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TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






quinta-feira, 5 de maio de 2011

"E NÃO SOBROU NENHUM"

O destino dos clubes brasileiros ontem na Libertadores me lembrou o título de um dos romances de Agatha Christie: E não sobrou nenhum. Na trama, como de hábito, as vítimas vão caindo uma a uma, sucumbidas à sede de sangue do assassino. Na Libertadores, ontem, não foi diferente: um a um, os clubes brasileiros foram batidos pela sede de vitória de seus adversários. O primeiro foi o Internacional, ao qual só bastava o empate em casa: perdeu de 2 x 1. Depois, o Grêmio, que tinha a difícil missão de vencer fora por dois gols de diferença, mas acabou derrotado por 1 x 0. Ao que parece, a possibilidade de haver um Gre-Nal na fase seguinte, se os dois times gaúchos vencessem, entediou seus jogadores, afinal de contas seria Gre-Nal demais, já que a final do campeonato gaúcho os reunirá. Seria algo tão monótono, que um jogador, ao chegar em casa, poderia surpreender o adversário em sua cama... O resultado mais inesperado foi o do Cruzeiro, para muitos até então um time imbatível, já que só vence de goleada. Mas há uma grande diferença entre um time de Teófilo Otoni e o Once Caldas. O certo é que o Cruzeiro se afogou, caiu numa sopa de 2 x 0 em casa para o time que fez a pior campanha da competição na fase de grupos. Por fim, o Fluminense, acostumado a "jogar grande" somente quando está em desvantagem. Com vantagem, recua, se encolhe e, motivado ontem pelo nome do estádio, limitou-se a se defender com chutões e cabeçadas a esmo. Resultado: dois ótimos chutes de fora da área que Ricardo Berna, como de costume, aceitou sem constrangimento. Final: 3 x 0. A verdade é que o futebol brasileiro não mete mais medo a nenhum time. Clubes da Bolívia, Venezuela, Colômbia, do Equador e Peru, com disciplina tática e cara de mau, vêm aqui, fazem bonito e, eventualmente, vencem. Como ontem. Só não podemos dizer que não sobrou nenhum, porque o Santos seguiu em frente, com o típico 0 x 0 muricyano de terça-feira no México. Mas, como seu técnico é mais conhecido pelo epíteto "o Sr. Pontos Corridos", é quase certo que ao fim da próxima fase poderemos dizer "e não sobrou nenhum".

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