Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






domingo, 17 de junho de 2012

EUROCOPA

Tenho visto o desenrolar da Eurocopa. 
Ontem, caiu a primeira candidata ao título, líder do seu grupo até então, a Rússia. A falida Grécia continua na competição.
Tenho visto os esquemas táticos condicionarem os jogadores, feito times de botão dispostos na mesa. No Sportv, um jornalista alemão disse que nosso conceito de "futebol arte" é artificial, que Schweisteiger e Kedira (espantoso: não citou Özil!) são artistas da bola. Não são, obviamente. Da mesma forma, Neymar é peladeiro e malabarista como Robinho foi, puro improviso. Neymar é menudo.
Pelé, Didi, Zico, Tostão, Reinaldo, Ronaldo (o único) foram artistas da bola, constantes em suas especialidades, na execução de seus repertórios, em sua dedicação ao esporte. E foram eles (e outros mais, claro) que colocaram e mantêm o Brasil como a matriz do futebol arte.
Tenho visto na Eurocopa a bola passar de pé em pé, até se perder pela linha de fundo, até ser tomada pelo adversário, ir de pé em pé, voar até a cabeça de um e de outro, e voltar a rolar de pé em pé, bordejando a área, circulando pelo meio, sem que nenhum artista a chame para dançar um solo. Uma chatice.
E a previsão é de que, quanto mais se afunilar, a Eurocopa vai mostrar mais do mesmo ramerrão.
A Eurocopa jamais pode ser chamada de Copa do Mundo sem Brasil e Argentina. Para uma Copa do Mundo faltam Uruguai, EUA ou México, dois ou três países africanos e Japão ou Coréia do Sul, exemplos de futebol bem diverso do maquinismo militarista do futebol europeu, incluindo aí a Espanha.

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