Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






terça-feira, 31 de maio de 2011

CALA-TE BOCA

  1. O time reserva do Vasco lidera o Campeonato Brasileiro. E tem o artilheiro da competição: Bernardo, com três gols.
  2. Vou repetir: o time reserva do Vasco lidera o Campeonato Brasileiro e tem o artilheiro da competição. O time reserva!
  3. O time reserva do Vasco tem mais qualidades que o time titular, obviamente. E que os outros times cariocas, também, per supuesto.
  4. O que é a estatística, não? Nada mais burro.
  5. O time titular do Vasco enfrentará o do Coritiba, pela Copa do Brasil, na quarta-feira. Conseguirá repetir o desempenho do time reserva? Incorporará o Jéferson, o Bernardo e o Elton?
  6. De qualquer forma, o time reserva do Vasco terá pela frente o time do Coritiba no final de semana. E o time titular pegará o Coritiba pela proa, novamente, na quarta-feira seguinte.
  7. Se eu fosse o técnico do Vasco trataria de ter apenas um time sob o meu comando. Como está, há o grande risco de o time titular perder a Copa do Brasil e o time reserva seguir líder do Campeonato Brasileiro.
  8. Eu torço para o time reserva do Vasco.

domingo, 29 de maio de 2011

Obrigado, Barça.


Uma homenagem a todos os times do passado que ousaram jogar bonito e não foram campeões. 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Virando a casaca... para o melhor futebol

E continua a festa do Bahia de Feira! Os jogadores, mais uma vez, passearam em carro aberto pela cidade, tiveram um encontro com o prefeito no salão nobre da Prefeitura e foram alvo de tietagem nunca antes vista pelo time.

E todo mundo está querendo pongar nesse feito: o Bahia da capitá, esquecendo seu próprio fiasco no campeonato baiano, resolveu usar seu primo pobre para espezinhar o eterno adversário rubro-negro. O site dos tricolores fez a provocação "todo mundo tenta, mas só o Bahia é penta", e colocou em destaque o escudo do Bahia de Feira. Além disso resolveu contratar três de seus jogadores, como o goleiro-destaque Jair, que já atuou nos três maiores times daqui de Feira.

Agora o cenário do futebol feirense é esse: o Fluminense e o Feirense estão mais apagados do que nunca, precisando de injeções de ânimo e de dinheiro, o Bahia de Feira é a bola da vez, e o Astro/Operários da Famfs respira com ajuda de aparelhos...

Quanto ao Vitória, depois do Lopes literalmente ter ficado de calças curtas durante a partida final do Baianão, a diretoria do time resolveu dispensar o treinador. Óbvio. [?]

A verdade é que o surpreendente feito do Bahia de Feira trouxe mais ânimo para o futebol do interior. Estou curiosa para saber o vai ser feito daqui pra frente. E espero sinceramente que depois de conseguir “contrariar a lógica”, como o presidente o Bahia de Feira disse em entrevista, o futebol feirense não caia no ostracismo.

Que a lógica seja sempre contrariada, então. E que os campos feirenses (arados, com buracos e formigas) digam amém.

domingo, 15 de maio de 2011

O Bahia de Feira não é o Colo-Colo

Enfim, depois de dois jogos em campos igualmente péssimos (um arado prontinho pra plantar feijão e milho, e o outro alagado), o primo pobre do Bahia da capital se deu melhor.

Buzinaço na cidade, feirenses felizes e amanhã bem que poderia ser decretado feriado municipal aqui em Feira, né? :)

O Bahia de Feira não é o Colo-Colo, mas agora para o Vitória dá tudo no mesmo...

"Avante, tremendão! Venha quem for, sou tremendão. Com muito amor, sou campeão..."

O VERDADEIRO BAHIA

Passei os últimos 30 dias dizendo, para brincar com os amigos que são torcedores do Bahia e do Vitória, que o verdadeiro Bahia era o Bahia de Feira... E não é que era verdade?! BAHIA DE FEIRA CAMPEÃO BAIANO DE 2011. Parabéns ao Tremendão!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O TIME DO VASCO

  • O Vasco está na semifinal da Copa do Brasil, o torneio mata-mata tão ao gosto do sumido Tom Correia. É um torneio do qual não participam, ainda, as equipes envolvidas com a Libertadores da América, ou seja, a reunião do rebotalho do ano anterior.
  • Não acredito que o Vasco passe pelo Avaí. Resta aquela possibilidade matemática, que serve apenas como referência. O Avaí tem um goleiro muito bom, o Renan, e outros ótimos jogadores, que formam um time coeso de jogadas mortais. E o treinador adequado, o Paulo Silas.
  • O Vasco tem o melhor goleiro do país, Fernando Prass. A única deficiência do Prass é não ter assessoria de imprensa forte. Não precisava ser tão presente na mídia quanto a Nicole Bahls, mas ter o nome citado vez em quando como goleiro selecionável. O fato é que parece que o Prass nem joga futebol. Os comentaristas o ignoram olimpicamente, como de resto ao Vasco.
  • Tem um ótimo zagueiro, o Dedé, este sim falado, aqui e ali, para a seleção, por algum vascaíno enrustido na figura de repórter de campo. Um zagueiro alto e ágil, que antecipa e cabeceia bem, com boa presença nas áreas e que cobra muito bem faltas. Mais do que fazem os reservas de Lúcio e Thiago Silva.
  • Tem Felipe, um extra-série se estiver bem fisicamente e interessado no jogo. Um jogador ainda capaz de ditar o ritmo da partida e de resolver grandes dificuldades para seu time. Não o fez em clássicos, mas fica sempre a esperança, ou a ilusão, de que possa brilhar a qualquer momento.
  • Tem um centroavante competente, o Elton, que voltou a fazer gols, e ao que parece definitivamente recuperado do ostracismo recente.
  • Fico tentado a dizer que tem um excelente lateral esquerdo, Ramon, mas me falta ânimo. A mesma coisa para o Fagner e o Diego Souza, o estressado.
  • Já o Éder Luís deveria ser sacado definitivamente do time para a efetivação do Bernardo, um que pode se firmar como grande nome do futebol carioca, assim como Zanata, ídolo do Vasco nos 1970 que jamais passou disso. O Éder Luís parece um tatu turbinado: enfia a cara no chão e vai rompendo com a bola até o desastre.
  • Pois é este time, o do Vasco, que representa os grandes do futebol brasileiro na Copa do Brasil. Caíram todos, até o Bonde do Framengo. Avaí, Ceará, Coritiba e Vasco vão lutar pela vaga na Libertadores do ano que vem. Boto minhas fichas no Coritiba, mas vou ficar muito feliz se der Vasco.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"E NÃO SOBROU NENHUM"

O destino dos clubes brasileiros ontem na Libertadores me lembrou o título de um dos romances de Agatha Christie: E não sobrou nenhum. Na trama, como de hábito, as vítimas vão caindo uma a uma, sucumbidas à sede de sangue do assassino. Na Libertadores, ontem, não foi diferente: um a um, os clubes brasileiros foram batidos pela sede de vitória de seus adversários. O primeiro foi o Internacional, ao qual só bastava o empate em casa: perdeu de 2 x 1. Depois, o Grêmio, que tinha a difícil missão de vencer fora por dois gols de diferença, mas acabou derrotado por 1 x 0. Ao que parece, a possibilidade de haver um Gre-Nal na fase seguinte, se os dois times gaúchos vencessem, entediou seus jogadores, afinal de contas seria Gre-Nal demais, já que a final do campeonato gaúcho os reunirá. Seria algo tão monótono, que um jogador, ao chegar em casa, poderia surpreender o adversário em sua cama... O resultado mais inesperado foi o do Cruzeiro, para muitos até então um time imbatível, já que só vence de goleada. Mas há uma grande diferença entre um time de Teófilo Otoni e o Once Caldas. O certo é que o Cruzeiro se afogou, caiu numa sopa de 2 x 0 em casa para o time que fez a pior campanha da competição na fase de grupos. Por fim, o Fluminense, acostumado a "jogar grande" somente quando está em desvantagem. Com vantagem, recua, se encolhe e, motivado ontem pelo nome do estádio, limitou-se a se defender com chutões e cabeçadas a esmo. Resultado: dois ótimos chutes de fora da área que Ricardo Berna, como de costume, aceitou sem constrangimento. Final: 3 x 0. A verdade é que o futebol brasileiro não mete mais medo a nenhum time. Clubes da Bolívia, Venezuela, Colômbia, do Equador e Peru, com disciplina tática e cara de mau, vêm aqui, fazem bonito e, eventualmente, vencem. Como ontem. Só não podemos dizer que não sobrou nenhum, porque o Santos seguiu em frente, com o típico 0 x 0 muricyano de terça-feira no México. Mas, como seu técnico é mais conhecido pelo epíteto "o Sr. Pontos Corridos", é quase certo que ao fim da próxima fase poderemos dizer "e não sobrou nenhum".

segunda-feira, 2 de maio de 2011

QUEM É VICE AÍ?

Para a urubuzada que retomou a chacota do "Vasco, eterno vice", fica o lembrete: meu Vasco foi vice da Taça Rio, mas não foi vice-campeão carioca. Isso é muito importante. O vice-campeão carioca de 2011 foi o Fluminense. Vão encher o saco dos tricolores, lá nas Laranjeiras, que é lugar de guerreiros. Pelo menos, depois das três cobranças de pênalti para fora, escapamos de mais esse vice-título em nossa longa carreira de vice-campeonatos. Meno male.

LIMPEZA NO FLU

Menos um rato, exterminado pelo processo de limpeza das Laranjeiras. A Ratazana Muricy, a mais letal, já está no Santos há algumas semanas, o ratinho inofensivo Émerson, cujo pelo é preto e vermelho, foi dispensado hoje e, em breve, será a vez de Souza, que, dizem, escreveu à FIFA exigindo que a entidade máxima do futebol crie mais uma posição de linha, para ele deixar de ser reserva. Talvez ainda sobre veneno para o frango-rato Diego Cavalieri. Fontes escrupulosas garantem que ele, Émerson e Souza já foram sondados por Mister M. Muricy Ramalho, que os quer com ele na campanha pelo fim do futebol ofensivo no Santos.

domingo, 1 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DO CUSPE NO FUTEBOL OU O CAGAÇO

  1. Well, well, well, como esperava, mesmo torcendo contra, o Quase-perde ganhou dois títulos de presente do Vasco. Time que chuta pra fora três pênaltis seguidos não merece ganhar nada. Melhor dizendo, merece ganhar vaia.
  2. O Vitória, que avança, de cagaço em cagaço, perdeu dentro de casa para o arquirrival.
  3. O que me faz escrever mais uma vez esta obviedade: o preparo psicológico dos jogadores talvez seja mais importante que o preparo físico. Basta acontecer uma decisão por pênaltis para se perceber quão frágeis são nossos jogadores de futebol. Chega a dar dó.
  4. Certos técnicos, como Tite e Mourinho, acreditam que são fundamentais para o desempenho de suas equipes. Quando são, na verdade, causa principal de seus tropeços.
  5. Fosse eu presidente do Real Madrid demitiria Mourinho logo após a partida de quarta-feira contra o Barça. O tal portuga manteve-se de cara fechada, sentado distante do banco de reservas, a enviar bilhetinhos à moda de Jânio Quadros. Enquanto, pois pago para isso, Guardiola comandava seus jogadores da área técnica, promovendo uma alteração fundamental: a saída de Pedro para a entrada de Afelay, autor da jogada que gerou o primeiro gol de Messi.
  6. Mourinho dedicou-se depois a culpar a arbitragem pela derrota de sua equipe. Eu o demitiria por justa causa.
CB, perplexo com os editores de imagem das tevês, que dedicam sua competência a mostrar jogadores cuspindo durante as transmissões.