Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






sábado, 15 de maio de 2010

Morais

Quem diria, ele está no Bahia! Ídolo no Vasco (até chegou à Seleção Brasileira), sub-utilizado no Corinthians (no qual um sapato, um nariz e até um caixão de defunto são ídolos: não faltam malucos para apregoarem isso, de Cajurus a Jucas), Morais agora está no Bahia. Provavelmente veio com a indicação de Renato Gaúcho. Os técnicos brasileiros são assim: para onde vão levam a corriola. Um tal Thiaguinho está lá no Fluminense, herança de Cuca, que ninguém sabe onde está, mas que, acho, volta ao Flu em breve, com a saída de Muricy. Seu calvário começará hoje, se perder ou empatar em casa com o clone de Flamengo, Sport e Vitória: o Atlético de Goiás. Mesmo assim, Morais é um ótimo reforço para o Bahia, que carece de um 10.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dunga afogou o Ganso

Fiel ao seu velho estilo retranqueiro e subserviente ao pragmastimo de que é melhor ganhar sem espétáculo - um mínimo que seja, afinal, se futebol não for espetáculo, é que porra? -, Dunga deixa de fora da Seleção Brasileira jogadores que fazem a diferença em campo, como Ronaldinho Gaúcho (reserva de luxo ou titular plebeu, em qualquer outro time do mundial), Ganso e Neymar. Leva artistas da bola como Josué, Gilberto Silva, Grafite (será que vai terminar em pichação: FORA DUNGA?)e outros. Escalação, renovação e inovação, no futebol, requerem coragem. Kaká não está em boa forma física e técnica. Não se discute a qualidade do futebol dele. Agora, se ele não conseguir recuperar o bom futebol em um mês, quem vai criar no meio-de-campo, com rapidez, visão de jogo, bons dribles, arrancadas e passes certeiros? Elano, bom marcador, ótimo no desarme? Gilberto Silva, que só sabe destruir? Josué, um Zinho sem enceradeira? Júlio Batista, esforçado e voluntarioso? Hoje, quem faz no Brasil (parâmetro histórico para os demais times do mundial) a melhor ligação do meio-de-campo com o ataque é Ganso, mas ninguém tem coragem de barrar Kaká para colocar o rapaz em campo. Tomara que não aconteça com Kaká o que ocorreu com Raí, na Copa de 2002, sacado para o banco, logo na primeira fase, por deficiência técnica. Ou como Ronaldinho Gaúcho na Copa de 2006: ser o depositário da esperança de título e queimado depois do fracasso. Vamos ver. Dunga não só afogou o Ganso como acertou no Pato (mas este aí, já é outra história).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O resgate da negra

Calma! Não se trata de nenhuma afrodescendente sequestrada, mas de futebol, mesmo. Nos babas de Feira de Santana e nos jogos oficiais do glorioso Hera Futebol Clube (HFC), caso prevalecesse o empate ou o mesmo número de pontos em duas partidas dos mesmos times se enfrentando, independentemente de saldo de gols, o tira-teima era decidido numa terceira partida, denominada “a negra”. Essa prática valia também para os jogos de futebol de botão, e suspeito que vale ainda para os empolgantes jogos de dados e pauzinhos (no bom sentido), o velho palitinho. A clássica sabedoria dos peladeiros poderia servir também ao futebol profissional: uma terceira partida, para efeito de desempate, a negra, última e definitiva prova de quem é o melhor. Já pensaram num terceiro jogo entre Santos e Santo André, pelo campeonato paulista; Bahia e Vitória, pelo baiano, e Internacional e Grêmio, pelo gaúcho? Haja adrenalina. Todos teriam a ganhar, sobretudo as torcidas e os que apreciam uma boa partida de futebol. Uma terceira partida em campo neutro. A fórmula funcionou na antiga Taça Brasil e em outras competições, e poderia funcionar agora. O diabo é esse calendário futebolístico apertado pelos interesses de cartolas, com saldo financeiro bem folgado.