Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






segunda-feira, 3 de maio de 2010

O resgate da negra

Calma! Não se trata de nenhuma afrodescendente sequestrada, mas de futebol, mesmo. Nos babas de Feira de Santana e nos jogos oficiais do glorioso Hera Futebol Clube (HFC), caso prevalecesse o empate ou o mesmo número de pontos em duas partidas dos mesmos times se enfrentando, independentemente de saldo de gols, o tira-teima era decidido numa terceira partida, denominada “a negra”. Essa prática valia também para os jogos de futebol de botão, e suspeito que vale ainda para os empolgantes jogos de dados e pauzinhos (no bom sentido), o velho palitinho. A clássica sabedoria dos peladeiros poderia servir também ao futebol profissional: uma terceira partida, para efeito de desempate, a negra, última e definitiva prova de quem é o melhor. Já pensaram num terceiro jogo entre Santos e Santo André, pelo campeonato paulista; Bahia e Vitória, pelo baiano, e Internacional e Grêmio, pelo gaúcho? Haja adrenalina. Todos teriam a ganhar, sobretudo as torcidas e os que apreciam uma boa partida de futebol. Uma terceira partida em campo neutro. A fórmula funcionou na antiga Taça Brasil e em outras competições, e poderia funcionar agora. O diabo é esse calendário futebolístico apertado pelos interesses de cartolas, com saldo financeiro bem folgado.

2 comentários:

Tom Correia disse...

Verdade, Elieser, acabaram com as negras e isso me faz lembrar também do "fulminante". Nos golzinhos de rua, quando havia muita gente querendo jogar era decretado: 10 minutos ou um gol fulminante, que a FIFA adotou na Copa de 98 como "morte súbita". Tem gente que não gosta, mas que acentuava o drama das partidas.

Tom Correia disse...
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