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TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






terça-feira, 11 de maio de 2010

Dunga afogou o Ganso

Fiel ao seu velho estilo retranqueiro e subserviente ao pragmastimo de que é melhor ganhar sem espétáculo - um mínimo que seja, afinal, se futebol não for espetáculo, é que porra? -, Dunga deixa de fora da Seleção Brasileira jogadores que fazem a diferença em campo, como Ronaldinho Gaúcho (reserva de luxo ou titular plebeu, em qualquer outro time do mundial), Ganso e Neymar. Leva artistas da bola como Josué, Gilberto Silva, Grafite (será que vai terminar em pichação: FORA DUNGA?)e outros. Escalação, renovação e inovação, no futebol, requerem coragem. Kaká não está em boa forma física e técnica. Não se discute a qualidade do futebol dele. Agora, se ele não conseguir recuperar o bom futebol em um mês, quem vai criar no meio-de-campo, com rapidez, visão de jogo, bons dribles, arrancadas e passes certeiros? Elano, bom marcador, ótimo no desarme? Gilberto Silva, que só sabe destruir? Josué, um Zinho sem enceradeira? Júlio Batista, esforçado e voluntarioso? Hoje, quem faz no Brasil (parâmetro histórico para os demais times do mundial) a melhor ligação do meio-de-campo com o ataque é Ganso, mas ninguém tem coragem de barrar Kaká para colocar o rapaz em campo. Tomara que não aconteça com Kaká o que ocorreu com Raí, na Copa de 2002, sacado para o banco, logo na primeira fase, por deficiência técnica. Ou como Ronaldinho Gaúcho na Copa de 2006: ser o depositário da esperança de título e queimado depois do fracasso. Vamos ver. Dunga não só afogou o Ganso como acertou no Pato (mas este aí, já é outra história).

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