Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

É CAIXA, CURINGÃO!






Com esta marca na camisa, fica difícil não torcer para o Curingão. Pelo menos no Mundial, claro.

Carrego a satisfação de ter sido um dos que participaram da implementação da nova marca da Caixa, num distante 1997.

Um patrocínio mais que adequado, a considerar as informações colhidas na imprensa.



CB, lembrando os velhos tempos ou os tempos que foram novos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TETRACOLOR



O título acima estampou hoje algumas manchetes de caderno de esportes. Um trocadilho óbvio, portanto, que deveria ter sido evitado pelos editores. Mesmo porque o Fluminense não é tetracampeão brasileiro, é quatro vezes campeão brasileiro. Tetracampeão é coisa diversa.

Mas é fato que o Fluminense, com Deco ou sem Deco, tem uma equipe excelente em todos os setores, em todos os fundamentos. O Corinthians tem a sua no mesmo nível do Fluminense, mas focada em outra competição, por isso não disputou o título pau-a-pau com o tricolor. O São Paulo montou um grande time para o ano que vem, a conferir. E se Luxemburgo continuar no Grêmio, a próxima Libertadores será disputada pelos brasileiros, o resto será figuração.

Parabéns a Mayrant, o tricolor do Arubinha, o mais feliz torcedor do grupo. Parabéns!

Quanto a nós, meros mortais, prosseguiremos na sina da luta inglória dos incompetentes. O Vitória tudo faz para não subir; o Bahia, para cair. Ou seja, grande possibilidade de termos Ba x Vi na Segundona, ano que vem.

E aí, pessoal, vamos montar a seleção de 2012?

domingo, 4 de novembro de 2012

LARANJA TRICOLOR

Tudo bem. Nada mais tira o título do Fluminense. O time não tropeça, não dá chance à fraca concorrência. Abelão conseguiu um padrão de eficiência e criatividade que levou o tricolor a um desempenho insuperável no campeonato. Tudo bem, meu Nem, diz a torcida em refrão.

Meu Vasco, time da colina, mergulhou no vale profundo da perdição. Dinamite chegou ao comando do clube carregando a esperança da torcida nas mãos. Cinco anos depois, uma passagem pela segundona, o time está na UTI. Seis derrotas seguidas e o ano findou com a fragata nas rochas. Sem mensalão, ainda.

Neymar mudou de look, fez três no Cruzeiro combalido, viveu seu dia de glória. Continuo achando que ele joga para si mesmo. Tanto faz se o time ganha ou perde, se a seleção ganha ou perde, desde que saiam dribles e gols, tudo bem pro seu marketing pessoal. Ainda não aconteceu nada que altere minha opinião.

Um desconhecido me parou na rua para dizer, ontem, que se o Vitória perdesse o time não desceria no aeroporto. A estupidez não encontra limite. O que sempre importa para quem está na B é subir para a A, não ser campeão da B. E ameaça é crime, não esforço de torcida.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

TED BOY MARINO


Vi este cara lutar telecatch contra Fantomas, Barba Ruiva e muitos outros. Sábado à noite, se não me falha a memória. Lembro até de certa feita em que, embirrado por meus tios preferirem outro programa (Flávio Cavalcanti, Silvestre, O homem do sapato branco?), passei longos minutos fora da casa, soprando fumaça pelas ventas, ao ar gelado da noite. 

Nos meus dez anos de idade, ejetado do sertão para a zona norte de São Paulo, aquilo parecia desenho animado: todos saíam ilesos ao final da pancadaria e estavam de volta na semana seguinte. Tesouras voadoras, patadas atômicas, giros no ar antes de ser atirado pra fora do ringue, mocinhos e bandidos. Ted Boy Marino era do time dos mocinhos. Morreu hoje e parece que foi há tanto tempo.



Foto: Globo.com

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

24 DE SETEMBRO, INESQUECÍVEL



Foi numa terça-feira, em 1969. Faz, hoje, 43 anos corridos sem bola. Esses números me deixam zonzo. Pois parece que a tragédia ainda está acontecendo. 

Atravessamos aquele dia em velório. Desde a noite anterior que Nelsinho morria à míngua no Posto de Saúde. Um gigante que não completara 15 anos.

Nelsinho morreu por volta das 11 da manhã. Seu enterro foi no final da tarde. Embora sua agonia tenha se arrastado por mais de 16 horas, tudo passou como vertigem, sumidouro. E não acaba de passar, na verdade.

Ao pé da cova, num cemitério lotado e já noturno, o prefeito discursou, com o pé direito apoiado no barro fresco ali amontoado. Lembro da exaltação que fez à juventude perdida, ao craque que a cidade não veria mais jogar.

Tremi ao jogar uma mão de terra sobre o caixão de meu irmão. Eu tinha 11 anos e ali aceitei a sina de morrer, também, ainda jovem. Passei dos 15, dos 33 e já me vou em meio à casa dos 50.

Só sei que não quero ser enterrado, isso não. Quero virar cinzas, descer o rio à flor d'água.

De Arubinha, só este papo triste de segunda-feira. E a saudade do maior craque que já vi jogar, meu irmão, Nelsinho.

Não tenho nenhuma foto de Nelsinho vestido a caráter, ou seja, com a camisa do time do Ginásio ou um outro qualquer que tenha defendido por uma partida. Então, fica esta aí, acima, dele desnudo nos braços de nossos pais.

sábado, 8 de setembro de 2012

TREINO PRA COPA E O INCRÍVEL HULK

  1. O amistoso contra a África do Sul foi um treino da organização para a Copa. Mostramos ao mundo, então, como será a Copa: atraso no início dos jogos, confusão com os uniformes dos times, uniforme rasgado antes mesmo de começar a partida, faixa de capitão feita de esparadrapo, atraso na volta do intervalo e, naturalmente, vaias para nossa seleção.
  2. Arrisco meu palpite: se Messi jogar o que está jogando, a Argentina será campeã em 2014.
  3. Neymar é uma celebridade, reafirmo o que disse no post anterior. Muito bem orientado para atuar dentro e fora de campo, Neymar se exibe, jogando suas fichas no faturamento em publicidade, o que lhe dá dinheiro suficiente para iate e jatinho. Bola mesmo, só para firulas. Neymar nunca passará de um Robinho.
  4. Hulk não tem um esquema promocional igual ao do Neymar. Mas rende para a seleção muito mais que o Neymar. Pelo simples fato de que Hulk entra em campo para jogar bola. E fora de campo, prepara-se para jogar bola, e não para desfilar o novo corte de cabelo. 
  5. Perdemos o torneio da Olimpíada porque nosso brilhante treinador sacou Hulk da equipe. Na final, todos se lembram, nossa seleção só jogou de igual pra igual com o México depois que Hulk entrou. E foi de Hulk o único chute perigoso que demos.
  6. Os europeus são uns idiotas, não? Não levaram Neymar, não é? Que idiotas são os europeus: pagaram 140 milhões de reais pelo Hulk, que vai jogar agora no Zenyte, da Rússia. Os europeus não reconhecem um grande craque, pois não? 
  7. Hoje, minha seleção começa com Hulk. E depois vem o resto.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

NEYMAR SE EXIBE

Dizem que o Neymar é o jogador que mais fatura no futebol brasileiro: 3 milhões por mês. A parte maior do bolo vem dos patrocínios e da publicidade.

Neymar precisa se expor para manter esses contratos milionários. Precisa ser o cara da hora, aquele que cria moda.

O técnico do Egito, Hamy Ramzy, disse hoje que o Neymar é um craque, mas precisa jogar mais para o time, se exibir menos.

Ora, caro treinador, exibir-se menos, para o Neymar, é ir contra a ordem natural das coisas. Afinal de contas, e das contas, o futebol é apenas o pretexto para ganhar milhões fora de campo. Exibir-se com o cabelo laminado, ou seja lá o que for aquilo, com tirinhas prensoras (devem estar fabricando milhões delas em algum lugar, neste momento), com aneis, camisetas, pulseiras, calças artisticamente deformadas, tenis turbinado, qualquer coisa customizada, é que se tornou o verdadeiro trabalho do carinha. Neymar já está deitado em nome esplêndido, e fim.

O Santos é a vitrine interna, a Seleção, a externa. Apenas isso.

Neymar joga, sim, para se exibir. Até quando irão bancar o esquema dele, ainda não se sabe, mas a imprensa apoia o Santos, a Europa não tem dinheiro para levá-lo etc. Enquanto isso, Neymar desfila em campo para sua própria riqueza.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O time da minha filha


 
Ontem, a flamenguista aqui torceu pela vitória do Corinthians.

Bem, na verdade, não foi bem uma torcida pelo Corinthians, mas sim pela derrota do Boca Juniors, porque brasileiro que se preze está sempre torcendo contra o futebol argentino, faça chuva ou faça sol.

De qualquer modo, este post é o pagamento de uma dívida. Explico: minha filha Sarah, corintiana, com camisa roxa e tudo (não fui eu que comprei), me fez prometer que se o time dela ganhasse eu escreveria sobre isso no Papo de Arubinha

Pois bem, pago a dívida e confesso: ontem torci, gritei, vibrei pela vitória do time que representava o Brasil (contra a Argentina) na Libertadores da América. O time da minha filha. O Corinthians.

No entanto, no Mundial de Clubes no final do ano, que me perdoe Sarah, mas eu sou Chelsea. Afinal de contas, dentro do meu peito bate um competitivo coração rubro-negro.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

ROMARINHO

O tempo passa e com ele a obviedade. Tudo fica mais complexo, até beber água, ainda mais o futebol. Os jogadores e técnicos ainda são seres humanos, mas não se sabe até quando será assim.

Não se passou um dia da partida em que Romarinho brilhou, fazendo um gol no Boca, em plena Bombonera, e os comentaristas enchem o intestino pra dizer que a estrela da partida foi Tite, o teinador. Porque foi Tite quem deu o padrão de jogo à equipe, porque foi Tite quem fez a substituição que botou Romarinho em campo, porque Tite tem o time nas mãos.

Um espanto, um horror de desinteligência. Um deles, no Sportv, chegou a dizer "ora, quem disse que outro jogador não faria o gol que Romarinho fez?" Pois é, quem diz, não é mesmo Sr. Mente Brilhante de Leviandade? Não há como dizer, mesmo, que outro jogador faria ou não o gol decisivo. Mas o fato sobre que se fala é Romarinho fez o belíssimo gol, e ponto. Não há que arguir possibilidade outra. Fazer isso é calhordice, é buscar o demérito do jogador a qualquer custo, é suspeito, para dizer o mínimo.

Vi a partida, vi o gol e a entrevista que Romarinho deu ao sair de campo: "Comecei no Rio Branco, fui pro Bragantino e agora tou aqui, muito feliz por tá aqui." Mais ou menos isso. Parecia que estava se apresentando ao Corínthians, a voz tranquila, o olhar tranquilo, um garrincha, em síntese.

Quem fez o belíssimo e importantíssimo gol para o Corínthians, foi o Romarinho, não foi o Tite. Aliás, o Tite, aos 21 anos, não faria aquele gol nem em mil tentativas. Quem empatou a partida foi o Romarinho, aproveitando um passe perfeito de Emerson. Mesmo assim, o mérito do gol é exclusivo de Romarinho, por tê-lo executado (o que poderia não ter ocorrido se fosse outro jogador no lance, isso é possível afirmar).

Treinador escala o time e geralmente atrapalha o grupo na escalação e substituição. Quase sempre é assim. 

Quem faz o futebol é o jogador nas quatro linhas. 

Estão fazendo de tudo para reduzir o futebol de Romarinho a um incidente feliz. Entre essas pessoas, o Tite.

domingo, 17 de junho de 2012

EUROCOPA

Tenho visto o desenrolar da Eurocopa. 
Ontem, caiu a primeira candidata ao título, líder do seu grupo até então, a Rússia. A falida Grécia continua na competição.
Tenho visto os esquemas táticos condicionarem os jogadores, feito times de botão dispostos na mesa. No Sportv, um jornalista alemão disse que nosso conceito de "futebol arte" é artificial, que Schweisteiger e Kedira (espantoso: não citou Özil!) são artistas da bola. Não são, obviamente. Da mesma forma, Neymar é peladeiro e malabarista como Robinho foi, puro improviso. Neymar é menudo.
Pelé, Didi, Zico, Tostão, Reinaldo, Ronaldo (o único) foram artistas da bola, constantes em suas especialidades, na execução de seus repertórios, em sua dedicação ao esporte. E foram eles (e outros mais, claro) que colocaram e mantêm o Brasil como a matriz do futebol arte.
Tenho visto na Eurocopa a bola passar de pé em pé, até se perder pela linha de fundo, até ser tomada pelo adversário, ir de pé em pé, voar até a cabeça de um e de outro, e voltar a rolar de pé em pé, bordejando a área, circulando pelo meio, sem que nenhum artista a chame para dançar um solo. Uma chatice.
E a previsão é de que, quanto mais se afunilar, a Eurocopa vai mostrar mais do mesmo ramerrão.
A Eurocopa jamais pode ser chamada de Copa do Mundo sem Brasil e Argentina. Para uma Copa do Mundo faltam Uruguai, EUA ou México, dois ou três países africanos e Japão ou Coréia do Sul, exemplos de futebol bem diverso do maquinismo militarista do futebol europeu, incluindo aí a Espanha.

quarta-feira, 28 de março de 2012

DE FEDERICO

Não comentei à época, faço o registro agora: Matias De Federico foi contratado pelo Corinthians como craque revelação. Veio, jogou uma e outra vez, foi pra reserva, o tempo passou e ele sumiu. No começo de janeiro, naqueles dias de calhau nos jornais, li uma pequena entrevista com De Federico na internet.

De volta à Argentina, De Federico já enfrentava críticas da torcida e da imprensa portenha. Então, De Dederico confessou algo interessante: que ele acreditara no que diziam dele, de ser um craque, e agora constatava que não era nada daquilo, de que não era definitivamente um craque.

De Federico ainda é jovem, talvez esteja passando por uma crise de autoconfiança, de deficiência técnica por motivos físicos, táticos ou de readpatação ao futebol argentino, mas tem a coragem de fazer tal confissão a um repórter. No Brasil, dá-se exatamente o contrário: pernas de pau afirmando-se gênios da bola.

Pelo menos, nisso, De Federico me impressionou bem.

terça-feira, 6 de março de 2012

Messi foi capa da revista Time, King Leo. Leonel Messi foi saudado pela austera revista como "possível melhor jogador de futebol da história", segundo li em reportagem na internet. Tendo a concordar com a revista: já são quase seis anos de futebol em altíssimo nível, com títulos expressivos em campeonatos milhares de vezes mais competitivos que o Paulista e a Taça São Paulo, uma quantidade espantosa de gols por temporada e sem contusões graves até o momento. Citei o Paulista e a Taça São Paulo por conta de Pelé, eleito várias vezes o melhor jogador de futebol da história. Creio que o Messi, com mais uns quatro anos de desempenho semelhante ao atual e pelo menos uma Copa do Mundo com a Argentina, desbancará Pelé do seu trono. E Messi não será mais o "possível", mas o grande Rei.