Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






quarta-feira, 7 de julho de 2010

NOTAS DA COPA 2

O BOM PASTOR - A Folha de São Paulo revelou a participação de Jorginho no desastre brasileiro na Copa. As fofocas da imprensa eram verdades, enfim. Convocações por amizade e por afinidade religiosa, numa palavra, grupo evangélico; cultos na concentração com presença de pastor; contratação de um tal Gago para espião da seleção, um amigo da igreja; e a pérola que entornou o caldo: foi ideia de Jorginho proibir a ida de esposas, namoradas e familiares dos jogadores para a África, para "manter o grupo focado" - e o grupo descobriu, com a Copa em andamento, que o Jorginho levou a família dele. Foi esse o nível dos bastidores. CULPA DA IMPRENSA - Sim, sempre. A imprensa atrapalha enormemente os ditadores e, por isso mesmo, é por eles odiada. Os palavrões endereçados pelo Dunga ao Escobar valeram para todos os jornalistas, presentes e ausentes. Proibir jogador de dar entrevista em dia de folga foi a novidade, e isso em pleno século 21. Segundo a Folha, os jogadores aguentaram calados para garantirem convocação, escalação e evitar o corte. Dá para entender por que o Gaúcho não foi convocado: não se admite competição, estrela somente o ditador. FIÉIS - Consta que o evangélico mais participativo e empolgado durante os cultos na concentração era o Felipe Melo. E que os "rebeldes" do grupo eram o Kaká e o Robinho, minha nossa! Compreensível, não? GRUPO FECHADO - Assim, ficam esclarecidas convocações exdrúxulas e improváveis. E a ausência de craques indiscutíveis na seleção. A tese do "grupo fechado", alardeada por Dunga, traduzia na verdade a existência de um grupo religioso, de matiz evangélico, formando o núcleo duro (para lembrar uma outra situação desastrosa) da seleção. O que impediu a convocação de novos valores e de craques verdadeiramente rebeldes, ou seja, não-evangélicos. Porque a verdade cristalina é que qualquer grupo de convocados será sempre um grupo fechado, e a inclusão de um ou mais jogadores durante qualquer competição não romperá com a condição de grupo fechado: será um novo grupo fechado, ora bolas. NADA ALÉM DE UMA ILUSÃO - Agora só resta torcer para o Klose não superar Ronaldo. No mais, Holanda merece o título por tudo que fez nesta Copa e nas Copas passadas. A Espanha é novata em fase final de Copa, já fez muito para um futebol de toques pros lados que lembra muito nossa seleção de 1974, liderada por PC Caju: com a bola sempre e gols ocasionais. Ora, por favor, não me venham defender uma seleção que marca um gol por partida, na marra.
Imagem: Bol Fotos

Um comentário:

Jotapê disse...

Concordo contigo, Carlos. Não gosto do futebol de uma seleção que passa mais de 60% do tempo com o domínio da bola e tem uma quantidade minguada de gols.

Os passes verticais sairão de moda caso a Espanha conquiste o título.