Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sempre Flamengo



Alumbramento. Sim, essa é a palavra. Eu fiquei alumbrada vendo a emoção do meu irmão mais velho, em um certo domingo dos anos oitenta, diante da TV. Ele assistia a um jogo de futebol e vibrava, gritava, se emocionava  tanto que eu – menina de uns seis anos e já apaixonada pela intensidade – parei para observá-lo torcer por um time que jogava com uma camisa rubro-negra. “Vai, Zico! Eh, Zico!, Viva, Zico!”, era o que ele gritava. Além de alguns xingamentos impublicáveis aos jogadores do time adversário. Aos poucos, eu fui me inteirando sobre o que era o Flamengo, quem era Zico e até aprendi a cantar o hino inteirinho do time. E, assim, foi nascendo e crescendo a minha paixão por esse clube de futebol. Paixão esta que, de verdade, não muda se ele ganha ou se ele perde; se falam mal ou se falam bem (e olha que no meu grupo mais próximo de amigos a maioria é antiflamengo). Hoje, por ironia do destino, sou apaixonada por um vascaíno e, por amor, até torço para que o meu Mengão não vença o Vasco de goleada. 2X1 tá mais do que bom, conforme aconteceu no jogo de ontem. 

Imagem: http://agentecredenciado.blogspot.com

domingo, 30 de janeiro de 2011

BOBOL

  1. Nome não joga futebol. Os clubes não deveriam contratar nomes, portanto.
  2. O Vasco é tão azarado que Ronaldinho Gaúcho não entrará em campo hoje pelo Flamengo.
  3. A final da Copa São Paulo provou mais uma vez que o Flamengo é mesmo o time "quase perde".
  4. Aqui em Salvador não há mais Clube Espanhol nem Clube Português, o fim das colônias. Parece que chegou a vez dos clubes de futebol coloniais.
  5. Também querem demais dos craques vascaínos: que joguem bola em pleno verão carioca.
  6. A draga vascaína começou quando São Januário tornou-se sede do rúgbi brasileiro. Foi isso.
  7. A arrogância do Tite lembra muito Dunga "Por onde anda com tanta zanga?".
  8. Tá na cara que o Tite quer acabar com a carreira do Bruno César. O mesmo que Zagalo fez com Giovanni, em 1998: escalar o 10 como ponta direita fixo. Cabe processo ao Coríntians, por perdas e danos.
  9. Até agora não entendi o autossequestro do Somália, do Botafogo. Terá sido apenas marketing pessoal? Se vira moda, será a única maneira dos craques vascaínos aparecerem na mídia.
  10. O gol japonês do título da Copa da Ásia está no páreo de mais bonito do ano.
  11. Os hermanos indicaram Goeber (o dos gols contra) para a seleção e chamaram Neymar de Neymaradona. Ou seja, estão mais do que ligados no futebol brasileiro.
Imagem: Bol Imagens

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SP: FUTEBOL SUB-40

Nada como um ano após o outro... Não faz muito tempo, e Romário ainda jogava, a imprensa paulista vivia chamando o futebol carioca de Sub-40, por causa dos vários jogadores, tanto nos times grandes quanto nos pequenos, que estavam na faixa dos 35 e 38 anos, entre os quais Edmundo, Valdir, Ramon, Djair, Odvan e o próprio Romário. O curioso é que depois Edmundo voltou para o Palmeiras e a imprensa esqueceu que ele era Sub-40... Agora, os papéis se inverteram. Com as recentes conquistas de Fluminense e Flamengo, os craques estão no Rio: Conca, Fred, Maicosuel, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Araújo, Émerson, Carlos Alberto e outros. Alguns também em Belô, especialmente no Cruzeiro, com Montillo, e em Porto Alegre, divididos entre Grêmio e Internacional. Resta ao Corinthians continuar no "regime" de Ronaldo e Roberto Carlos, e ao São Paulo investir em Rivaldo. É, o futebol de São Paulo virou Sub-40 com dieta pesada. Claro que não estamos incluindo o Santos, pois o Santos não é de São Paulo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SUBTUDO

Equipes e selecionados brasileiros enfrentam, em competições na sulamérica, a altitude, em alguns países, a violência e o racismo em todos os estádios. Acompanho o futebol brasileiro desde sempre e cansei de ver partidas virarem batalhas em que apanhamos feito meninos desmamados. Nada a estranhar, pois já tomamos porrada dos selvagens de língua travada até mesmo no Maracanã, que o diga Rivelino. Somos estranhos no ninho sulamericano. Nossa raiz portuguesa incomoda a indiada castelhana. Ainda mais por conta da forte presença africana em nossa matriz. Tá bem, concordo, nada disso teria importância se Pelé e sua geração não tivessem colocado o Brasil no Olimpo do futebol. Isso é o que incomoda de verdade os 'hermanos'. E tome porrada em canelas, joelhos, tornozelos, cabeça e honra brasileiros. O que tenho dificuldade em entender são os insultos racistas. De embatucar. O zagueiro Juan e o atacante Diego Maurício têm sido saudados com grunhidos e gritos de "macaquitos" nos estádios peruanos. Isso, em pleno 2011. Leio que a CBF pediu que apurassem os episódios de racismo. Mas pediu para um dos nossos. Ora, deveria pedir para a ONU, para a UNESCO, para alguma ong internacional de direitos humanos; deveria pedir para o governo federal apresentar junto aos governos sulamericanos protesto formal; deveria levar o assunto para as cortes internacionais, algo do tipo; ou que o governo federal retaliasse, em especial a Argentina, a cada episódio de racismo contra nossos atletas, no estádio e na mídia. A denúncia de racismo nos estádios sulamericanos em desfavor do Brasil precisa ser feita em manchete de primeira página, dando nome aos ofensores, e não em nota de rodapé, tratando de investigação caseira. Pro forma. Pura politicagem da CBF.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

BATALHAS & CHUVA DE GOLS

Os melhores jogos são aqueles que apresentam reviravoltas no placar; jogos aos quais os times se entregam de corpo e alma para superar situações inesperadas. Como ontem, entre Fluminense e Olaria. O Flu fez 1 x 0, e o Olaria, em menos de dez minutos, virou o placar, obrigando o Flu a ir para a frente e a se esforçar mais. Final: 6 x 2. Gosto disso. Essa coisa de um time vencer por cinco ou seis a zero não é comigo. Prefiro 5 x 3; 8 x 5; 6 x 4. E abomino 0 x 0. Num jogo que termina com placar em branco, os dois times deveriam ser punidos. Prefiro batalhas a jogos tranquilos. Prefiro muitos gols a placares magros. Prefiro dificuldades e obstáculos a jogos corriqueiros, nos quais o time mais forte se sobressai e vence com naturalidade. Por isso sou a favor do fim do impedimento (que só favorece a visibilidade, para o bem ou para o mal, dos juízes) ou então, com a manutenção do impedimento, que se reduza o número de jogadores de linha a nove. É preciso que o futebol volte a promover uma chuva de gols a cada jogo. São os gols que interessam e que levam os torcedores aos estádios. Dribles, firulas e outras jogadas de efeito ou patacoadas só têm um único objetivo: conduzir ao gol ou evitá-lo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PACIÊNCIA, TRICOLORES!

Ontem, pelo Campeonato Carioca, a torcida do Fluminense vaiou o time o tempo inteiro. Mas é só o primeiro jogo, o time do Bangu é bom, arrumado, tem alguns jogadores criativos, teve várias chances de gol e, entre os pequenos, é uma das promessas. Quase no fim, em jogada individual, Tartá achou Fred, e o Flu, a vitória. Todo mundo suou nesta primeira rodada, Fla, Flu, Botafogo, e o Vasco até perdeu para o Resende. Portanto, é preciso um pouco de paciência. A temporada está apenas começando, e o Campeonato Carioca é um ótimo "torneio início" para a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, estes sim as grandes metas do Fluminense em 2011. Aliás, os campeonatos estaduais são atualmente mais "pré-temporadas" com ingresso pago, juiz e bandeirinhas que campeonatos a sério. Ou não?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O FLU TROUXE RONALDINHO GAÚCHO

O Flamengo é um clube muito, muito popular, todos sabemos disso, e, assim, não suporta perder prestígio, seja ele real ou psicológico. Vou ser direto: neste sentido, quem trouxe Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo foi o Fluminense, ao sagrar-se campeão brasileiro de 2010 e levar para as Laranjeiras a taça e as atenções. Ótimo para o Flamengo e melhor ainda para o futebol carioca. Teremos, certamente, um grande campeonato estadual, com Conca, Maicosuel, Ronaldinho Gaúcho e Carlos Alberto capitaneando os Quatro Grandes. Sem falar dos coadjuvantes: Thiago Neves, Fred, Émerson, Felipe, Dedé e outros. Que comece logo o Cariocão, podemos chamar assim, como nos bons tempos do troca-troca de Francisco Horta, que fazia o Flu forte e igualmente todos os demais.

sábado, 1 de janeiro de 2011

A DÉCADA DO FLAMENGO

No Rio de Janeiro, a primeira década do século XXI foi dominada pelo Flamengo. O Fla arrebatou 7 importantes títulos. Atrás, vem o Fluminense, com 4. Depois, Vasco e Botafogo, com dois cada. Resumo: Flamengo (Carioca 2001, 2004, 2007, 2008 e 2009, Copa do Brasil 2006, Brasileirão 2009), Fluminense (Carioca 2002 e 2005, Copa do Brasil 2007 e Brasileirão 2010), Vasco (Carioca 2003 e Campeonto Brasileiro da Série B 2009) e Botafogo (Carioca 2006 e 2010). Se atribuíssemos pontos a estes campeonatos, 20 ao Brasileirão, 15 à Copa do Brasil, 10 à Série B, e 5 ao Carioca, teríamos: 1) Flamengo, 60 pontos; 2) Fluminense, 45; 3) Vasco, 15, 4) Botafogo, 10. No "ranking carioca" do Campeonato Brasileiro, o Fla também é líder: 1) Flamengo (1980, 1982, 1983, 1992 e 2009), 100 pontos; 2) Vasco (1974, 1989, 1997 e 2000), 80 pontos; 3) Fluminense (1970, 1984, 2010), 60 pontos; 4) Botafogo (1968 e 1995), 40 pontos.