Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SUBTUDO

Equipes e selecionados brasileiros enfrentam, em competições na sulamérica, a altitude, em alguns países, a violência e o racismo em todos os estádios. Acompanho o futebol brasileiro desde sempre e cansei de ver partidas virarem batalhas em que apanhamos feito meninos desmamados. Nada a estranhar, pois já tomamos porrada dos selvagens de língua travada até mesmo no Maracanã, que o diga Rivelino. Somos estranhos no ninho sulamericano. Nossa raiz portuguesa incomoda a indiada castelhana. Ainda mais por conta da forte presença africana em nossa matriz. Tá bem, concordo, nada disso teria importância se Pelé e sua geração não tivessem colocado o Brasil no Olimpo do futebol. Isso é o que incomoda de verdade os 'hermanos'. E tome porrada em canelas, joelhos, tornozelos, cabeça e honra brasileiros. O que tenho dificuldade em entender são os insultos racistas. De embatucar. O zagueiro Juan e o atacante Diego Maurício têm sido saudados com grunhidos e gritos de "macaquitos" nos estádios peruanos. Isso, em pleno 2011. Leio que a CBF pediu que apurassem os episódios de racismo. Mas pediu para um dos nossos. Ora, deveria pedir para a ONU, para a UNESCO, para alguma ong internacional de direitos humanos; deveria pedir para o governo federal apresentar junto aos governos sulamericanos protesto formal; deveria levar o assunto para as cortes internacionais, algo do tipo; ou que o governo federal retaliasse, em especial a Argentina, a cada episódio de racismo contra nossos atletas, no estádio e na mídia. A denúncia de racismo nos estádios sulamericanos em desfavor do Brasil precisa ser feita em manchete de primeira página, dando nome aos ofensores, e não em nota de rodapé, tratando de investigação caseira. Pro forma. Pura politicagem da CBF.

2 comentários:

M. disse...

Sou fã das crônicas sobre futebol que vocês publicam por aqui.

Mayrant Gallo disse...

Perfeita análise, Carlos!