu foi apenas o cumprimento do regulamento. Participamos como terceiro interessado porque era um direito do Fluminense. Algumas pessoas tentaram nos constranger no tribunal, constranger torcedores nas ruas. Olha a responsabilidade das pessoas que levaram essa questão para o campo emocional. Nosso dever era defender a instituição e o torcedor. Nos últimos dias falaram que torcedores poderiam entrar na Justiça comum para defender a Portuguesa. É engraçado. Nesse pensamento, os torcedores do Fluminense também poderiam entrar na justiça. E, convenhamos, defendendo algo bem mais fundamentado como o cumprimento das regras. Estaremos aqui enquanto o Fluminense estiver brigando legitimamente por seus direitos.

"Tenho certeza de que se fosse em outra rodada nada disso estaria acontecendo. E complemento: se o caso tivesse ocorrido na última rodada e envolvesse o nome do Fluminense, tenho certeza de que vocês, jornalistas, não estariam aqui. Obviamente, não por responsabilidade de vocês, que estão apenas trabalhando. Mas, sim, porque o clamor popular não teria sido igual. Estariam todos dizendo:'Coitada da Portuguesa, que não cumpriu o regulamento e acabou beneficiando o clube tal'. Se criou uma história ao longo dos últimos anos de que o Fluminense é um clube que não privilegia o resultado de campo. É justamente o contrário. O Fluminense cumpre as regras, os regulamentos.

"O Fluminense sempre deixou claro que ia batalhar juridicamente nas esferas desportivas por seus direitos. A decisão cabe à Portuguesa. Todos sabem que a Fifa repreende essa atitude, inclusive por terceiros. O Fluminense cumpriu seu dever e não vai falar sobre o que a Portuguesa vai fazer. Essa discussão, aliás, é interessante. Ninguém se preocupa quando um jogador pega quatro jogos de suspensão como aconteceu com o Fred. Não há nenhum clamor popular para que algum torcedor entre na Justiça comum para escalar o Fred. É um ídolo, um artista do espetáculo. Por que não é assim? Porque a justiça desportiva é autônoma. Os clubes assinaram um regulamento sabendo disso e os clubes assinaram um regulamento sabendo disso. Imagine você se decisões, ações de torcedores, pudessem escalar jogadores. Todos sofreriam. Será que vai ter uma liminar do torcedor que ficou chateado com a suspensão do Fred? É assim que funciona. Essa decisão prestigia dez anos de cumprimento de decisões dessa casa que fizeram com que os jogos parassem de ser decididos na Justiça comum. Ninguém veio protestar pelo Goytacaz, que perdeu seis pontos em 2013 e deixou de subir para a Série A do Campeonato Carioca. O Goytacaz, de forma unânime, perdeu os pontos. Mas é o Goytacaz...As pessoas têm de colocar a mão na consciência agora e saber que o que aconteceu aqui acontece toda semana. Tentaram transformar isso em um caso sui generis da justiça. Com todo respeito, acontece todo dia."

PORTUGUESA NO SEU LUGAR DE DIREITO

Minha culpa!
Tchau, Portuguesa! Faça uma boa Segunda Divisão. Os tricolores agradecem. E volte em 2015 mais competente e séria. E a todos os outros torcedores que engrossaram o caldo contra o FLUMINENSE, obrigado! Vocês fizeram o FLUMINENSE e a sua torcida mais fortes, pois sabemos agora que a batalha é em campo e fora dele! Na próxima encarnação, criem campeonatos sem regras e tentem sair vencedores, se conseguirem.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

PORTUGUESA E FLAMENGO: OS VILÕES

Os clubes são todos iguais, perante o regulamento que rege os campeonatos.
Dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Esta máxima latina define muito bem o que é um estatuto ou regulamento. Regras que devem ser seguidas, não importa a quem prejudiquem ou favoreçam. E o regulamento que rege o Campeonato Brasileiro de Futebol não é diferente. Sem ele, o futebol voltaria aos seus primórdios: um simples torneio de peladeiros uniformizados. E, se uma regra do regulamento em vigor diz que o jogador suspenso não pode entrar em campo no jogo ou jogos subsequentes à punição, isto tem que ser cumprido, à risca. Desprezá-la, em qualquer circunstância do campeonato, mesmo na última rodada, deixa o clube à mercê da aplicação de outra regra, que impõe a perda de pontos, como aconteceu recentemente com a Portuguesa de Desportos (SP) e o Flamengo. Se o FLUMINENSE acabou favorecido pela punição a ambos, não o foi por sua influência. Em seu lugar poderia estar qualquer um dos times do campeonato. Agora, que jornalistas sem tino, como o Sr. Juca Kfoury, defendam a Portuguesa e o Flamengo, incentivando a quebra do regulamento e, aí sim, a virada de mesa, é o que nos assombra. Se isso acontecer, no próximo dia 27, e a Portuguesa e o Flamengo voltarem a ganhar os pontos, será o FLUMINENSE que estará no direito de recorrer e certamente vai ganhar. Ou então definam logo, de uma vez por todas, num parágrafo único, que reze: "o regulamento a seguir será aplicado e cumprido com rigor, exceto quando favorecer o FLUMINENSE". É isso que jornalistas como o Sr. Juca Kfoury parecem, à sua maneira e com as suas palavras, querer insinuar, valendo-se da ideia de que estão a favor das massas que torcem pelo futebol e pela lisura no mesmo, e que foram às ruas e à rede protestar. A lisura, senhores, é o cumprimento rigoroso do regulamento, doa a quem doer. Dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para Flamengo, Portuguesa, Corinthians, Goiás, Botafogo, Criciúma, Vasco... ad infinitum.

domingo, 22 de dezembro de 2013

BRASIL CAMPEÃO MUNDIAL DE HANDEBOL FEMININO!

Vibração de campeã!
E depois de labutar durante anos, se não décadas, o Brasil ganha enfim um título mundial no handebol feminino. Diante de mais de 20 mil torcedores, em Belgrado, na Sérvia, o Brasil bateu as donas da casa por 22 a 20, coroando uma campanha irretocável, invicta e inédita: 9 vitórias. Como aconteceu com o vôlei masculino e o feminino, o handebol feminino atravessou a fronteira de mero participante das competições internacionais e atingiu o outro lado: das conquistas. É se preparar agora para as Olimpíadas de 2016, no Rio, em busca da inédita medalha olímpica. Parabéns, garotas! O handebol não é nada popular por aqui, mas vocês serão!

DIEGO COSTA

Diego Costa tem sido vítima de preconceito. 
Qualquer um pode se naturalizar, adquirir uma segunda nacionalidade, e defender outro selecionado nacional, menos Diego Costa.
Marcos Sena foi campeão europeu pela seleção espanhola. Marcos Sena deixou a imprensa brasileira, e grande parte dos brasileiros, orgulhosa do feito: um brasileiro campeão europeu pela Espanha, cara retado! Mas Diego Costa não pode ter essa aspiração.
Thiago Motta pode defender a Itália. Eduardo pode defender a Sérvia. Qualquer pebolista pode defender a seleção japonesa, chinesa, africana, mas Diego Costa não pode defender a Espanha.
Pepe e Deco, que fez gols na seleção brasileira, podem defender Portugal, e é lindo ver brasileiros com a camisa dos patrícios, pá! Mas a Diego Costa está vedada essa opção.

Diego Costa tem sido vítima de preconceito. E de uma canalhice patriótica institucional.
DC foi convocado no começo do ano, atuou alguns minutos com a amarelinha e não foi lembrado depois em nenhuma convocação. DC não foi convocado para a Copa das Confederações.
Então, adquirida a nacionalidade espanhola, DC é convidado a servir à Fúria. E diz sim, se não me falha a memória, no mês de julho ou agosto deste ano.
Felipão sabia disso, a imprensa repercutiu o fato insistentemente, e, mesmo assim, convocou Diego Costa no final do ano. Colocou DC na parede, de forma gratuita e desnecessária. Testou o rapaz. Jogou-o às feras. Diego Costa sustentou sua posição, como qualquer homem que honra o nome faria.
Felipão encenou, então, a tal canalhice patriótica institucional: gravou a desconvocação de Diego Costa (eu vi a cena, acho que pode ser vista por qualquer um no site da CBF, a que fede, ou no Youtube) sob a alegação de que DC havia se negado a defender o seu país em uma Copa do Mundo. Mentira!

Mentira porque Diego Costa foi convocado para dois amistosos, não para jogar a Copa do Mundo. Foi convocado para dois jogos amistosos desimportantes da mesma forma que fora convocado no começo do ano. Desta forma, é falsa a afirmação de que DC negou-se a servir o Brasil em um Copa do Mundo. Nada, nada no episódio, garantia a DC jogar a Copa do Mundo. Com Fred recuperado, ou qualquer outro atacante do agrado de Felipão, voltando a jogar bem, DC poderia ser muito bem esquecido, como foi na Copa das Confederações. Aliás, poderia ser gloriosamente sacaneado pelos poderosos de plantão atuando apenas alguns minutos, novamente, nos amistosos.
Alguns meses se passaram, apenas, e de repente Diego Costa se tornou o salvador da pátria de Felipão? Ora, catem piolhos em cobra! 

O patriotismo é, sim, o último refúgio do canalha, como ensinou séculos atrás o sábio Dr. Johnson, se não me equivoco de autor. Transformar uma convocação para uma seleção (que não é brasileira, como afirmou Rivelino, pois não reúne os melhores jogadores, mas os jogadores do agrado e servem ao esquema do treinador) em convocação para servir o país como se fosse em uma guerra, é... bem, deixa pra lá, que já ficou clara a questão.

Escalaram Diego Costa para Cristo, como bode expiatório preventivo caso a seleção brasileira não vença a Copa. Será que tudo isso se deu por DC não ter uma assessoria de imprensa no Brasil? Ou por ser nordestino? Ou por não ter jogado pelo Corínthians ou pelo Flamengo, times de massa, antes de ir pra Europa? Ou por ter peito suficiente para dizer "não"? Ou por completar, de forma assustadora, o ataque de uma das melhores seleções do mundo?

Torço pela seleção brasileira, claro. Mas vou torcer, também, por Diego Costa brilhar na Copa. Se vier, pois tudo pode acontecer até lá.

sábado, 21 de dezembro de 2013

A PILHÉRIA DE HÉVERTON

Foto: Futura Press.
Leio na imprensa que o Héverton, pivô da patacoada que levou a Lusa à Série B, disse que jamais jogaria no FLUMINENSE. Oh, Héverton! Você diz isso porque sabe que jamais jogaria no FLUMINENSE. Sua fala não passa de despeito psicanalítico, ou pilhéria, pois quem desdenha quer. Vá ler um pouco, Freud de preferência. Além do mais, "craques" como você vivem aos trambolhões por aí, e o FLUMINENSE prefere os melhores. Imagine-se jogando com Conca, Fred, Jean, Sóbis, Carlinhos, Wágner... Você ia carregar piano, cara! Portanto, fique onde está, com a sua arrogância de novela e seu desdém de almanaque. A Lusa é o time ideal para jogadores sem tino como você. Ou vá penar banco no exterior, onde o futebol é mais sério.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O GALINHO MINEIRO

Imagem: Globo.com
E o "grande" Atlético Mineiro... Campeão da Libertadores 2013, Vice-Campeão Brasileiro de 2012... Fez corpo mole contra a Portuguesa de Desportos (SP) e todos os clubes que disputavam junto com o FLUMINENSE para não cair, mas jogou contra o tricolor carioca como se fosse uma final de campeonato. E ontem, contra um time que não é nem um adversário à sua pequena altura, perde de 3 x 1, sem apelação, desperdiçando a grande chance de jogar uma partida contra o poderoso Bayern. Bem, eles podem investigar se o Raja Casablanca não escalou algum jogador irregularmente... Nada como um dia após o outro. Resta a Cuca treinar o FLUMINENSE em 2014.

PORTUGUESA PAPAI NOEL!

Imagem: Globo.com
Leio na internet que os dirigentes da Portuguesa de Desportos (SP) estudam a possibilidade de jogar a Segunda Divisão com uma camisa parecida com o uniforme n. 1 do tricolor carioca. Não façam isso! Façam melhor! Mudem de cor e entrem em campo com um uniforme branco e vermelho. Camisa e calção vermelhos, com frisos, gola e mangas em branco. Bem Papai Noel. Pois, afinal de contas, que belo presente de Natal a Portuguesa deu ao FLUMINENSE!

Além do mais, a Portuguesa não tem história para vestir a camisa do FLUMINENSE. Nem mesmo nestas circunstâncias.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A VÍTIMA É O FLUMINENSE

Pedro Mesquista diz que sua filha sofreu ofensas por vestir a camisa do Fluminense (Foto: arquivo pessoal)
A vítima é o Fluminense. Bem assim. Leiam o que está acontecendo e respondam se isso é futebol, ou torcer, ou exigir justiça:

"Fomos ao mercado, e já na saída do condomínio um conhecido brincou conosco. Mas ali era só zoação. Logo depois, uma mulher de uns 35, 40 anos olhou para a minha filha vestida com a camisa do Fluminense e falou: "Com essa blusa de merda você nunca vai ser linda". Já achei um absurdo. Em seguida, um caminhão passou, e quem estava dentro dele xingou ela novamente. Fiquei espantado. Não era eu que estava com a camisa do Fluminense, era uma menina de três anos! Brincar faz parte do futebol, mas as pessoas estão perdendo a noção do limite. Minha filha nem entende o que é futebol, o que é Fluminense. Veste a camisa porque eu sou torcedor. Já li na internet relatos de tricolores tomando garrafada no centro da cidade, de criança sendo xingada na escola. Eu não vi essa revolta quando o goleiro Bruno tirou a vida de uma mulher. Onde estavam essas pessoas que agora falam em moralidade? Onde estavam os botafoguenses quando o Gama foi prejudicado em 1999? Onde estavam os vascaínos quando o Eurico mandava e desmandava no futebol carioca?, indagou o tricolor Pedro, que trabalha na indústria farmacêutica". Para ler matéria completa, clique aqui

Flamengo e Portugeusa erraram e, porque devolveram o Fluminense à Primeira Divisão, deveriam ser cobrados pelos seus próprios torcedores. Mas estes, como é comum, culpam o "outro", o Fluminense, que nada tem a ver com a história e foi um "natural beneficiado", como poderia ser o Vasco ou qualquer outro clube que estivesse naquele ponto da tabela. Se o Fluminense, por exemplo, não tivesse vencido o Bahia, não estaria ali. Patético!

"O inferno são os outros." (Jean-Paul Sartre)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (6)

Pois é, foi.
Reli o post abaixo, escrito na primeira parte do Brasileirão, quando tudo ainda era novidade.
O Cruzeiro disparou na liderança e ganhou o título 4 rodadas antes do fim. 
O Vasco de tanto perder, caiu mais uma vez, abraçado ao Fluminense. 
Barbio fez o último gol do Bahia no campeonato e pegou jeito de baiano. 
Bernard ficou por lá, talvez nem venha para a Copa.
E o Válter, ou será Walter, ganhou Bola de Prata, chegou ao topo da carreira.
Mais um artilheiro desconhecido, Éderson, que espero não tenha o mesmo destino de outros tantos que não vingaram.
O Bola de Ouro Éverton Ribeiro sequer é mencionado em possíveis convocações para a seleção, embora seja há meses o craque da vez. Isso prova que a seleção brasileira deixou de ser a reunião dos melhores jogadores para ser a reunião dos amigos do treinador. Teremos mais uma família canarinho, benza Deus.
Quanto será que custa o pacote da série B?

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (5)


A saga continua: o Vasco deixa de vencer mais uma partida tomando gol no final. Impressionante, supera qualquer expectativa para o limite da estupidez coletiva. Próximo capítulo repetirá o padrão: faz um gol, recua, até tomar o empate (ou mesmo perder). O torcedor, eu, consegue fazer pior ainda: continua torcedor.

A boa fase do Botafogo fez desaparecer um dos melhores centroavantes jovens do país: Bruno Mendes. 

O Bahia continua produzindo novidades incríveis. Agora traz William Barbio. Talvez aqui a água de coco e o arrocha façam do Barbio um atacante eficaz. 

Bernard foi, enfim, não se sabe se para melhor. A coisa anda tão estranha que, mal chegou a notícia da transação, embargaram preventivamente 40 milhões no Banco Central para pagamentos de dívidas do Atlético Mineiro.

Nenhum clube disparou na liderança do Brasileirão. Isso é bom, aproxima-se do padrão pontos corridos. Times nivelados em medianidade, com picos de grandeza. Na 12a rodada, dois artilheiros chegam a 8 gols. Tudo meio compactado. 

Ninguém pede para o técnico do Goiás sacar o Válter do time. Nem mesmo a imprensa vigilante. Ninguém bota apelidos jocosos no rapaz, ninguém faz piada com seu corpanzil. Zagueiros perdem o sono antes e o fôlego depois. E o Válter segue fazendo a redenção dos gordinhos. E gols.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (4)

Meu Deus, vai começar tudo de novo!

O Vasco volta a ser o Vasco de sempre: faz um gol e se tranca na defesa, não importa quanto tempo falte para acabar a partida. Somente o técnico do Vasco (qualquer que seja ele) e os jogadores (não importa quem, Pedro Ken!) ignoram o fato de que há do outro lado onze jogadores querendo a vitória.

A partida de hoje contra o Goiás foi a milésima partida a que assisti com esse bisonho desenho tático. A sorte de hoje foi não tomar mais gols. Técnico e jogadores do Vasco ignoram também o famoso ditado popular, aquele que garante furar qualquer fortaleza que se arme com Vaz ou Yotun de tanto Walter bater.

Como disse o sábio, uma coisa há no mundo que não possui limite: a burrice.


Viram essas bolas acima? Ambas são da mesma fabricante. A diferença entre elas é a brancura presente na primeira e totalmente ausente na segunda. Sabem até mesmo as crianças que a luz reflete na cor branca, torna o objeto mais visível em qualquer penumbra.

A primeira bola foi usada na Taça Libertadores e a segunda é a nossa bola do Brasileirão. A burrice não tem limite, mesmo. Em várias partidas, pela tevê, perdi a jogada procurando a bola na telinha. A "abóbora", como tem sido chamada, desaparece nos cruzamentos, nos chutes longos, quando se confunde com o fundo da imagem ou quando não há luz suficiente para refletir. Refletir? Nada, ela absorve luz, a bola do Brasileirão. Que continua rolando nos gramados por conta da cegueira ou da burrice das "otoridades" futebolísticas.

O Vasco, meu Deus, começou tudo de novo! Meu sal de bacalhau, please!

domingo, 28 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (3)


A frase de Parreira: o gol é um detalhe. Parreira, como Dunga, não vai entender nunca. Isso porque ganharam títulos no comando da seleção. Mas obviamente gol não é um detalhe, é o que importa.

Lembro disso por conta de um raciocínio análogo: craque é só um detalhe, o que poderia ser atribuído ao Dunga, por exemplo. Mas obviamente craque é o que importa. Vejam Juninho Pernambucano no Vasco. Um time que é um trapo ao vento incorpora um craque. Duas vitórias seguidas, da zona do rebaixamento à parte de cima da tabela. Craque é ouro vivo. O gol também.

Alguém precisa sussurrar ao pé do ouvido do diretor de esportes da Band: o "comentarista" Neto está ficando insuportável. Desperdiça adjetivos ao vento e à lama, nomeia maior craque do Brasil a qualquer um que faça uma bela jogada, faz a defesa constante e persistente do Pato como titular (miopia, no melhor caso; suspeito, no pior), afirmações levianas e cabotinismo puro ao se autoelogiar, ao programa que comanda na rede e, principalmente, ao anunciar substituições, como hoje: "Eu colocaria o Douglas", para segundos depois o repórter de campo entrar com a informação, "Douglas foi chamado".

Ora, senhor Neto, senhor diretor da Band, por favor, respeitem o telespectador. Essa prática tem sido costumeira por parte do "comentarista" Neto. Observar da cabine a movimentação do banco, anunciar uma alteração que ele faria para depois ser confirmada pelo repórter de campo e ele, o grande Neto, sair como alguém que conhece profundamente o futebol a ponto de adiantar uma substituição. Esse recurso é do tempo do rádio, é desonesto e facilmente perceptível por quem acompanha o futebol. É uma vergonha que ainda seja usado. Subiu à cabeça do Neto. Ele pensa que é o maioral, na linha do Milton Neves. Está na hora de alguém na Band oferecer ao campinense seu devido limite. 

Comentarista bom na Band chama-se Edmundo: conhecedor do futebol, sóbrio nos comentários, não desperdiça opinião (não chuta pra que tudo que é lado, como o Neto, bravateiro e autoelogiante) e tem o timing correto para o ofício. Que a Band aproveite o Neto nos programas "marrons" do fim de tarde, tem o perfil.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

LIBERTADORES (2)


O Atlético Mineiro é campeão da Libertadores 2013 mas não é o melhor time das Américas. Nem mesmo é o melhor time do Brasil. R. Gaúcho provou mais uma vez que some nas decisões (infantilismo ou trauma, sabe-se lá). Passar e ganhar o título nos pênaltis, prova maior das deficiências do Galo. Tudo a comemorar, nada a enaltecer.

Oh, que peninha do dirigente do Olímpia que reclamou do foguetório na proximidade do hotel, que dó. Os hermanos querem a primazia e a exclusividade quanto aos comportamentos antidesportivos, dentro e fora do campo. Quando se faz algo minimamente parecido ao que eles são uzeiros e vezeiros em fazer, reclamam, exigem providências. Em Assunção tacaram pedras em R. Gaúcho dentro do campo! Pedras! Dentro do campo! O Olímpia devia perder o mando de campo na próxima Libertadores em que participar e pagar multa altíssima por esse atentado à vida do R. Gaúcho. Reclamar de foguetes...! 

Se esse tal "dirigente" do Olímpia chegou agora ao mundo, recomenda-se um curso intensivo de participações de times brasileiros na Libertadores para o sujeito tomar conhecimento de como temos sido tratados a pontapés, xingamentos, cuspe na cara, espancamentos, dentro e fora de campo, e total conivência dos árbitros e dirigentes de língua presa. Uns calhordas de marca maior, é o que são, mais ainda ao reclamarem de um somenos foguetório.

O Brasil e os times brasileiros sofrem de maus-tratos em qualquer lugar da Sulamérica. Isso é fato indiscutível e lamentável e, ao que parece, sem solução. De vez em quando não faz mal lembrar aos hermanos que aqui se faz, aqui se paga. De vez em quando.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (2)


Compreendo Fred: depois de brilhar na seleção, fazendo gols contra a Espanha de Casillas, Piqué e S. Ramos, jogar contra Diogo Silva, Jomar e Vaz deve ser mesmo insuportável. Isso sem contar as garotas lá fora querendo muito beijar e o pobre do Fred sendo obrigado a se enroscar com os novos odvans vascaínos. De amargar. 

Em vez de Fred-vai-te-pegar o Maracanã viu hoje Fred-não-me-toques. A torcida vascaína agradece os três pontinhos redentores.

Com Juninho e Montoya no time (desculpem-me se continuo com o assunto Vasco), Pedro Ken não deve sair. Quem deve ir pro banco é o Éder Luís, que há muito perdeu a velocidade e não tem estatura para jogar na área, nem mesmo pode ser mais chamado de tatu-turbinado. O meio do Vasco precisa ser fortíssimo para superar a deficiência do sistema defensivo, que historicamente sempre foi o sustentáculo do time. Diogo, Nei, Jomar, Vaz e Henrique. Desses, somente o Nei se faz conhecido pela careca e pelo futebol deprimente.

O Bahia conseguiu uma façanha: não tomou gol do Vitória.

O São Paulo precisa urgentemente aposentar Rogério Ceni, liderança negativa para qualquer técnico. Um dos melhores elencos do futebol brasileiro precisa se desintoxicar. Basta aposentar Ceni e lhe conceder uma quarentena no mínimo noventena.

Cadê o Gabigol do Santos?



quinta-feira, 18 de julho de 2013

LIBERTADORES


Lelé da cuca e viciado em jogo de azar, o Atlético Mineiro disputa a finalíssima no Mineirão. Ou seja, fora de casa. O desprestígio dos clubes brasileiros na sulamérica humilha o torcedor e o país. Não bastassem os árbitros de língua travada e tendenciosos, jogamos fora em arapucas e recebemos em casa em salões de baile sem orquestra. A cara do Brasil: saco de pancadas, escarradeira de hispânicos e quejandos.

Ronaldinho Gaúcho, quem diria, de ressuscitado acabou nel chaco.

Dois a zero sempre foi um placar perigoso: dá impressão de vitória definida pra quem está ganhando e de que é possível virar pra quem está perdendo. O CAM perdeu de 2 a 0 para o Newells na Argentina, devolveu o placar e ganhou nos pênaltis. Cairá o raio três vezes no mesmo lugar? Ou será o Mineirão lugar diverso?


segunda-feira, 15 de julho de 2013

CAMPEONATO BRASILEIRO (1)

Faz tempo que começou, mas vai esquentar a partir de agora.

O técnico de futebol parece cada vez mais com político brasileiro: troca de clube como quem troca de partido, usa a mesma linguagem e às vezes quer ser presidente.

Tem jogador que parece técnico de futebol.

Meu Vasco parece dinamitado.

O Flamengo parece um time de manos.

O Atlético Mineiro parece lelé da cuca.

Thiago Neves parece cigano.

O Santos papa-títulos parece agora papa-anjos.

Vitória e Bahia no topo da tabela plantam bananeira.

O Náutico assume definitivamente a popa.

Válter, do Goiás, a redenção dos gordinhos.

E no São Paulo vige a lei de murici.

terça-feira, 9 de julho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (8)


Rescaldo.

Alegaram que o Brasil venceu porque jogou em casa, que a torcida foi fundamental etc. Ora, em 1950, a Copa do Mundo foi aqui, nossa torcida estava entusiasmada com a seleção, que era franca favorita ao título. Quase 200 mil pessoas no Maracanã. E perdemos pro Uruguai. Jogar em casa, torcida a favor, não são argumentos aceitáveis, muito menos se têm como objetivo reduzir o feito canarinho.

Escrevi no post (4): não me apraz o lenga-lenga espanhol. Isso a que chamam de tic-tac. Em 2010, escrevi aqui e disse ali e acolá que a melhor seleção foi a da Alemanha, até por estatística. Mas não creio que a Espanha foi agora superestimada, como disse Mayrant no post anterior. 

A Espanha chegou ao Brasil campeã da Eurocopa 2008, da Copa do Mundo 2010 e da Eurocopa 2012, com os mais importantes títulos do futebol na mochila. Considerar a Espanha favorita ao título não seria, como não foi, superestimar sua força futebolística: estava suficientemente demonstrada nas conquistas recentes. Não à-toa, o selecionado espanhol sub-21 ganhou mês passado o Mundial da categoria. A seleção brasileira é que vinha de tropeços, atropelos, troca de comando e resultados pífios. Achei que o óbvio, como disse aqui, seria a Espanha ser campeã da Copa das Confederações. De certa forma, reduzir a força da Espanha termina por reduzir o feito brasileiro.

Mas as goleadas do Bayern sobre o Barcelona, base da seleção espanhola, já anunciavam a decadência do esquema e de suas peças. Xabi Alonso não jogou, fez falta; Xavi já tem 32 anos; e os laterais são alas permanentes. O próprio Del Bosque reconheceu que a Espanha não sabe jogar quando atacada e que os adversários já aprenderam a enfrentar o famoso tic-tac. Disse mais: que é hora de a Espanha se reinventar. Sujeito sábio.

O legado: os times do Rio de Janeiro continuam sem estádio para jogar. Vão disputar seus clássicos em outras províncias. "O Maracanã é nosso" não é mais nem slogan que preste. O pessoal do Rio está marcando touca, precisa voltar às ruas para anular a concessão que parece mais estupro. Tiraram o Maracanã dos clubes e do povo.




terça-feira, 2 de julho de 2013

A SUPERESTIMADA ESPANHA

Foto: ESPN.
Sempre considerei a atual seleção espanhola de futebol um time superestimado e nunca apreciei seu futebol, nem no passado, quando era a Fúria, nem atualmente, com seu futebol de raquetes. Tenho dois motivos para não me deixar encantar pela Espanha: 1) toca a bola exessivamente, de um forma que parece não saber o que fazer com a bola, até que o adversário, algo tonto com a repetição enfadonha e sem objetivo, desespere e deixe a marcação vulnerável; e 2) faz poucos gols, ganhando quase todos os seus jogos por 1x0, 2x1 ou, quando muito, 2x0. E para mim gol é a essência do futebol, tudo o mais é circunstância.

Um dos placares de exceção a esta regra de avareza foi o da final da última Eurocopa, 4x0 na Itália, num jogo em que foi favorecida pela contusão de Thiago Motta, que mal entrou em campo, se machucou e foi obrigado a sair. Como já havia feito as três substituições, o técnico italiano teve que se contentar numa cautelosa estratégia de ataque para diminuir o placar, sem se expor muito. Em vão: a Espanha acabou fazendo mais dois gols, o que é natural quando se tem um homem a mais e o placar a favor.

Nesta Copa das Confederações, vencida pelo Brasil de forma brilhante, o que vimos foi uma Espanha contente com seu estilo pingue-pongue, que só funcionou contra adversários fracos, pouco confiantes em sua capacidade ou sem tradição no futebol. Primeiramente o Uruguai: quando a Celeste se deu conta de que a Espanha não era nenhum bicho-papão, já passava dos 40 minutos do segundo tempo e perdia de 2x0. Mesmo assim, coube um golzinho, e depois uma pressão pouco eficiente. Aliás, neste jogo Forlán só entrou no curso do segundo tempo, não se sabe por quê. Um mistério.

O segundo adversário da Espanha foi o Taiti, que veio ao Brasil fazer turismo e travar relações. Foi embora com um saco de mais de 20 gols nas costas e a certeza de que o sonho acabou. Um time de rua, feito às pressas em qualquer bairro do Brasil, ganha daquele time brincando, mesmo que entre em campo com todos os onze jogadores imitando saci.

O terceiro desafio da Espanha foi a Nigéria, que mal sabe chutar em gol. Os caras miram e mandam a bola na bandeirinha de escanteio. Um negócio lastimável, levando-se em conta que os caras são profissionais e muitos jogam na Europa. Na quarta divisão das Ilhas Faroe, provavelmente.

Veio a Itália, e a Espanha balançou. Engolida pela estratégia do técnico italiano e fragilizada pela rapidez da Azzurra, a ex-Fúria só não caiu por causa da ausência de Balotelli. Gilardino não é nem a gola da camisa do Balotelli. Sorte da Espanha. Ou azar, porque, contra o Brasil, se deparou com um time de verdade, compacto, aguerrido e habilidoso, capaz de improvisar e não se impressionar com o estilo espanhol, que só funciona contra Taitis e Méxicos, e tomou olé, merecidamente.

O Brasil devolveu a Espanha ao seu verdadeiro lugar: um simples coadjuvante de épicos envolvendo Brasil, Itália, Argentina, Alemanha, Holanda, Uruguai e França. Mas nada como um ano após o outro. 2014 está aí, para a Espanha provar o contrário.

domingo, 30 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (7)


Acabou.
E ganhamos.
Escrevi no post (5), quando cravei 3x0 pros galegos:
Uma vitória brasileira domingo exigiria um futebol de marcação precisa e constante, como fez o Uruguai hoje, e um ataque infalível e veloz, o que não tivemos hoje. Tudo certo pra nós, tudo errado pra eles. Coisa raríssima de acontecer.
Pois aconteceu. Acertei o placar, mas errei de seleção: deu pardos na cabeça.
E minha seleção da Copa ficou assim: Júlio César; Daniel Alves, Sérgio Ramos, David Luiz e Alba; Paulinho, Xavi, Pirlo e Iniesta; Fred e Neymar.
Cavani estava na minha seleção até a final ter início. O Candreva me impressionou bastante e o Buffon apenas se redimiu de falhas fundamentais. O Marcelo jogou muito, mas é um lateral com deficiências notórias de marcação; já o Thiago Silva teve uma atuação normal, quase burocrática. 
Dizem que o ganhador da Copa das Confederações não vence o Mundial seguinte. Vamos ver se quebramos essa regra ano que vem.
Fred deveria ser o artilheiro solitário da Copa, pois os gols de Torres contra o Taiti têm peso 1/2, pois não?
Fora Marin!

BRASIL CAMPEÃO!

Foto: Lancenet.
2x0. Bem, agora é embrulhar e mandar para Madri... 2014 tem mais! Até lá ex-Fúria!

(...)

Embrulhamos! 3x0. Era uma vez um time que jogava fácil como um relógio.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (6)


Deu o óbvio. Por instantes, a coletânea "82, uma copa, quinze histórias" seria lançada mesmo na antevéspera da partida Brasil x Itália, o que seria incrível depois do adiamento do lançamento de 20 para 28, amanhã. Demos graças a Alemanha, em 70, por ter exaurido a Itália na semifinal da Copa do Mundo, agora agradecemos a Itália por ter levado a Espanha a um desgaste que pode ser importante no domingo.

O deputado Romário deu de bico na canela do secretário Valcke: chamou-o de alforje, saco sem fundo e queijo suiço. E informou que a Fifa está bancando o aluguel de uma cobertura no Leblon, ao custo mensal de 150 mil reais, para o Valcke e sua famiglia até a Copa do ano que vem. Isso vai dar, considerando meses passados, mais de 2 milhões de reais gastos com o bem-bom do Mr. falastrão em sua vigilância brasileira. Dinheiro captado aqui. Cabe uma manifestação em frente ao prédio do Valcke, não?

Seleção desta Copa: Buffon perdeu a chance com as falhas na partida contra o Brasil, ficam J. César e Casillas; Daniel Alves parece tranquilo na fita, igual ao Alba, na esquerda; a zaga, com as falhas do Tiago Silva e David Luiz na partida contra o Uruguai, até agora é a da Espanha, Piqué e S. Ramos, com o Chielini correndo por fora; Paulinho, Xavi, Pirlo e Iniesta; Fred e Neymar, se Torres, o artilheiro da Copa, não desembestar domingo. Devo acrescentar que Candreva e Giacherini impressionaram bem, mas não vejo lugar pra eles numa seleção da Copa. Não vi no Uruguai nenhuma atuação excepcional. Se o Cavani tivesse jogado as outras partidas como fez contra o Brasil...

Tem brasileiros morrendo nas manifestações. Essas mortes vão para a conta de quem? Cadê o Grande Líder?

quarta-feira, 26 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (5)


Alguém precisa lembrar ao Mr. Blatter que, em solo brasileiro, ele é um estrangeiro. Mesmo presidente da Fifa, Blatter não tem direito a palpitar sobre o quadro político-social do país que visita. Recolha-se, Mr., pare de pagar mico, cuide de seus negociozinhos.

Na partida de hoje, ficou claro que nosso selecionado teve medo dos uruguaios. Retraiu-se, temeu partir para o ataque, tocou excessivamente para o lado, errou demais, quase entregou o jogo. Deu um gol, fez besteira muita e grossa. Júlio César foi um dos brasileiros que mais tocou na bola, the man of the match.

"Eu tiraria Hulk" foi uma das frases mais pronunciadas pelos "comentaristas". Tudo indica que depois da partida de hoje Hulk sai do time. E o que parece divertido é que a torcida continuará clamando por Lucas, pois Bernard mostrou hoje muito mais do que Lucas em todas as vezes que entrou em campo.   

Tudo pode acontecer no futebol, até mesmo o óbvio. E o óbvio diz que a final será entre Brasil e Espanha. Assim sendo, não há como crer em vitória brasileira. Cravo 3 a 0 pros galegos, outro Maracanaço. Dessa vez, não há mais touradas em Madri para se cantar, mas em certos momentos vai parecer touro contra toureiro. 

Uma vitória brasileira domingo exigiria um futebol de marcação precisa e constante, como fez o Uruguai hoje, e um ataque infalível e veloz, o que não tivemos hoje. Tudo certo pra nós, tudo errado pra eles. Coisa raríssima de acontecer.

Ouvido hoje no noticiário: "...durante a baderna que aconteceu hoje em Belo Horizonte". Antes era "manifestação".

sábado, 22 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (4)


Aqui, da Colônia 13, acompanhei a partida contra a Itália. A final da Copa ainda pode ter a Itália, mas não mais contra a Espanha. O resultado de hoje encaminha para Brasil x Espanha. 

Péssimo árbitro, o do Uzbequistão. Erros demais para uma partida internacional, para um clássico disputado como Brasil x Itália. Mais um mico do Blatter.

A presidenta falou, entrou por aqui e saiu por ali, as manifestações continuaram, o vandalismo também. Tudo enfraquecido, talvez, pelo feriadão junino. Aqui, o litro de amendoim cozido sai por 4 reais. Sem barganha. Amanhã vou atrás de milho verde para ver como tá a coisa em Sergipe.

Neymar queimou minha língua ao fazer o golaço de falta. Mas o Hulk sofre bullyng na seleção, dentro e por todos os lados de fora. Continua, no entanto, com minha preferência como titular; contribui muito mais que qualquer outro.

Sem Pirlo e De Rossi, a Itália mostrou condições de enfrentar de igual pra igual qualquer outra seleção. Talvez tenhamos outro Brasil x Itália na Copa. O que seria incrível e bem-vindo. Não me apraz o lenga-lenga espanhol.

Brasil, caleidoscópio ambulante.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (3)


Outro mico do Blatter: o Brasil que pediu a Copa, não impusemos... Ora, Mister, impor tem sido tudo que a Fifa tem feito desde a escolha do Brasil como sede para 2014. Impuseram modelos de estádios, atropelos legais, gastos astronômicos, vexames ao Governo, ofensas ao povo, agressões a nossa cultura. A Fifa sufoca, limita, estandartiza, reduz o país-sede a um coadjuvante-escravo. Zero absoluto.

O hino nacional é símbolo e patrimônio da nação, não representa o governo mas sim o povo. Então, dar as costas ao hino, à bandeira, consiste num equívoco. Contra os desgovernos é preciso cantar o hino nacional cada vez mais alto, pois o hino nos representa, as otoridades é que não nos representam, de forma geral.

Neymar jogou muito ontem, mas continuo com os pés atrás. Não gosto de firuleiros. E quando ele xingou Hulk, a quem deveria ter passado a bola, mostrou mais uma vez que joga pra ele mesmo, sempre.

 Aqui em Salvador hoje é feriado por conta da partida Uruguai x Nigéria. Escândalo. Deve ser mais uma imposição da Fifa, porque não faz o menor sentido esse feriado: a partida não envolve a seleção brasileira e acontece à noite. Quem ganha com isso?

A Copa das Confederações existe para impor, viu Mister?, ao país-sede a obrigação de aprontar os estádios um ano antes da Copa do Mundo. Só para isso. No mais, é uma competição que poderia muito bem ser realizada em uma cidade-sede, poucas partidas em dias diversos. Essa quantidade de sedes e de viagens são um despropósito, um exibicionismo gratuito, politicagem caríssima para o bolso do contribuinte, fonte primária de renda. 

Tudo indica que Itália x Espanha decidirão essa Copa das Confederações.


terça-feira, 18 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (2)


O mico de Blatter: reclamou de que pessoas se aproveitam do futebol para... Ora, Mister, cervejarias, montadoras, bancos, empreiteiras, políticos, expressões máximas do nebuloso se aproveitam do futebol para seus interesses particularíssimos. Nada mais justo que o povo se aproveite do futebol não só para aplaudir mas para protestar e vaiar os verdadeiros "aproveitadores". Zero para o Mister, herdeiro de outros Misters encrencados com escândalos de corrupção.

Um grupo de jornalistas encontrou o Altair no início da madrugada do domingo, caminhando pela Av. das Nações, bem longe do estádio Mané Garrincha. Um alívio para todos. O que me deixou estarrecido foi ler alguns comentários no G1: gente ridicularizando o Altair. Depois dizem que somos um povo gente boa...

A Copa do Mundo de 2014 já superou em muito os custos da Copa de 2010 na África do Sul. Calcularam em 27 bilhões de reais. Há motivos, sim, para protestos, são gastos públicos excessivos para um evento onde quem ganha mesmo é a Fifa. Eu protesto contra os bilhões "desperdiçados" na transposição do rio São Francisco. Vou fazer minha faixa. Zero para os governos.

O Paulo Barros, carnavalesco que bolou a abertura da Copa das Confederações, declarou em rede social que nunca mais se mete com o assunto. Até ele achou o resultado uma mixórdia, embora tenha agradecido a todos os que o ajudaram na empreitada. Ao chamar a atenção para o descompromisso dos voluntários face à entrega total do pessoal das escolas de samba, da falta de tempo para mais ensaios, de não poder usar equipamentos por causa do gramado etc., Barros apontou claramente onde o pepino engrossou. O que não explica o óbvio de suas coreografias na abertura, à exceção, repito, do joguinho de bola.

O Taiti fez um gol. A imprensa estabeleceu essa grande meta para o selecionado de sandálias e comemorou mais que os jogadores: "dia histórico para o Taiti! um gol histórico! Taiti faz história!". Zero para o ufanismo gracioso e desnecessário. Zero para os galvões.

Ninguém protesta no deserto. Até os profetas retornam do deserto para suas anunciações. 

sábado, 15 de junho de 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES (1)


Começou. 

A única seleção que está no Brasil Real é a do Uruguai. Tem cortado vários dobrados e canais de lama para cumprir sua missão em terras abençoadas por Deus e pelo Papa. A visão do ônibus da seleção uruguaia atravessando uma floresta (ou era um canavial?) em meio a poças e buracos, árvores caídas, para chegar ao local do treino é a mostra do que somos: tupiniquins, hipócritas, falaciosos, um povo que vive do gogó, do ê-ô-ê-ô.

A juventude está nas ruas. Quando era para derrubar a ditadura eram os "cara-pintadas" e tinham o beneplácito das grandes redes de comunicação. Agora são estudantes protestando como podem contra o aumento das passagens de coletivos urbanos, municipais e estaduais. Eles sabem da vida dura que levam, ou arrastam. E a polícia age como se combatessem inimigos do estado. A democracia é o melhor e o mais difícil regime, pois multilateral, ou poliédrico: a razão está no justo entendimento, não nas garras do mais forte.

Protestos contra a Copa do Mundo no Brasil (legítimos, claro!) foram coibidos pela polícia, em Brasília. Em nome de quê? Da boa aparência do evento? Da tranquilidade dos políticos presentes? Da imagem do Brasil? Ora, melhor imagem é a da convivência pacífica dos diferentes. Étnicos, gays, nanoprejudicados, deficientes físicos, aposentados, sabem bem como é ser diferente em terras brasílicas, a terra da felicidade, dos corpões, corpaços ao sol, da alegria engarrafada, fake até a medula.

 Homenagearam os campeões de outras Copas do Mundo. Levaram os remanescentes para Brasília. Aí o Altair sumiu. Quem? O Altair, craque do Fluminense e reserva na Seleção. Aos 75 anos, com início de Alzheimer, o Altair se perdeu da turma e não mais foi visto até noite avançada deste sábado. Mais um exemplo de nosso estilo e organização: Altair estava com crachá?

Qualquer atividade organizada em nossa casa precisa ser correta, com o mínimo de defeitos. Não podemos alisar a cabeça de incompetentes, de políticos bravateiros, de oportunistas de plantão. Bilhões de reais foram desviados de obrigações constitucionais do Governo Federal para bancar uma Copa sobre a qual não tem controle, quem manda é a má..., digo, a Fifa. Não é por que essas Copas serão disputadas aqui que tudo precisa ser elogiado. 

Achei a abertura da Copa das Confederações algo primário, à exceção do jogo de bola. A música, estandartizada, parecia música de elevador, som ambiente. Mixórdia.

O maior problema da Seleção Brasileira é jogar para fortalecer a imagem de Neymar. Quando isso parar, jogaremos o suficiente para vencer qualquer partida. Agora, com Neymar batendo falta, com pose de dono do time....tsc....tsc...

terça-feira, 28 de maio de 2013

OSCAR SCHMIDT


O mais importante jogador de basquete brasileiro, Oscar Schmidt, que em setembro entrará para o Hall da Fama do Basquete Mundial, enfrenta um câncer no cérebro. Passou pela segunda cirurgia e agora vai para a radio e quimioterapia. Oscar está reagindo bem, em casa e mantendo atividades sociais. Minha admiração, meu respeito e minha força para esse fantástico cestinha.

Fonte e imagem: Globo.com

segunda-feira, 27 de maio de 2013

NEYMESS


Será que vai rolar algo assim? Uma contração poderosa que se possa chamar "Neymess"?

Tom Correia podia muito bem montar no photoshop essa figura barcesca para ilustrar este post. Fica o pedido.

COISAS DO FUTEBOL


Vai de embrulhada:

alemães decidem a Copa da Europa após surrarem os espanhóis. O futebol tedesco tem dado mostras de que mudou pra melhor desde a Copa do Mundo de 2010. Pra mim, no estágio atual, é favorito ao título em 2014. Nós seremos anfitriões, já disse anteriormente.

os alemães dominam a cena na Fórmula 1: Vettel e agora um tal de Rosberg, Nico. Isso, depois de Schumacher passar por cima dos recordes de Senna. Até Wagner está sendo reabilitado na apertada esfera musical. As matrículas no Inst. Goethe vão disparar...

Neymar, enfim, contou pra todo mundo o segredo mais conhecido do planeta: vai pro Barça. A única explicação aceitável, diante de propostas muito mais generosas de outros times, é que o acerto realmente havia sido feito faz tempo. Não sei o que dizer, não consigo imaginar como será, prefiro não pensar no assunto. Roberto Dinamite voltou seis meses depois de ser contratado pelo Barça, pouca gente lembra disso.

Meu Vasco ganhou da irmã Portuguesa e dormiu líder do Campeonato Brasileiro. Esse, o nosso grande feito no ano. Jamais vou esquecer tamanha façanha.

Alguém aí está sabendo que teremos proximamente uma Olimpíada no Brasil?



segunda-feira, 13 de maio de 2013

BA X VI NA ARENA FONTE NOVA




Tá 14 a 5 para o Vitória. Em três partidas. Uma média de 6,3 gols por partida. Uma média de 4,7 (por aproximação) gols do Vitória nas redes do arquirrival.

Psicanálise de grupo, o diagnóstico para o Bahia. O trauma está instalado. Tanto é verdade que prevejo dificuldades para o Vitória na partida do próximo domingo no Barradão. Sonha quem imagina nova goleada:  a disputa vai ser duríssima.

Vida dura, torcer pro Bahia em 2013. Já tem gente cantando o rebaixamento pra série B do Brasileirão.



Imagem: A Tarde on line.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O BRASIL DE TODAS AS COPAS


A ótima prosa de Luís Pimentel, contista, poeta e cronista, a serviço do Brasil de todas as Copas. Ilustrando suas ideias, o Amorim. Não vou ao lançamento, pois o RJ não é ali, mas vou comprar meu exemplar logo-logo!

Clique sobre o cartaz para ampliá-lo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

FUTEBOL É OUTRA COISA


  1. Na Copa do Mundo de 2010 a melhor seleção foi a da Alemanha. Cito de memória: fez mais gols e teve o artilheiro da competição. Não foi a campeã, como a Holanda não foi em 74 e o Brasil, em 82. Futebol é essa outra coisa. Por dizer a primeira frase, à época, ouvi de volta todos os clichês sobre o futebol alemão, mesmo desmentidos pelos números e pelos craques que exibiu em campos d'África do Sul.
  2. Jamais vi beleza no infindável toque de bola do Barcelona, com rara agudeza, repetido pela Espanha, em incontáveis vitórias por 1 a 0.
  3. Que dirão, hoje, os críticos acerbos do futebol alemão? Se eu fosse o presidente do Bayern desfazia o contrato com Guardiola. Deixava como está, que tá melhor que maravilhoso. 
  4. Será que o futebol jogado em um país reflete o quadro de sua economia? Sim, pelo que permite em compensação financeira aos jogadores e na formação de plantéis de qualidade. Mas a Alemanha, chova ou faça sol, está sempre entre os primeiros.
  5. Agora, Messi. Quem diz que Messi só joga muito no Barcelona porque está cercado de craques foi desmentido nos últimos jogos. O Barcelona é que joga muito quando tem Messi.   Ou seja, a seleção da Argentina vai dar trabalho se o baixinho se recuperar para a Copa do ano que vem.
  6. O Brasil fará o papel de sempre na Copa de 14. Será o anfitrião, com todas as implicações da condição. Porque futebol é sempre outra coisa.

domingo, 10 de março de 2013

AO TÉCNICO E AOS JOGADORES DO VASCO

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Pessoal,
comecei a torcer pelo Vasco no dia em que Pelé fez o milésimo gol em Andrada. Menino, ainda, já demonstrava minha opção pelos mais fracos, minha oposição determinada aos poderosos. Tudo bem, então, em ser vice mais uma vez. O vice é um time que chega à decisão, disputa o título, faz mais bonito do que os demais que ficaram para trás na disputa.

Mas, amigos, não precisavam exagerar.

Treinador, por favor, esclareça-me algo: há algum regulamento interno no Vasco que o obrigue a orientar o time para jogar sempre pelo empate, quando isso for favorável ao time? 

Para jogar pelo empate desde o primeiro minuto, mesmo sabendo que dessa forma já deixamos de ganhar vários títulos no passado?

Treinador, o senhor desconhece a máxima que reza, indiscutivelmente, que a melhor defesa é o ataque?

Meu caro Gaúcho, se sua opção foi pela ligação direta, com um jogador postado na intermediária adversária para fazer o pivô, por que não escalou o Romário 1,87m), em vez de imobilizar nesse papel o jogador mais talentoso do time que, por disposição genética, não tem estatura para funcionar bem como pivô?

Treinador, na sua comissão técnica o Sr. não teve ninguém, neste domingo, que lhe avisasse que o Botafogo faria o gol a qualquer instante, tão logo começou o segundo tempo? Ataque contra defesa, amigo, é melhor ser ataque, não?

Caros jogadores, sejam sinceros: há algum regulamento interno no Vasco que obriguem vocês a não atacarem o adversário, quando estiverem disputando um título com vantagem do empate? Se jogassem hoje como jogaram contra o Fluminense, no domingo passado, vocês seriam multados ou punidos de alguma outra forma? Se a postura do time em campo foi determinada pelo tal regulamento ou por opção do treinador, vocês não têm coragem de peitar algo tão frouxo, covarde, antifutebolístico e anticlubístico? Vocês só são brabos para reclamar, injustificadamente, das marcações do árbitro?

Afora essas dúvidas que apresento acima, sou forçado a parabenizar a equipe e seu treinador por terem chegado tão longe na Taça Guanabara. Lembro que o Flamengo disparou na frente, fazendo a "isenta" imprensa carioca proclamar Rafinha como o "novo Messi", "Rafinha na seleção" e outras preciosidades típicas do jornalismo rubro-negro, e ficou pra trás. O Flamengo, sim, é que foi o verdadeiro "cavalo paraguaio" desse primeiro turno do Carioca. O Vasco, mesmo parecendo um remendo de time, chegou à final mais uma vez. 

E somente no Brasil de mentalidade tacanha é que ser vice-campeão constitue demérito. No mundo civilizado merece placa e aplauso e registro brilhante na história. E é com estes últimos que fica o Vasco hoje.


Imagem: o mais belo escudo de time brasileiro, Bol Fotos.