Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






terça-feira, 27 de setembro de 2011

"Mário, que Mário?"


Em entrevista a uma emissora de rádio gaúcha, ele disse que joga profissionalmente apenas para sustentar a família, que no fundo detesta o ambiente do futebol.  Mário Fernandes, lateral gremista, perdeu o horário do voo que o levaria a Belém do Pará e desistiu de se apresentar a Mano Menezes. Aos 21 anos, emocionalmente instável, Mário tinha vaga garantida ano que vem  nas Olimpíadas de Londres, mas seu gesto jamais será perdoado pela CBF. Em 1996, Arílson, então no Grêmio, abandonou a concentração da Seleção Pré-Olímpica dirigida por Zagallo e jamais vestiu a camisa amarela. A Seleção se ressente dos seus raros desertores e os trata com desprezo e rancor desprorpocionais, sem levar em conta se eles estavam desmotivados, descontentes ou eram incapazes de viver um faz-de-conta. Leandro e Renato Gaúcho também fizeram suas escolhas às vésperas da Copa do México em 1986. Soberbas, tanto as empresas quanto a Seleção, costumam fechar a porta na cara de muita gente, mas não admitem ouvir um "não, não tô a fim".  

sábado, 24 de setembro de 2011

Racismo e exílio


Andrade foi campeão brasileiro em 2009 com o Flamengo e depois disso praticamente desapareceu dos noticiários. Treinou o Brasiliense no ano seguinte, mas o time terminou rebaixado para a Série C. Desde então, o desemprego e o esquecimento. É intrigante que nenhum dos grandes e médios times do Brasil tenha pensado em tê-lo como técnico, deve haver algo errado nos bastidores. O ex-volante rubro-negro alega que sofre discriminação racial, que técnicos negros não têm chance nas grandes equipes. Não menos intrigante. Atualmente, com a exceção de Joel Santana, Luxemburgo e Celso Roth, nenhum outro da mesma etnia comanda os grandes da série A. Pelo menos não lembro de ninguém. E a Seleção Brasileira nunca teve um comandante black em Copas do Mundo. O banimento e a denúncia de Andrade merecem investigação.

domingo, 18 de setembro de 2011

FLU VERSUS BAHIA

Fui ver Fluminense versus Bahia hoje em Pituaçu, e a vitória do Tricolor de Aço foi incontestável. Além da disposição do Bahia em campo, que não deixou o Fluminense jogar, marcando a saída de bola durante todo o primeiro tempo (fruto, creio, da prancheta de Joel Santana), o próprio Fluminense facilitou as coisas para o adversário. Vejamos o que contribuiu para a fácil vitória baiana: 1) sem Mariano pela direita, o Flu cai ofensivamente; 2) sem Diogo à frente da zaga, Gum e Leandro Eusébio ficam muito vulneráveis e, mais cedo ou mais tarde, falham; 3) Gum, numa tarde infeliz, fez um gol contra, cometeu um pênalti e ainda foi expulso (provavelmente não vai dormir hoje); 4) só Lanzini para armar é muito pouco, ele é muito jovem, franzino e acaba sobrecarregado; 5) Ciro apanha da bola o tempo todo, me parece um jogador para entrar no segundo tempo, quando as coisas vão bem e o adversário busca outro resultado, pois só sabe correr e correr; 6) Rafael Sóbis é muito mais jogador que ele e deveria ser titular; 7) o Flu subestimou o Bahia; 8) Abel superestimou a arrancada que levou o Flu ao quinto lugar e, erroneamente, passou a acreditar que tinha o time ideal. De resto, tenho um amigo vascaíno, a quem eu vinha dizendo quase diariamente que o Vasco estava chegando, mesmo quando ainda não era uma ameaça aos líderes... Pois chegou.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"AH, VAI MORRER!"

Deixei passar alguns dias para escrever sobre o ocorrido no domingo passado. Não sobre a partida Fla x Vasco, mas sobre o AVC do Ricardo Gomes. Não sobre o AVC propriamente dito, mas sobre o coro zurrado pela torcida do Flamengo enquanto o técnico era colocado na ambulância. "Ah, vai morrer!", várias vezes zurrado no Engenhão. E fica assim explicado o fato de a torcida do Flamengo ser tão odiada pelas outras torcidas. E vou parar por aqui porque meu estômago já protesta.