Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






quinta-feira, 29 de abril de 2010

Jogo pra pirão

Em Salvador, futebol é assim: Quartas de final ou Quintas dos Lázaros.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Essa vinda estava definida"

Meus amigos, essa foi demais! Pelas palavras de Muricy Ramalho, em entrevista ao Globo.com hoje, ele já estava acertado com o Fluminense enquanto Cuca trabalhava. Analisem o que ele disse e me digam se não estou certo: "Quero agradecer à direção do Fluminense. Fiquei muito honrado com o convite. Demorei um pouco para dar a resposta, precisava ser uma coisa mais tranquila. O clube tinha um grande treinador e precisávamos dar um pouco mais de tempo. Essa vinda estava definida, era questão de tempo. Estou muito feliz e vou dar o melhor para o clube estar sempre no lugar que merece: na ponta de cima da tabela". Uma coisa de assombrar esse mundo do futebol...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Letras e gol de letra

O perna-de-pau que ainda teima em afirmar que futebol e literatura não podem formar uma dupla entrosada, como Pelé e Coutinho (Santos), Washington e Assis (Fluminense), Romário e Bebeto (Copa do Mundo de 94) e tantos outros, é bom que olhe a foto ao lado, do Time do Hera, o expressinho futebolístico do Grupo Hera, que por mais de duas décadas editou a revista do mesmo, em Feira de Santana. A turma entendia de letras e de gol de letra. Hera Futebol Clube, em pé: Wilson, Elieser (esse escriba em plena forma física e técnica), Rubens (com pose de dono da bola) e Roberval (com cara de trombador colombiano). Agachados: Leco, Marcos, Brasileiro (com fita a La Douglas) e Juraci (com bigode, somente o bigode, ao estilo Rivelino). Não tinha pra ninguém! Garanto.

Fred e o segundo tempo

Contra a Portuguesa, Fred fez um, fez dois, fez três... Mas, no segundo tempo, o Fluminense, que virou time de um tempo só, foi dando espaço, espaço, e a Lusa meteu dois. Até o final do jogo foi um sufoco danado. Esse é um dos motivos por que Cuca caiu. Depois da partida de ontem, uma reprise de jogos recentes contra Flamengo e Botafogo, fiquei pensando que ele não deveria ter sido demitido. A melhor solução seria trazer o Muricy para treinar o time só no segundo tempo. Quanto à escalação de saída, bem, eles poderiam tirar a sorte na moeda ou implantar a brincadeirinha: hoje eu, amanhã você. Afinal o que é o futebol senão uma grande brincadeira?

Pulgaço

  
Jesús Gomez, atacante do Caracas, é conhecido como La Pulga e desconhecido do resto do mundo. Quarta-feira: Maracanã, feriado de Tiradentes, 50 anos de Brasília. Ele recebe a bola no meio de campo, dá um drible da vaca e parte em velocidade para passar pelo segundo jogador do Flamengo. Já na grande área, aplicou outra finta ruminante no zagueiro e finaliza com um chute no ângulo. Seu time foi eliminado da Libertadores. Pouco importa. La Pulga não precisa fazer mais nada. Que venham seus filhos e netos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Botafoguense feliz da vida

Peladeiro, peladeira, craque e cabeça-de-bagre: Gabriel Saraiva, craque de futebol, que a maca de uma armadilha da família - para a qual "bola era ocupação de desocupado" - tirou do gramado, radioescuta que, com o ouvido biônico colado a um rádio monumental alemão de 12 faixas (do tamanho de uma penteadeira) deu muitos furos jornalísticos, antecipando, para a crônica esportiva da Bahia resultados de jogos nacionais e internacionais. Frases emblemáticas do Professor Saraiva, como é carinhosamente chamado nas ruas de Salvador: "Torço apenas para dois times, Botafogo e Bahia. O resto é complemento"; "O Bahia tem história; os outros têm anedotas". Sobre este personagem, uma das últimas figuras verdadeiramente populares da Bahia, sem ser político ou "populítico", escrevi o livro Gabriel Saraiva, Ouvido de Ouro da Bahia: as peripécias do maior radioescuta baiano (no prelo). Segue, como aquecimento da partida que virá, o trecho inicial:
"Você vai ver que ainda sei dar passe de calcanhar !''
Em tom de desafio, o homem pequeno, rotundo e quase nonagenário, pega uma folha de papel, amassa-a até transformá-la numa bola avariada e, com os passos pendulares de um inusitado pinguim dos trópicos, caminha até o centro da cafeteria de uma grande livraria de um shopping da cidade. Para o espanto da numerosa clientela, em uma jogada que considera certeira. Depois, com uma alegria infantil retorna triunfante a mesa, na qual solidário, aplaudo o lance digno de um craque do passado.
- Agora me diga, se joguei ou não joguei bola? - diz ele
Quem sou eu, ex-peladeiro de rua, para contestar um craque que o futebol perdeu por um desses desvios injustificaveis do destino? Aficcionado pelo futebol, com sua constelação de craques e sua plêiade de pernas de pau, sou obrigado a concordar com o simpático velhinho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Balança

E se foi o Cuca, e lá vem o Muricy, que também irá um dia, para que alguém ocupe o seu lugar. Nada de novo. Nada a ressaltar. A simples balança dos técnicos, que pende conforme os resultados. Como tudo na vida. O Botafogo, que perdera de 6 a 0 para o Vasco, acabou campeão. Na época de Balzac, ele estava por baixo, e Eugène Sue por cima. Hoje, Balzac é a maior expressão do romance francês, com quase cem obras publicadas no mundo inteiro em dezenas de idiomas; e Eugène Sue, uma simples linha de referência num livro panorâmico da literatura francesa, autor de uma única obra relevante e que não se encontra em lugar nenhum: Os mistérios de Paris.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mutcho Loco

A frieza de Loco Abreu para bater o pênalti que decidiu o título para o Botafogo foi algo insano. Sim, claro, lembrou Zidane na final da última copa. A improbabilidade de se bater na bola daquele jeito é o que mais fascina. Já o Flamengo vai precisar da mesma frieza para superar tantas derrotas num espaço de tempo tão curto: Libertadores por um fio, a Taça das Bolinhas, o Hexa e o Carioca.

domingo, 18 de abril de 2010

Ajudinha

Depois de três campeonatos seguidos perdidos para o Flamengo, o Botafogo consegue o título Carioca de 2010, contrariando a todas as expectativas, pois o Flamengo, time de massa e da imprensa, é sempre campeão a priori. Sei não, acho que houve uma ajudinha lá de cima, do Armando Nogueira. Ou tudo não passa de uma feliz coincidência. O Botafogo chegou a 19 títulos estaduais. Congratulações aos alvinegros!

Natália


Acabou agora a final da Super Liga de Vôlei Feminino. Fui obrigado a conferir uma partida realmente histórica. O Osasco há quatro anos sendo vice. Bernardinho do outro lado, ganhando tudo pelo Rio de Janeiro. Mas o time laranja de São Paulo tinha sangue nas veias. E tinha Natália... eu queria ela, com toda sua vibração, jogando na zaga do meu time.

Foto: UOL Esporte

sábado, 17 de abril de 2010

A maldição de Arubinha

Em 1937, depois de ver seu time perder para o Vasco da Gama por 12 a 0, Arubinha enterrou um sapo com a boca costurada no campo do adversário e lançou a maldição: "Que o Vasco não seja campeão por 12 anos!" Nos anos que se seguiram, a maldição parecia se confirmar. O Vasco, apesar de contratar os melhores jogadores e formar excelentes equipes, não ganhava nada. Dirigentes e torcedores começaram então a cavar o gramado em busca do maldito sapo. Em vão. Por onze anos o Vasco amargou o jejum. Até que em 1945 voltou a erguer uma taça. Estava encerrada, com um pequeno desconto, a maldição de Arubinha. Pois Arubinha está de volta! Não com um sapo, mas com um papo. O Papo de Arubinha, um blogue no qual Carlos Barbosa (Vasco), Daniela Rodrigues (Astro), Elieser Cesar (Bahia), Mayrant Gallo (Fluminense) e Tom Correia (São Paulo) escreverão sobre futebol e literatura. Boa sorte, cambada! Nos jogos e nas palavras!