Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






domingo, 31 de julho de 2011

TEMPORRADA

  1. Craque não deve ser enquadrado em esquema de jogo. Deve ter liberdade para fazer "o seu melhor". Esquema de jogo é o mesmo que previsibilidade. E craque não sabe ser previsível. O que fica visível mesmo é a estultície do professor na lateral do campo.
  2. Voltaremos mais cedo pra casa sempre que a Seleção for marcada sob pressão. Nossos craques não sabem jogar pressionados. Técnicos do mundo todo já sabem disso.
  3. A seleção do Egito Sub-20 deu um sufoco na brasileira, na estreia do Mundial da categoria, na última sexta-feira. Saímos na frente mas escapamos de uma goleada. Gostaria muito de ver uma seleção brasileira jogando como os egípcios jogaram: marcação forte, passes certeiros, saída veloz, chegada sempre perigosa. Único defeito: pontaria nos chutes. Ainda bem, pois se tivessem acertado 10% das finalizações...
  4. O Vasco deveria pedir à CBF a remarcação de suas partidas para o campo do adversário. Todas. Talvez assim ganhássemos o Brasileirão.

domingo, 17 de julho de 2011

BRASIL DE E-LHANO!

Este time do Brasil é realmente o time de E-lhano, que começou, "despretensiosamente", a série de quatro pênaltis perdidos. E, seguindo com os significados do adjetivo “lhano”, que tem origem espanhola, Thiago Silva foi “delicado”, André Santos (acho que qualquer lateral-esquerdo do Brasileirão é melhor que este cara!) foi “chão”, e Fred, “desafetado”. Posso estar sendo “franco” demais ou excessivamente “simples”, mas, com este time “afável”, ou o Brasil vai ficar pelo caminho, em tudo, ou Mano Menezes, com quem a mídia e o público não serão sempre "amáveis", vai ser substituído. Talvez por Mister (Rato) Muricy Ramalho.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sarriá, o maracanazzo de uma geração


Hoje faz vinte e nove anos de Brasil 2 X 3 Itália. Mesmo tanto tempo depois, meu peito pula uma batida quando revejo o gol de empate de Falcão. Arrepio que me percorre o corpo e me arremessa de volta para aquela segunda-feira trágica. Sinto o cheiro das páginas do álbum de figurinhas Ping Pong, das tabelas de jogos meticulosamente preenchidas, o espaço destinado ao campeão escrito por antecipação, revelando-se uma arriscada profecia: B R A S I L. Revejo a rua colorida e o desenho de Pacheco, o camisa 12, reluzindo na parede da garagem abandonada. Depois daquele dia, me transformei num ressentido, sem ânimo para comemorar coisa alguma. Tornei-me um cínico ao testemunhar as taças erguidas em 1994 e 2002. Nada mais era importante: minha infância fora sepultada naquele 5 de julho.


Foto: Reginaldo Manente / Ag. Estado