Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






quarta-feira, 30 de junho de 2010

UMA OUTRA COPA

Quando a Copa começa a ficar boa, logo termina. Acho que a FIFA ainda não se deu conta de que a Copa seria muito melhor se na segunda fase mantivesse a formação de grupos. Grupo I: Uruguai, Coreia, EUA, Gana; Grupo J: Holanda, Eslováquia, Brasil, Chile; Grupo L: Argentina, México, Alemanha, Inglaterra; Grupo M: Paraguai, Japão, Espanha, Portugal. Se classificariam apenas os primeiros de cada grupo, que fariam as semifinais. Os vencedores destas disputariam a final, e os perdedores o terceiro e quarto lugares. Seriam mais doze jogos, mas, indubitavelmente, uma Copa mais justa, na qual os erros de arbitragem interfeririam menos, pois, se prejudicado num jogo, o time ainda teria dois outros para se recuperar. E os jogos decisivos, do temido mata-mata, ficariam reduzidos a apenas quatro. Na forma como é disputada atualmente, a Copa favorece os erros fatais de arbitragem, pois os jogos eliminatórios desde as oitavas de final são sempre tensos, tanto para os times quanto para os juízes e os bandeirinhas. E a verdade é que, como nos acidentes de avião, que um puxa outro, exatamente por causa do alto grau de tensão que se espalha no ar e em terra, um erro grave de arbitragem geralmente se segue de outro, como aconteceu nos jogos de domingo passado, envolvendo Inglaterra, Alemanha, México e Argentina. No formato atual da Copa, só resta a jogadores e torcedores, muito cedo, a desolação do craque português.

Nenhum comentário: