Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A MENTIRA DO FUTEBOL

Léo Rabelo foi dirigente do Flamengo e hoje porta a carteirinha 001 de agente da Fifa. Administra a carreira de 29 jogadores. Não frequenta mais estádios. É de Rabelo a declaração abaixo, extraída de reportagem do Globo On Line: "O futebol que o público vê é uma grande mentira. O jogador de futebol vê dinheiro. Esse carinho, esse amor não existe, é folclórico. Quem balança a camisa quando faz gol, beija escudo, é hipócrita." Oremos.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ONDE THIAGO NEVES VAI JOGAR?

Curioso esse vaivém de certos jogadores... Brasil, Velho Mundo, Brasil de novo, Mundo Árabe e novamente Brasil. Thiago Neves, por exemplo, já esteve por duas vezes no Fluminense. Émerson veio para o Fla, vindo do Mundo Árabe, voltou para ele e agora está no Flu, mas já se fala que ele vai voltar a suar no deserto. A novela com Thiago Neves já se arrasta há semanas. Inicialmente o interesse era do Flamengo, que, insatisfeito com o sucesso de Émerson no Fluminense, pretendia contratacar. E então o Flu reagiu, noticiando um possível acerto com ele, para não ver seu ex-craque com a camisa rubro-negra. Ora, pelo mesmo motivo que Émerson foi para o Flu, o Thiago Neves irá para o Fla: dinheiro ou uma nova oportunidade de jogar no Brasil, brilhar, voltar à Seleção etc. Os jogadores são diferentes, uns mais habilidosos, outros menos, mas seus objetivos são sempre os mesmos e definidos conforme as circunstâncias. Dizem também que Thiago Neves interessa ao Corinthians e ao São Paulo. Na verdade, o jornalismo futebolístico vive disso, de espalhar boatos e colocar este ou aquele jogador neste ou naquele time. Isso vende jornal e bomba os sites e os blogues. E faz crescer a importância do jogador, bem como do seu empresário ou agente. E como o Thiago Neves não gosta disso... Lembrem-se do precontrato que ele anos atrás assinou com o Palmeiras enquanto ainda jogava no Fluminense. Tremenda bulha e visibilidade quase que diária na mídia. Portanto, a pergunta não é onde ele vai jogar, pois isso já sabemos, de antemão: no clube em que tiver mais chances de ser titular, o que exclui o Fluminense, por causa da concorrência acirrada no meio-campo (Conca, Deco, Marquinho, Diguinho, Júlio César e agora Souza) e no ataque, com Fred, Émerson, Tartá, Washington, Rodriguinho, Adriano e possivelmente Araújo. Sendo assim, o destino de Thiago Neves será mesmo o Flamengo; remotamente Corinthians ou São Paulo. A pergunta é: quando Thiago Neves vai parar com este vaivém? Ora, mas se é isso que o anima!, alguns diriam. Talvez... Ou melhor: sem dúvida!

sábado, 25 de dezembro de 2010

VENCEDORES & PERDEDORES DE 2010

OS VENCEDORES DO ANO: 1) Fluminense: depois de 26 anos na fila o Flu conseguiu em 2010 seu terceiro título do Campeonato Brasileiro; e ainda teve o meio de campo Conca, cérebro do time e vencedor de todos os prêmios oferecidos ao melhor jogador do campeonato, entre os quais o de Melhor Meia-Esquerda, Craque do Campeonato, Craque da Galera e Bola de Ouro, da revista Placar. 2) Internacional, que levantou sem muita dificuldade a sua segunda Copa Libertadores; nem a eliminação precoce no Campeonato Mundial de Clubes estremece este feito. 3) Santos: campeão paulista e da Copa do Brasil, time mais badalado do primeiro semestre, com jogadores que de fato desequilibram, como Neymar (maior artilheiro do Brasil) e Ganso (que fez falta na Copa do Mundo). 4) Botafogo, que enfim venceu o Flamengo numa decisão do Campeonato Carioca... 5) Bahia: de volta à Série A do Campeonato Brasileiro, ao passo que teve seu primeiro título nacional (1959) legitimado e riu com a queda de seu maior rival para a Série B. OS PERDEDORES DO ANO: 1) Corinthians, que não ganhou nada no ano do seu centenário, nem mesmo com a ajudinha tradicional dos juízes, e ainda viu seu artilheiro ficar cada dia mais gordo... 2) Flamengo: perdeu o título do Carioca, acompanhou seu goleiro titular, Bruno, transformar-se em assassino e quase foi rebaixado para a Segunda Divisão. 3) Brasil, melancolicamente despachado pela Holanda da Copa do Mundo, com um gol de cabeça de um anão... 4) Internacional, que abandonou o Brasileirão em favor do Mundial de Clubes e não passou do jogo de estreia. 5) Vitória, que ironicamente cedeu seu lugar na Primeira Divisão ao rival Bahia.

JINGLE BALL

  • Leonardo, técnico da Internazionale de Milão. Técnico?
  • Felizmente o Ricky foi parar no Atlético de Minas. Melhor para a imagem do Flu campeão. Melhor para o futebol brasileiro.
  • O Bahia tá virando sucursal do Corínthians. Melhor para o Bahia. Se o Zezinho vier, melhor ainda. O Zezinho é um cracaço e está sofrendo do mal dos baixinhos no futebol atual: de lado, na reserva. E só tem dezoito anos, o garoto.
  • E o nosso Inter? Quando o futebol perde a naturalidade, escapa do universo do jogo e dos jogadores, adquire o peso dos negócios, algo de difícil trato para quem só sabe bater na bola. Torci pro Mazembe na final; como sempre, pelos fracos.
  • E as meninas do Brasil? Um estrupício, a seleção. Desminliguida e fraca. Um drama histórico, ao vivo e em cores. A Marta parece extraterrestre, desses seres que somente a miséria brasileira pode gerar. O gol contra o Canadá, o primeiro, não vi nem Ronaldo fazer.
  • O gol que deu o título à seleção canadense foi um evento que glorifica o futebol. Uma beleza viva, de arrepiar. Fiquei quieto, vibrando por dentro, achando justo tudo aquilo. E sofrendo com as babaquices de locutores e repórteres. E comentaristas, claro.
  • 2011 trará mais e melhores, espero.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1970

Há exatamente 40 anos, no dia 20 de dezembro de 1970, o Fluminense ganhava seu primeiro campeonato brasileiro: o torneio Roberto Gomes Pedrosa, também chamado de Taça de Prata. No time campeão havia os campeões mundiais de 1970, Félix e Marco Antônio, o inesquecível artilheiro Flávio, o ponta-direita Cafuringa, o "reserva de luxo" Mickey, que fez três gols no quadrangular final com Cruzeiro, Atlético Mineiro e Palmeiras, o cabeça-de-área Denilson (que Nelson Rodrigues apelidou de Rei Zulu), o ponta-esquerda Lula e Samarone, conhecido também pelo epíteto Diabo Louro e, não raras vezes, chamado também de Pelé Branco. Samarone foi, aliás, eleito o craque do campeonato. O Diabo Louro de fato desequilibrava e até hoje é lembrado pela torcida tricolor como um dos seus melhores camisas 10, ao lado de Tim (El peón), Rivelino e Assis. Escalação do time base: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson, Didi e Samarone; Cafuringa, Flávio e Lula. O técnico era Paulo Amaral. No último jogo, empate de 1 x 1 com o Atlético Mineiro, e que valeu o título para o Flu, Mickey substituiu Flávio, e Cláudio a Samarone. Mais de 112 mil pessoas compareceram ao Maracanã e "desfraldaram as suas bandeiras tricolores".

domingo, 19 de dezembro de 2010

BRASILEIRÃO 2011

Obviamente que antes do Brasileirão teremos os campeonatos estaduais, que se transformaram nos últimos anos numa "espécie de torneio início" para a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. E assim, com pelo menos quatro meses de distância, o que se vê é um Brasileirão "menos apaulistado". Com as anuais quedas de times paulistas para a Segunda Divisão, e este ano foram mais dois, Guarani e Prudente, afinal teremos um campeonato com somente os três grandes da capital, São Paulo, Palmeiras e Corinthians, e o Santos. A eles se juntam os quatro grandes do Rio de Janeiro, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Vasco, os três grandes de Minas Gerais, Cruzeiro, Atlético e América, os dois grandes do Rio Grande do Sul, Internacional e Grêmio, os dois grandes do Paraná, Coritiba e Atlético, os dois representantes de Santa Catarina, Avaí e Figueirense, dois tradicionais do Nordeste, Bahia e Ceará, e o sobrevivente de Goiás, o Atlético. Curiosamente, em 2010 os três Atléticos frequentaram a zona de rebaixamento e conseguiram escapar. Levando-se em conta que o Avaí também andou naquela zona infernal e escapou, há algo de divino ou de maldito nesta letra A que os inicia... Em resumo: SP (4), RJ (4), MG (3), RS (2), PR (2), SC (2), BA (1), CE (1) e GO (1). Por região: Sudeste (11), Sul (6), Nordeste (2) e Centro-Oeste (1). Só "comendo muito verde" para a região Norte botar, no futuro, um time nesta elite.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

LINDSEY VONN, POPULARIZANDO O ESQUI

A esquiadora norte-americana Lindsey Vonn, de 26 anos, ganhou duas medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, Canadá, e ainda posou para fotos, como esta aqui, o que popularizou e muito o esqui no gelo, inclusive nos países quentes. Melhor dizendo: especialmente nos países quentes.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

FAIXA DO PALMEIRAS AO FLUMINENSE

O mal-educado Andres Sanchez, presidente do Corinthians, cujo nível de esportividade anda pelo pé, deveria se mirar no membro do conselho gestor do Palmeiras, Fábio Raiola, que mandou cunhar a seguinte faixa, com um duplo objetivo (o primeiro de homenagem ao Fluminense pelo título de campeão brasileiro de 2010, e o segundo com intenções comuns aos dois clubes): "O hexacampeão Palmeiras (1967, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994) saúda o tricampeão Fluminense (1970, 1984, 2010)". Educação e esportividade, além de um sutil protesto à irracionalidade da CBF, que insiste em não reconhecer os títulos brasileiros anteriores a 1971, prejudicando a clubes como Fluminense, Palmeiras, Cruzeiro, Santos, Botafogo e Bahia.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

OS MELHORES

A seleção dos melhores do Brasileirão ficou assim: Fábio (CRU), Mariano (FLU), Dedé (Vas), Miranda (SPO) e Roberto Carlos (COR); Jucilei (COR), Elias (COR), Montillo (CRU) e Conca (FLU); Jonas (GRE) e Neymar (SAN). Técnico: Muricy Ramalho (FLU) Craque da Galera: Conca (FLU) Revelação: Bruno César (COR) Craque do campeonato: Conca (FLU) Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF) Conca (FLU) foi o grande vencedor: Melhor Meia-Esquerda, Craque da Galera e Craque do Campeonato.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A CARA DO FLU

Conca Foto: A Tarde On Line

Não adiantou:

Agora é Segundona!

ASCENSÃO E QUEDA do futebol baiano

  • Nos primeiros minutos da partida já era possível prever a queda do Vitória. Os rubro-negros mostravam-se afobados, atuando com precipitação e atabalhoamento típicos dos desesperados.
  • Antonio Lopes foi o grande culpado pela queda do Vitória. Se não pelo que fez antes, mas pelo que fez hoje, começando a partida com os jogadores mais talentosos e experientes no banco, caso de Ramon, Elkisson e Schwenke.
  • O Vitória não perdeu a partida por conta desses milagres que acontecem em campo. Por três vezes o Atlético esteve às portas do gol.
  • Agora o futebol baiano será representado na Série A por um time fraco, o Bahia que, por mais reforços que reúna, corre desde já o risco de voltar à Segundona. E o Vitória não conseguirá manter esse time na Segundona. Grandes emoções o futebol baiano promete ano que vem. Das piores, como sempre.
  • E o Fluminense consagra-se campeão brasileiro numa partida realmente dura contra o Guarani. O que prova que o dinheiro é sempre a maior motivação do ser humano.
  • Parabéns ao Arubinha tricolor Mayrant Gallo pelo título.
CB

DIA DA FAIXA

  1. Hoje o Fluminense coroa sua campanha com a faixa de campeão. Que já deve estar pronta faz tempo. Depois de alguns anos de intensos dramas, o título vem em boa hora para o clube e torcedores.
  2. O Corínthians não pode reclamar de nada. Perdeu pontos decisivos para o Vitória (sem contar outros) na reta de chegada. E ano passado entregou a penúltima partida para o Flamengo só para tirar o Palmeiras da disputa. Bateu lá, tomou cá.
  3. O Cruzeiro também não. Não bateu o Corínthians e perdeu partidas inacreditáveis dentro de casa.
  4. O amante do futebol, sim, tem muito que reclamar. Mas grande parte das reclamações esbarram numa cláusula pétrea: a brasilidade, o tal caráter brasileiro. Como não elegemos Cristovam Buarque, ou outro presidente que tivesse a educação como necessidade primeira e segunda e terceira e quarta e quinta e sexta e sétima e oitava e nona e décima, tem-se que os absurdos recentes se repetirão nos próximos campeonatos. E assim não deveriam querer os deuses do futebol, pelo conhecido gosto deles por tragédias, afastadas do campeonato pelo entrega-entrega.
  5. Do que tenho lido e ouvido, a melhor sugestão é a de programar para as últimas rodadas do campeonato brasileiro os clássicos regionais. Não só teríamos grandes partidas, mas como se anularia o entrega-entrega. Pois seria impossível para o Flamengo (fora da disputa) entregar o jogo para o Vasco; da mesma forma, o Palmeiras para o Corinthians, o Fluminense para o Botafogo, o Cruzeiro para o Atlético, o Grêmio para o Inter, e os outros mais.
  6. Mesmo como está, o campeonato por contos corridos ainda é a melhor fórmula. Que pode, e deverá, ser melhorada.
CB

sábado, 4 de dezembro de 2010

LINGERIE FOOTBALL LEAGUE

Começou nesta sexta-feira, no LA Coliseum, EUA, a Lingerie Football League. O jogo inaugural foi entre o Los Angeles Temptations (atual campeão) e o Dallas Desire. Entusiastas, por aqui, já pedem um Brasileirão no mesmo molde. Feminino, é claro. O presidente da CBF afirma que primeiramente vai consultar a presidente eleita... Foto: UOL.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CHORO DE RICHARLYSON

Rycharlyson, o Ricky, anunciou sua saída do São Paulo. O clube não renovou seu contrato. O atleta foi às lágrimas ao se despedir do time e dos colegas. Lamentou não ter adquirido a simpatia dos 100% da torcida sãopaulina e lembrou os títulos conquistados como tricolor. Deu no Globo On Line. Agora, Ricky procura novo time. Mas parece que não precisará procurar muito: o Fluminense demonstrou interesse no jogador, que foi expulso duas semanas atrás durante a partida São Paulo x Fluminense, segundo consta, por ter xingado o árbitro de "viado". Esta, a cena dantesca que citei em post anterior. Lembram do caso Rui Rei? (CB) Foto: Globo On Line

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

GOIANADA

  1. O Goiás deixou hoje escapar o título da Sulamericana. Com um jogador a mais, venceu por apenas 2 a O o Independientes. Em Avellaneda não terá como segurar o placar.
  2. Aconteceu algo interessante na partida de hoje: a partir dos 12' do segundo tempo, com a expulsão de um argentino, o Independientes passou a fazer cera para garantir o resultado, embora fosse negativo pro time.
  3. E o Goiás, ganhando, não quis arriscar tomar um gol. O que seria desastroso, realmente.
  4. Então, a partida ficou assim: o perdedor fazendo cera, o vencedor trancado atrás.
  5. Os dois times, então, arriscavam contra-ataques estabanados. Que davam em nada.
  6. O futebol tem de tudo, mesmo.
CB. sonado.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

RETARDATÁRIOS E CAMPEÕES

Ora, ora, ora... São Paulo, Palmeiras e Vasco fizeram o que os pilotos (ou carros) retardatários, na Fórmula 1, usualmente fazem: deixaram os líderes passar. O absurdo seria se o Fluminense, na liderança, deixasse o Corinthians passar. Como fizeram, vergonhosamente, e não uma só vez, Massa e Barrichello.

domingo, 28 de novembro de 2010

PARTIDAÇO e uma cena dantesca

  1. Vitória x Atl. Goianiense no Barradão farão a única partida de futebol real na última rodada do campeonato brasileiro. Um partidaço para incendiar o lixão debaixo do Barradão. Como os três times já rebaixados possuem um G no nome, talvez por isso , e somente por isso, o Goianiense caia pra segundona. O psicológico brinca em serviço. Mesmo Grêmio x Botafogo, que disputam uma vaga na Libertadores, não colocarão canelas nos trilhos.
  2. O Fluminense já é campeão brasileiro de 2010. Como afirmei em posts anteriores, o Flu tinha o caminho mais fácil até o título. Contra o Guarani será pro-forma, como se dizia antigamente. Um título decidido nas três últimas rodadas em jogos difícilimos contra times paulistas.
  3. O Flamengo, que esteve seriamente ameaçado de rebaixamento, ainda terminará o campeonato na frente do Vasco. Ô sina desgraçada! Como é difícil ter alegria nesta vida!
  4. O Caio, do Avaí, merece um prêmio qualquer da CBF pelo que fez contra o Santos.
  5. Ah, a cena dantesca fica por conta do eterno tricolor Ricky. Caso aconteça o que apregoa a mídia.
  6. Claro que tudo isso não passa de papo de Arubinha: sarros e previsões esdrúxulas, arrotos de botequim.
CB, enauseado.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ÉPICOS PALMEIRENSES

  1. O Palmeiras reeditou ontem a derrota histórica para o Vasco na Copa Mercosul de 2003, se não me engano. Perdeu para o Goiás pela Sulamericana dentro do Pacaembu, agora sua casa. Um segundo tempo formidável do time goiano.
  2. Rafael Moura, centroavante mediano, comandou o Goiás em todos os sentidos. Reclamou empenho do Douglas no primeiro tempo e pediu a interferência do técnico junto ao companheiro de equipe. O Douglas não voltou para o segundo tempo.
  3. Os comentaristas da Band chegaram a dizer que, com essa substituição, o técnico Artur Neto superou Filipão etc. Nonada. Douglas saiu porque Rafael Moura pediu.
  4. O Goiás venceu porque não deixou o Palmeiras jogar no segundo tempo. E porque jogou muito, com vontade de vencer. E sabemos que basta isso para se chegar à Vitória.
  5. O que me faz lembrar um tema recorrente em meus textos: todo time deveria ter uma equipe de psicólogos para "preparar" os jogadores para enfrentar momentos adversos. Dentro e fora de campo.
  6. Filipão sem voz à beira do gramado - o retrato mais triste do futebol brasileiro este ano. Bem, nem tanto assim. Tem acontecido coisa pior.

domingo, 21 de novembro de 2010

Mão na taça, apesar de tudo...


Dificilmente o Washington de ontem teria perdido o gol que o Washington de hoje perdeu, na pequena área, com Ceni vendido. Catorze rodadas sem marcar afeta o psicológico de qualquer um, ainda mais de quem não é craque. Meno male que deu tudo certo pro Flu, a duas vitórias simples de se tornar o campeão. Muricy, Conca, Fred & Cia. merecem. O improdutivo Washington (de hoje) também.

FAVORITISMO, TALVEZ

Fiz questão de assistir, como na semana passada, aos "melhores momentos" do jogo do Corinthians. E a minha impressão, que persiste desde o início do campeontao, se confirma: a arbitragem sempre dá uma mãozinha ao Volante de Navio, e ainda por cima a imprensa, pois, nos lances dúvidosos a favor do time paulista, raramente os enfatiza, limitando-se a mostrá-los uma única vez ou duas, quando muito. No lance da anulação do gol de Júnior, do Vitória, supostamente em impedimento, os comentários foram lacônicos, e o replay, o pior possível, de um ângulo em que não se pode concluir absolutamente nada. Sendo assim, só me resta afirmar que, mais uma vez, o tal Timão foi favorecido, uma vez que, se não fosse o juiz, tinha saído de Salvador com uma derrota no saco. Quanto ao Vitória, parece abalado pelo êxito do Bahia, que voltou à primeira divisão e merecidamente está de férias há dias, comemorando com seus torcedores a vitoriosa campanha de 2010 na série B. O Vitória não é nem a sombra do time que chegou à final da Copa do Brasil, lutando de igual para igual com o Santos, apesar de todo o poderio deste, àquela altura, com seus "bad boys". É uma pena que, talvez, em 2011, não tenhamos os dois grandes baianos na primeira divisão. Por fim, é uma unanimidade na imprensa a afirmação de que Palmeiras e Guarani vão fazer corpo mole contra o Fluminense, pois não aspiram a mais nada no campeonato; mas Vasco e Goiás, por sua vez, vão endurecer contra o Corinthians, ainda que também não aspirem a mais nada: o primeiro está praticamente garantido na Sul-Americana, e o segundo, rebaixado. Ou eu não sou deste mundo ou a imprensa acha que as pessoas, seus leitores e espectadores diários, são uns imbecis. Não há diferença na tabela: à frente dos dois clubes, e também do Cruzeiro, só há carne morta, excetuando-se talvez o Flamengo, que joga contra o Cruzeiro e que ainda corre leve risco de disputar a segunda divisão em 2011. Mas especulação é uma coisa, e o jogo, outra. Jamais sabemos ao certo o que vai acontecer, mesmo porque há os juízes e os bandeirinhas, e é por isso que a vida é surpreendente. E bela. Um dia após o outro é o bastante para que pulemos do inferno para o céu ou o contrário. Essa ideia de que só o Corinthians tem jogos difíceis, só o Corinthians não é favorecido, só o Corinthians é isso e aquilo... Arre! A imprensa torna-se burra, por não perceber que esta postura parcial tira completamente a credibilidade do campeonato, faz desconfiar o torcedor e só piora o caráter do brasileiro, que já não é dos melhores. Veja-se o comportamento da torcida do São Paulo no jogo contra o Fluminense. Enquanto escrevo este texto, o Vasco, que deve fazer um jogo "duríssimo" contra o Corinthians na próxima rodada, vai tomando 3 x 1 do Cruzeiro. Só no primeiro tempo. Corpo mole? Quem sabe?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mudo Menezes


O assunto está meio passado, mas ainda vale.
Estavam lá Zanetti, o de Vida Eterna; Gaúcho, o Ressuscitado; Neymar, o mais novo bad boy da praça.
O Brasil dominou o primeiro tempo, merecia sair ganhando.
Já o rapaz da foto acertou um petardo de longe que raspou a quina do travessão: só faltou rasgar a bola em duas.
No segundo tempo, Mano não viu que Robinho errava passes compulsivamente.
 Aos 46, o castigo:
O cara dominou a bola, partiu em direção ao gol com rapidez, ajeitou com a canhota letal e saco.

Na volta, Mano não quis falar sobre o jogo (um amistoso, imaginem).
Ele deve ter algum plano infalível para permanecer invicto durante quatro anos. Só pode ser isso.

Tom Correia

[Aos poucos estou de volta, Arubinhas queridos. Consegui escapar de Sobibor]

domingo, 14 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

BBMP

Enfim!

CONCA VERSUS MONTILLO

No futebol, os críticos vivem conforme a maré. Estão sempre palpitando a favor do time que está na frente ou, se têm oportunidade, demonstram sua preferência e sua paixão. Recentemente, li na internet o texto de um crítico, no qual ele revelava, textualmente, que, perguntado quem era o craque do campeonato brasileiro, respondera: "Conca está melhor, mas prefiro Montillo". Ora, perguntavam-lhe quem era o craque, o melhor jogador da competição no momento, o mais regular, daí por diante. Não o mais completo, com atributos mais agudos e refinados ou aquele que, no nosso time, seria escolhido em detrimento do Conca. Isso é confundir as coisas. Não é para votar no nome ou no talento, mas no desempenho. E, desempenho por desempenho, o de Conca é melhor, mais regular, mais coletivo e decisivo. No Cruzeiro, o time trabalha para Montillo, e é por isso que ele faz mais gols. No Fluminense, Conca trabalha para o time. É o maestro, enquanto Montillo talvez seja o solista.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PONTOS CORRIDOS

Parece que Tom Correia conformou-se com a fórmula dos pontos corridos no campeonato brasileiro de futebol. Que sempre defendi, lembro. Os times pegaram o jeito e oferecem este ano uma reta de chegada espetacular. Três times pequenos disputam o título, mas com uma entrega impressionante. Meu Vasco não cairá mais, rá, rá, rá. O Outro corre risco de beijar a lona e disputar ano que vem clássicos contra o Icasa e Duque de Caxias, rá, rá, rá!!! O São Paulo precisa renovar tudo por lá, até o Morumbi. Chega de cenas do Ceni, de repatriados, de Dagos e Randas - que venham os Novos Menudos, para novos títulos. O Casemiro e o Lucas são bons exemplos para o novo time. O Fluminense perderá o título para o Corínthians. A estrela do Ronaldo ainda tem brilho para mais um título. Digo de brincadeira pra ver se pega. O Mayrant já vem dizendo que o Flu não vai ganhar o título faz um tempo. Embora o Deco não tenha jogado mais - ô praga! O Hernanes, craque plural, tem sido o melhor brasileiro na Itália. Isso significaria muito se em Portugal não estivesse brilhando o Alan Kardec, eterno reserva no Vasco. CB, via embratel.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CÃOPEONATO BRAZILEIRO

1 Renê Simões pegou pesado com o Neymar. O garoto quer ser artilheiro, chiou alto e com as pessoas erradas. O clima está sendo criado pra ele zarpar pra Europa, apenas isso. 2 Timão x Flu foi um jogo porreta. Não havia visto no cãopeonato uma partida em que os times evoluíssem no gramado de forma tão elegante e mortal. Parecia uma final de cãopeonato. Mais um ponto a favor dos pontos corridos, viu, Tom? Se fosse uma final à vera, os dois times se trancariam lá atrás etc. e tal. A partir de agora, cada partida do Flu, do Timão e do Cruzeiro, será uma final. E o cãopeonato vai pegar fogo. 3. Dizem que o Bahia será o cãopeão da Segundona. Pra mim, o Bahia se tornará o grande time da Segundona, sempre lá, batalhando. 4. O Vasco quase ganha suas partidas. 5. O Flamengo quase perde suas partidas. 6. Na partida Flamengo x São Paulo, o locutor da TV Globo disse que havia 12 títulos brasileiros em campo. Como assim? Não sabia que o São Paulo tinha tantos títulos nacionais... 7. Alguém aí dá notícia do treinador Dunga?

domingo, 29 de agosto de 2010

NO CHÃO

Começou a Copa do Mundo de 2014 na Bahia. Acabaram (às 10:26) de implodir o estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Estádio da Fonte Nova ou, simplesmente, Fonte Nova; palco da história de vários clubes, e não apenas de Bahia e Vitória, como a imprensa gosta de frisar. Galícia, Leônico, Ypiranga, Catuense, Fluminense de Feira de Santana, Atlético de Alagoinhas e outros marcaram os quase 60 anos do estádio.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

CENA DO CENI

Não pego no pé do Rogério Ceni. Ele é que se entrega a todo tipo de patacoadas, imaginando-se gênio. Desagrada-me goleiro que ajoelha-se para esperar a bola chutada, pelo simples fato de dessa forma se imobiliza, o que não me parece lá muito inteligente. Mas Rogério Ceni acha-se gênio. Irrita-me o golpe de vista, prática antiquada que o goleiro sãopaulino pratica até hoje com toda desenvoltura, por ser um ato de preguiça e de desonestidade para com o time e a torcida - ficar olhando a bola entrar não deve fazer parte do repertório de um bom goleiro. Mas Rogério Ceni acha-se gênio. A pegadinha foi vilanizada pela Fifa, entidade que não preza pela transparência e que não ama o futebol. Muitos craques recorreram à pegadinha para superar a flagrante ilegalidade que os goleiros cometiam ao se adiantarem antes de a bola ser chutada. Rogério Ceni adiantava-se sempre quando defendia e utilizava a paradinha quando cobrava, revoltando-se contra os que faziam o mesmo. Rogério Ceni pode, ela acha-se um gênio. A mais recente cena do Ceni foi retirar do seu próprio time a última chance que tinha para fazer o gol que daria passagem para a final da Libertadores. Foi no último minuto da partida contra o Internacional, na quarta passada. A pretexto de ajudar a sair o gol, Ceni impediu insistentemente o goleiro do Inter de jogar. Atrasou a cobrança e fez falta e a partida acabou e o São Paulo está fora da final. Mas Rogério Ceni acha-se um gênio. Tenho dúvida, agora, se o São Paulo terá em Ceni um bom cartola. Mesmo sendo pessoa mais que qualificada para a cartolagem. É que Rogério Ceni acha-se gênio.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

SALADA MISTA

1 A convocação do Mano espantou até as moscas. De alguns jogadores, confesso, desconheço origem e talento. Creio que não precisava tanto. Renovação sem experimentalismo talvez fosse a melhor pedida. Afinal, a convocação servirá apenas para o jogo contra os EUA. Que, aliás, tem tudo para aplicar uma goleada nos canarinhos. 2 Um time baiano terá hoje a oportunidade de botar a mão na Copa Brasil novamente contra o Santos. Em 1958, foi o Bahia de Alencar e Roberto Rebouças, que ficou com o caneco; agora, o Vitória de Ramon e Junior, que, enfim, está habilitado a conquistar seu primeiro título nacional. Tem chance porque o time do Santos voltou das férias compulsórias meio chapado. E, noutra leitura, com a convocação do trio "Ganeyro", a chance do Vitória pode azedar. 3 Não entendi a convocação dos "europeus", posto que estão iniciando temporada depois de férias. 4 Ser gaúcho agora é condição para ser técnico da Seleção Brasileira? 5 E o Tom Correia nesta Copa? Alcançou sua obra-prima em termos de mistério?

sábado, 24 de julho de 2010

MURICY, MANO MENEZES E A CBF

Na Seleção Brasileira, entre Muricy Ramalho e Mano Menezes, eu prefiro Muricy. Mas no Fluminense eu também prefiro Muricy. E eu prefiro o Fluminense. Portanto, me satisfiz com a decisão do Fluminense, que, aliás, eu previ. O Flu tem um projeto, e esse projeto inclui um grande técnico. Não podia prescindir do Muricy, ainda que fosse para a Seleção Brasileira. E além do mais a CBF não merece que o Flu o liberasse. Seu presidente é despótico e cheio de soberba. Além de escorregadio: permite influências externas na Seleção e ignora (ou ignorava) o desejo do torcedor, há tempos, de ter uma Seleção mais brasileira, sem os "estrangeiros", aos quais a nossa camisa e o nosso povo não dizem mais nada, pois eles têm tudo: dinheiro, fama, prestígio, o mundo inteiro aos seus pés. Não torço pela Seleção Brasileira desde o fim da Copa do Mundo de 1986. Mas eu torço pela seleção de vôlei, de basquete, de handbol... Não creio que, sendo assim, eu seja o problema. Congratulações ao Muricy por cumprir sua palavra, em especial nesta época em que, ao que parece, só os bandidos têm palavra. E congratulações ao Fluminense por não liberá-lo. Esse é um problema exclusivamente da CBF, do Sr. Ricardo Teixeira, que, se em geral não ouve ninguém, não tinha motivos para ouvir o Flu antes de falar com Muricy. Houve, portanto, um atalho que foi decisivo para que o Fluminense não se sensibilizasse. Enquanto o Sr. Ricardo Teixeira estiver no poder e a Globo, com seus insuportáveis locutores, continuar a reger a Seleção Brasileira, não engrossarei a torcida por 2014.

domingo, 11 de julho de 2010

ESPANHA CAMPEÃ DO MUNDO

E tinha da que ser assim, contra a Holanda, e do jeito que foi, com o juiz agindo parcialmente, enchendo a Holanda de cartões amarelos e poupando o time de moçoilas de sapato de vidro da Espanha, que não aguentam um tranco. Um escanteio a favor da Holanda não dado pelo péssimo juiz (o pior de todas as finais de Copas do Mundo a que assisti), e sem que a Holanda reclamasse, pois não é de reclamar, um ataque e, por fim, o gol espanhol. Carlos Barbosa já havia dito aqui, e eu reforço: a Espanha é só toquinho, toquinho, sem muita objetividade (lembra o que o Brasil tem de pior), capaz apenas de um gol por jogo, mas caiu nas graças da FIFA, da Globo, dos africanos e até do Polvo. Não foi a Espanha que ganhou; foi a Holanda que perdeu. Que assim seja!

HOLANDA

Meu palpite vai para a Holanda, campeã. E para Müller, como revelação. Apostei em Schweinsteiger como craque da Copa. O craque da Copa nem sempre sai do time campeão, como foi o caso de Kahn, em 2002, e de Ronaldo, em 1998. Mas do time que ficou em terceiro me parece difícil. E aposto num 0 x 0 para a partida de hoje. Decisão nos pênaltis. Uma boa Copa do Mundo, com alternativas na classificação em cada etapa, sem uma seleção hegemônica, com destaques variados e grandes momentos de emoção nas partidas. Considero o time da Alemanha surpreendente, com uma proposta de jogo ambicionada por Dunga e realizada ocasionalmente pela equipe brasileira. Mas uma seleção, definitivamente, não pode depender de um craque. A ausência de Müller, o segundo passe no contra-ataque, na semifinal, tirou da Alemanha o título. Mas sairá com o melhor ataque da competição, sem ter a melhor defesa (lembram de uma seleção do passado assim?), e, provavelmente, com um dos artilheiros e o craque da Copa, este último com poucas chances. Os africanos precisam de mais leveza e objetividade, como sempre. Ou seja, não evoluíram quase nada nos últimos anos. Quanto ao Brasil, tem o título de 2014 desde já ameaçado. Não me perguntem por quem ou pelo quê.

sábado, 10 de julho de 2010

DISCURSOS

"Não dá para dizer que são as duas melhores seleções. A Espanha não apresentou um futebol convincente, e a Holanda está longe de ser aquele time de Cruyff, que encantou a todos na Copa de 74", disse o Sr. Presidente Luís Inácio Lula da Silva. Mas, se o Brasil fosse um dos finalistas, seríamos uma grande seleção, e o nosso adversário, tão grande quanto, para que tivesse ainda mais valor a nossa vitória.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

2014 JÁ TÁ NO AR

Não posso negar: achei bonita a logomarca da Copa do Mundo 2014, a brasileira. As mãos que se aglutinam transmitem muito bem o ideal de união, o esporte futebol, a bola na mão do goleiro e, ainda, uma árvore frondosa, ou seja, a floresta que o mundo vê no nosso mapa. Tudo em verde-amarelo, bacana demais. Agora, precisamos honrar esta imagem. E o Teixeira diz que nosso problema resume-se a aeroporto, aeroporto, aeroporto. Eu diria estádio, estádio, estádio, mas eu sou ingênuo. Não diria "uma seleção verdadeiramente brasileira" três vezes seguidas por conta do ritmo ruim que a frase teria, mas este é o nosso maior problema, sem dúvida.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NOTAS DA COPA 2

O BOM PASTOR - A Folha de São Paulo revelou a participação de Jorginho no desastre brasileiro na Copa. As fofocas da imprensa eram verdades, enfim. Convocações por amizade e por afinidade religiosa, numa palavra, grupo evangélico; cultos na concentração com presença de pastor; contratação de um tal Gago para espião da seleção, um amigo da igreja; e a pérola que entornou o caldo: foi ideia de Jorginho proibir a ida de esposas, namoradas e familiares dos jogadores para a África, para "manter o grupo focado" - e o grupo descobriu, com a Copa em andamento, que o Jorginho levou a família dele. Foi esse o nível dos bastidores. CULPA DA IMPRENSA - Sim, sempre. A imprensa atrapalha enormemente os ditadores e, por isso mesmo, é por eles odiada. Os palavrões endereçados pelo Dunga ao Escobar valeram para todos os jornalistas, presentes e ausentes. Proibir jogador de dar entrevista em dia de folga foi a novidade, e isso em pleno século 21. Segundo a Folha, os jogadores aguentaram calados para garantirem convocação, escalação e evitar o corte. Dá para entender por que o Gaúcho não foi convocado: não se admite competição, estrela somente o ditador. FIÉIS - Consta que o evangélico mais participativo e empolgado durante os cultos na concentração era o Felipe Melo. E que os "rebeldes" do grupo eram o Kaká e o Robinho, minha nossa! Compreensível, não? GRUPO FECHADO - Assim, ficam esclarecidas convocações exdrúxulas e improváveis. E a ausência de craques indiscutíveis na seleção. A tese do "grupo fechado", alardeada por Dunga, traduzia na verdade a existência de um grupo religioso, de matiz evangélico, formando o núcleo duro (para lembrar uma outra situação desastrosa) da seleção. O que impediu a convocação de novos valores e de craques verdadeiramente rebeldes, ou seja, não-evangélicos. Porque a verdade cristalina é que qualquer grupo de convocados será sempre um grupo fechado, e a inclusão de um ou mais jogadores durante qualquer competição não romperá com a condição de grupo fechado: será um novo grupo fechado, ora bolas. NADA ALÉM DE UMA ILUSÃO - Agora só resta torcer para o Klose não superar Ronaldo. No mais, Holanda merece o título por tudo que fez nesta Copa e nas Copas passadas. A Espanha é novata em fase final de Copa, já fez muito para um futebol de toques pros lados que lembra muito nossa seleção de 1974, liderada por PC Caju: com a bola sempre e gols ocasionais. Ora, por favor, não me venham defender uma seleção que marca um gol por partida, na marra.
Imagem: Bol Fotos

ENQUANTO ISSO...

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terça-feira, 6 de julho de 2010

O CRAQUE

A não ser que a FIFA tome uma decisão espírita, o craque da Copa sairá de um desses três jogadores: Schweinsteiger, Sneijder e Villa. É o que a imprensa vem delineando. Sneijder sai na frente porque já está na final. O alemão e o espanhol vão se "matar", e então tudo será definido na grande final, domingo. Quem comer corda, dança. Quem puxar o ouro, entra para a história. Chego a essa conclusão, porque os três estão bem. Diferentemente da Copa passada, na qual Zidane se sobressaiu, e a Itália brilhou coletivamente, sem nenhum destaque individual maior.

sábado, 3 de julho de 2010

NOTAS DA COPA

  1. CRAQUE DA COPA - Se fosse o Robinho a driblar e a levar a bola até a linha de fundo e tocar pra trás para um companheiro fazer o gol, a imprensa brasileira estaria falando, e falaria até o fim dos tempos, da jogada de gênio, de GÊNIO!!!!, feita por um dos maiores craques da história etc. e tal. Mas quem fez a tal jogada foi um alemão, Schweinsteiger, hoje, na partida contra a Argentina. Este é o meu craque da Copa, pelo que fez até agora (foto).
  2. NA ADVERSIDADE - O que passa na mente de um argentino, paraguaio, uruguaio e de qualquer europeu quando sua seleção está perdendo: "Puxa vida, precisamos empatar, virar o jogo, ganhar a partida, precisamos ir pra frente, lutar, vamos lá, precisamos lutar!" O que passa na mente de um brasileiro quando a seleção está perdendo: "Porra, puta que pariu, estamos fodidos, porra, não vai dar, que merda, acabou, acabou, que merda, porra, não vai dar mais."
  3. DEUSES DO FUTEBOL - Os "Deuses do Futebol" atuaram ontem na partida de Gana, empurraram a Jaburana até o travessão, castigaram o país africano de forma cruel, criaram um momento histórico inesquecível. "Eles" cuidam muito bem do futebol com esses momentos espetaculares e dolorosos. Se eu fosse um "Deus do Futebol" defenderia a tese na reunião de amanhã no Olimpo de que é chegada a hora de recompensar a Holanda. E nada melhor do que contra a Alemanha - tida como melhor seleção da Copa - em uma final que reedite aquela em que a Holanda foi cruelmente castigada em 1974.
  4. GOGÓ - Definitivamente, não se ganha uma partida, muito menos título, na garganta. Como dizia Juarez Soares, "jogo é jogado e lambari é pescado".

TETRACAMPEÃ?

Quem vai afundar o Bismark? Holanda, Uruguai, Espanha? A verdade é que neste Alemanha 4 x 0 Argentina parece que somente um time jogou, tal a sua superioridade. No meio-campo, na defesa, no ataque, a supremacia foi total. E os mesmos críticos (Casagrande, Caio e Falcão) que antes diziam que a Alemanha não era tudo isso, que era até um time previsível, agora a estão exaltando. Eh, gente que só sabe comentar conforme os resultados! Não compreendem (ou não querem compreender) que futebol é circunstância; que esta mesma Alemanha quase perfeita de hoje pode, amanhã, numa jornada ruim, em que nada dá certo (como contra a Sérvia), perder e dar adeus ao título. Espero que não, para o bem do melhor futebol. Como na Copa passada, quando a Itália engrenou e começou a ganhar, inclusive da própria Alemanha na semifinal, acho que teremos um outro Tetracampeão.

TODA ARROGÂNCIA DEVE SER PUNIDA

1)Primeiro, a arrogância de Dunga, o nanotécnico; agora, a de Maradona, o não-técnico. 2)Segundo, a do talento individual, que em um jogo coletivo pretende ser a única solução. Esquecem-se do maior jogador de futebol da história, Pelé, que sempre jogou para o time, para a seleção. E aqui repito o que sempre disse: não convocaria Robinho e similares, firuleiros egoístas improdutivos para a equipe e muito eficazes no marketing pessoal e nos contratos publicitários e em transferências europeias. 3) Teceiro, a das estatísticas históricas, pois a estatística que interessa é a produzida pela seleção atual - a estatística da Holanda impressiona desde as eliminatórias e a da Alemanha dentro desta Copa. 4) Quarto, a da improvisão latina, diante de um planejamento eficaz, em todos os momentos das partidas, demonstrado pelo modelo alemão - em tudo muito parecido com o da Holanda de 1974.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PÉROLAS DA GLOBO

"Atacagana!" (Cléber Machado)

INCRÍVEL

Nem o pé-frio de Mick Jagger, nem a eliminação do Brasil: o inacreditável de hoje fica por conta dessa derrota de Gana. Por Deus, o que foi isso?

MINHA TORCIDA PELA BOLA

Leiam minhas postagens anteriores, está tudo lá. Não, a Globo não vai demitir Dunga. A saída de Dunga já estava marcada para o final da Copa. Leonardo é o nome que vazou como futuro treinador da seleção. Não me disse nada o fato de Dunga ter barrado a entrada da Sra. Bernardes na concentração. Consta que Robinho foi afastado da partida contra Portugal porque deu entrevista no dia de folga, em um shopping, para a TV Bandeirantes. Aliás, depois disso não houve mais folga. Abomino toda forma de autoritarismo. A melhor definição foi dada pelo Casseta ao identificar a concentração brasileira como Concentração de Máxima Segurança. O futebol tem um só caminho; a ridicularia brota de todo lado quando não se privilegia o futebol. Minha torcida agora fica para a atuação mais impressionante, imprevisível e espetacular da Copa: a da Jaburanga. Torço agora pela bola. E contra a Argentina, é claro.

CONSEQUÊNCIA

Holanda 2 x 1 Brasil. Agora a Globo vai ter motivos para demitir o Dunga...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

UMA OUTRA COPA

Quando a Copa começa a ficar boa, logo termina. Acho que a FIFA ainda não se deu conta de que a Copa seria muito melhor se na segunda fase mantivesse a formação de grupos. Grupo I: Uruguai, Coreia, EUA, Gana; Grupo J: Holanda, Eslováquia, Brasil, Chile; Grupo L: Argentina, México, Alemanha, Inglaterra; Grupo M: Paraguai, Japão, Espanha, Portugal. Se classificariam apenas os primeiros de cada grupo, que fariam as semifinais. Os vencedores destas disputariam a final, e os perdedores o terceiro e quarto lugares. Seriam mais doze jogos, mas, indubitavelmente, uma Copa mais justa, na qual os erros de arbitragem interfeririam menos, pois, se prejudicado num jogo, o time ainda teria dois outros para se recuperar. E os jogos decisivos, do temido mata-mata, ficariam reduzidos a apenas quatro. Na forma como é disputada atualmente, a Copa favorece os erros fatais de arbitragem, pois os jogos eliminatórios desde as oitavas de final são sempre tensos, tanto para os times quanto para os juízes e os bandeirinhas. E a verdade é que, como nos acidentes de avião, que um puxa outro, exatamente por causa do alto grau de tensão que se espalha no ar e em terra, um erro grave de arbitragem geralmente se segue de outro, como aconteceu nos jogos de domingo passado, envolvendo Inglaterra, Alemanha, México e Argentina. No formato atual da Copa, só resta a jogadores e torcedores, muito cedo, a desolação do craque português.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

ADMITO, INSISTO

1) Sou forçado a reconhecer que a bola não atrapalha o futebol de Argentina e Alemanha. Parece que da Holanda, também. Na partida de hoje, contra o Chile, foi ostensiva a briga entre a bola e jogadores brasileiros. Ou seja, craques argentinos e alemães compreenderam a bola, a amansaram e a controlam com desenvoltura. Por que os nossos não? 2) A bola é veloz. Quando quica no chão, dobra a velocidade. A solução que argentinos e alemães encontraram foi a óbvia: lançar ou enfiar a bola em cavadinhas, reduzir ao máximo a diagonal descendente, evitar correr atrás da jaburana. Até Klose, tido como jogador limitado tecnicamente, já aprendeu isso. Por que os nossos não aprendem? 3) A resposta também é óbvia: "sempre ganhamos jogando assim, ganharemos de qualquer jeito, com brasileiro não há quem possa etc etc...". Aprender é difícil, aprender dói, cansa, exige esforço intelectual etc. Até agora tem dado certo na tora, veremos adiante. 4) Confesso que tenho torcido para o Klose não bater o recorde do Ronaldo. Reconheço que tá difícil isso não acontecer. Mas não torcerei para a Argentina tirar a Alemanha e Klose da parada. A Alemanha tem melhor time, craques à altura da Argentina e um técnico comedor de meleca, o que é melhor que cheirar certos produtos químicos, não? 5) Júlio César, Lahm, Lúcio, Juan...Schweinstager, Özil, Muller, Messi... Por essa pequena lista a Alemanha parte na frente quanto aos craques da Copa. E todos no meio do campo, onde as partidas são decididas.

JUAN

Nada melhor que um gol de cabeça achado depois de um escanteio, quando ninguém esperava coisa alguma, muito menos um gol... Início da vitória do Brasil e prêmio para Juan, sem dúvida um dos melhores zagueiros da Copa. O que veio depois foi treino de luxo para o jogão contra a Holanda. E aí é que vamos ver se o Brasil tem time, pois até aqui Coreia, Costa do Marfim, Portugal e Chile foram só aquecimento. Começou a Copa!

domingo, 27 de junho de 2010

FIM DE CARREIRA

1) A FIFA prometeu estudar a Jaburana. Pra quê? Ninguém vai usar a bola em outras competições... 2) Dois árbitros botaram hoje ponto final em suas carreiras de canastrões: Larrionda e Rosseti. Grotescos, patéticos, infames. As confederações bretã e mexicana deverão pedir o afastamento do futebol dos dois farsantes e seus auxiliares. É o mínimo. 3) Alemanha e Argentina promoverão uma bagaceira em campo. Nada do que a gente espera. 4) Coisa boa é um Chi-Chi Le-le para afastar crise na seleção brasileira. 5) Özil, outro nome obrigatório na seleção da Copa. Um excelente meia canhoto. Agora, imaginem se Paulo Henrique Ganso estivesse na Copa... 6) Babaquice de hoje: "Klose é excelente mas limitado tecnicamente". Se Özil tivesse sido o autor das duas enfiadas que geraram o segundo e o quarto gols da Alemanha seria saudado como gênio. Mas como foi o Klose o autor dos lançamentos exaltaram quem deu o passe final.

Quem quer ver o Maradona pelado?

A seleção da Argentina nunca se importou pela forma de ganhar um jogo. Ganhar, ganhar, ganhar: isso é o que realmente importa. Jogar bem pode ser mero detalhe. Então por que se discutir tanto sobre “la mano de Dios” ou o mais novo “o impedimento de Deus”? Essa é a lógica dos espertos, claro!

Importa mesmo falar que o México quase fez dois gols logo no início da partida? Que jogou melhor durante grande parte do jogo? Que o primeiro gol da Argentina foi ilegal, ilícito, antijurídico e culpável? Que o segundo gol foi inacreditável, porque partiu de uma falha da zaga mexicana tão absurda? O que importa tudo isso se o terceiro gol foi tão lindo, tão lindo – muito diferente de quem o fez –, que anulou tudo isso, certo? Certo?

Está tudo bem... a Argentina ganhou mais uma vez. Confesso que esperava um placar parecido, mas claro que não dessa forma. Culpa do erro da arbitragem, logo no início do jogo? Quem pode negar? Quem pode afirmar? O fato é que a sensação de um erro assim, claro e absurdo, para um jogador é realmente terrível. A vista obscurece, a garganta trava, o corpo enrijece de tão tenso e fazer uma besteira torna-se fácil, fácil. Mérito daquele que supera isso e dá a volta por cima, ganhando o jogo. Não foi o caso do México hoje.

Alemanha e Argentina era o jogo que eu esperava. E agora espero qualquer coisa mesmo, porque pelo menos já sei de antemão que nessa Copa qualquer coisa pode acontecer...

FORÇA ALEMÃ

Ao golear a Austrália e depois perder para a Sérvia, a Alemanha foi do topo e ao chão em pouco tempo. Mas bastou um boa vitória contra Gana, na última rodada, para o time voltar aos eixos. Hoje, apesar do gol legal que o juiz não validou para os ingleses, a Alemanha mostrou o que trouxe para esta Copa: leveza, agilidade, técnica e objetividade. E é um truísmo afirmar que cada jogo é um jogo diferente, com seus percalços e incidentes circunstanciais. Um grande time é aquele que sai mais ou menos ileso dessas adversidades. Pelo que vi da Alemanha nos quatro jogos, ela é assim, capaz de golear quando é possível, perder de pouco num jogo infeliz e ganhar funcionalmente como fez contra Gana. No jogo de hoje ficou evidente que o time alemão é ótimo e está muito bem treinado. Defesa, meio-campo e ataque parecem harmônicos e há jogadores técnicos, que jogam para o time, sem firulas. Candidatos à seleção da Copa: Özil (hábil e incansável, chutando indiferentemente com as duas pernas, está sempre em movimento, constituindo-se numa ameaça constante para os adversários), Lahm (experiente, solidário, firme, técnico, um líder em campo) e Schweinsteiger (cabeça-de-área que nem o Brasil possui, que combate, apoia e municia o ataque, passando a bola sempre com precisão).

sexta-feira, 25 de junho de 2010

NANOTÉCNICO

1) Dunga, um nanotécnico. Montar uma equipe sem alternativas de jogo, desprezar jogadores criativos, impor regime de isolamento, apelar para o patriotismo (último refúgio dos canalhas), tudo isso traduz o nanotécnico Dunga. 2)Duas Copas, classificação antecipada para esta Copa Mundial, conquistas que alçaram a cabeça do nanotécnico à altura de um...de um...Queiroz, por exemplo. Quem acompanha futebol sabe como tem sido pedregoso o caminho da seleção do Dunga. O único feito 'técnico' do Dunga foi a escalação de Daniel Alves na armação, o que deu certo nas finais das Copas América e das Confedereções. Dunga tem apostado nisso para ganhar a do Mundo. Se acontecer, Nélson Rodrigues retornará do túmulo para reescrever suas máximas. 3)Qualquer treinador à altura de um Queiroz pode montar sua equipe para anular o Brasil de Dunga. Basta fechar o time na defesa e optar pelo contra-ataque. Claro que podemos ganhar a partida, como aconteceu contra a Coreia do Norte, por motivos óbvios. Mas, de resto... Confesso que respirei aliviado por não ter a Suiça como adversário nas oitavas. A seleção de Dunga não sabe superar um bloqueio defensivo e não possui talentos para tanto. Tá, o Kaká e o Robinho até que podem fazer isso, mas prefiro não defender essa tese. 4)O destaque da seleção do nanotécnico Dunga chama-se Lúcio, zagueiro; depois vem o Júlio César, goleiro. 5)Os psicólogos não aguentam mais de tanto rir do infantilismo do Dunga.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

HONDA

Com o feriado, finalmente pude assistir melhor à Copa do Mundo. De tudo que vi de ontem para hoje: uma Inglaterra limitada, com um Rooney meio gordo; um EUA que incendeia o jogo e não desiste nunca de buscar o resultado, capitaneado pelo eterno Donovan; uma Alemanha funcional, sem brilho, arrastada por "estrangeiros"; uma Gana que é só o melhor dos países africanos, o que é muito pouco se atentarmos para a limitação dos países africanos nesta Copa; um Paraguai que já conhecemos, espécie de segunda força da América do Sul depois de Brasil e Argentina; uma Eslováquia dentro da tradição da antiga Tchecoslováquia, que reunia habilidade e disciplina tática e que, assim, chegou a duas finais de Copa do Mundo; uma Holanda que quer ir além do que já fez e obter o título, por duas vezes desperdiçado; e um Japão que surpreende pela evolução evidente e que apresenta um dos craques do Mundial até aqui: Honda. O moço japonês de cabelos pintados de louro é capaz de chutar forte e colocado com essa bola espírita, arrancar pra cima dos zagueiros com habilidade, matar com perfeição um lançamento de trinta metros na canhotinha e, quase no ar, já sair na frente com um drible, e também, depois de linda jogada individual, passar ao companheiro melhor colocado, isto é, jogar pelo time, sem vistas para os holofotes. Para mim, Honda foi o grande destaque destes dois dias de decisões e já está na minha seleção do Mundial. Vamos ver quem entrará nas outras dez posições.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

EVOLUÇÃO

Ah, a África! Em todas as Copas é sempre assim: esse joguinho de oba-oba e botinadas. Não foi diferente com a Costa do Marfim, que bateu, bateu, mas no final, Brasil 3 a 1.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DAS COPAS SÓ O BARULHO

1) Uma das imagens da Copa que vão ficar: a menina com fones de ouvido. Um povo que se expressa soprando uma corneta continuamente expõe um trauma dos mais entranhados; ainda não percebeu que pode gritar o que quiser. Ou será que não? 2) A Coreia do Norte contratou chineses para torcer por sua seleção. É que a ditadura não conseguiu superar suas próprias regras e enviar um grupo de torcedores - isso é que é regime duro, não? E a partida contra o Brasil não foi exibida ao vivo por lá, só no dia seguinte, em videotape editado. E consta que a Coreia venceu o Brasil por um a zero. Eu me reconto esta história e não consigo duvidar de que tenha acontecido realmente. As ditaduras são capazes das maiores bestialidades. 3) Cléber Machado continua imperando no campo das estultícies. Enuncia, questiona o que disse, esclarece melhor, desmente em seguida, inverte um dado, e quem o ouve não entende como é que ele pode ser um locutor de uma grande rede de televisão. Mas talvez seja por isso mesmo que ele continua lá, não? 4) E ao que tudo indica a Copa de 2014 será disputada em outro país. O Brasil está se esforçando muito para que isso aconteça. E a Fifa não vacila, feito a Máfia.

terça-feira, 15 de junho de 2010

JABURANGA

Não dá pra discutir com a bola. É uma Jaburanga, sem dúvida. Todos que dela reclamam estão certos. O que se tem visto mais nesta Copa é a bola escorrendo pela linha de fundo, pela linha lateral, fugindo dos pés dos atacantes, das mãos dos goleiros, escapando ao jogo. O jogo não é limpo, é dificultoso. Se a intenção era facilitar o gol, pois o goleiro teria dificuldade em defender os chutes, esqueceram-se os gênios da engenharia de voo que os pés teriam a mesma dificuldade em dominá-la e em chutá-la na direção correta e com a força adequada. De resto, pior que a Jaburanga só mesmo a Vuvuzela.

domingo, 6 de junho de 2010

HÁ 40 ANOS

Há 40 anos o Fluminense era campeão brasileiro, com este time: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denílson e Didi; Cafuringa, Flávio (Mickey), Samarone e Lula. A capa da revista Placar não deixa dúvida, embora a CBF insista em afirmar que o Campeonato Brasileiro começou em 1971 (e assim manda para o esgoto mais cinco títulos do Santos, três do Palmeiras, um do Botafogo, um do Cruzeiro e um do Bahia, que, aliás, foi o primeiro campeão nacional, em 1959, batendo o Santos de Pelé na final, no Maracanã). No jogo final, o Fluminense venceu o Atlético Mineiro por 2 a 1, com dois gols de Mickey, que então substituía Flávio, o Minuano. Um dos craques do Campeonato, até hoje considerado um dos melhores e mais disputados de todos os tempos, pois toda a Seleção Brasileira, tricampeã no México, jogava aqui, foi Samarone, também conhecido pelo epíteto Diabo Louro.

sábado, 15 de maio de 2010

Morais

Quem diria, ele está no Bahia! Ídolo no Vasco (até chegou à Seleção Brasileira), sub-utilizado no Corinthians (no qual um sapato, um nariz e até um caixão de defunto são ídolos: não faltam malucos para apregoarem isso, de Cajurus a Jucas), Morais agora está no Bahia. Provavelmente veio com a indicação de Renato Gaúcho. Os técnicos brasileiros são assim: para onde vão levam a corriola. Um tal Thiaguinho está lá no Fluminense, herança de Cuca, que ninguém sabe onde está, mas que, acho, volta ao Flu em breve, com a saída de Muricy. Seu calvário começará hoje, se perder ou empatar em casa com o clone de Flamengo, Sport e Vitória: o Atlético de Goiás. Mesmo assim, Morais é um ótimo reforço para o Bahia, que carece de um 10.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dunga afogou o Ganso

Fiel ao seu velho estilo retranqueiro e subserviente ao pragmastimo de que é melhor ganhar sem espétáculo - um mínimo que seja, afinal, se futebol não for espetáculo, é que porra? -, Dunga deixa de fora da Seleção Brasileira jogadores que fazem a diferença em campo, como Ronaldinho Gaúcho (reserva de luxo ou titular plebeu, em qualquer outro time do mundial), Ganso e Neymar. Leva artistas da bola como Josué, Gilberto Silva, Grafite (será que vai terminar em pichação: FORA DUNGA?)e outros. Escalação, renovação e inovação, no futebol, requerem coragem. Kaká não está em boa forma física e técnica. Não se discute a qualidade do futebol dele. Agora, se ele não conseguir recuperar o bom futebol em um mês, quem vai criar no meio-de-campo, com rapidez, visão de jogo, bons dribles, arrancadas e passes certeiros? Elano, bom marcador, ótimo no desarme? Gilberto Silva, que só sabe destruir? Josué, um Zinho sem enceradeira? Júlio Batista, esforçado e voluntarioso? Hoje, quem faz no Brasil (parâmetro histórico para os demais times do mundial) a melhor ligação do meio-de-campo com o ataque é Ganso, mas ninguém tem coragem de barrar Kaká para colocar o rapaz em campo. Tomara que não aconteça com Kaká o que ocorreu com Raí, na Copa de 2002, sacado para o banco, logo na primeira fase, por deficiência técnica. Ou como Ronaldinho Gaúcho na Copa de 2006: ser o depositário da esperança de título e queimado depois do fracasso. Vamos ver. Dunga não só afogou o Ganso como acertou no Pato (mas este aí, já é outra história).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O resgate da negra

Calma! Não se trata de nenhuma afrodescendente sequestrada, mas de futebol, mesmo. Nos babas de Feira de Santana e nos jogos oficiais do glorioso Hera Futebol Clube (HFC), caso prevalecesse o empate ou o mesmo número de pontos em duas partidas dos mesmos times se enfrentando, independentemente de saldo de gols, o tira-teima era decidido numa terceira partida, denominada “a negra”. Essa prática valia também para os jogos de futebol de botão, e suspeito que vale ainda para os empolgantes jogos de dados e pauzinhos (no bom sentido), o velho palitinho. A clássica sabedoria dos peladeiros poderia servir também ao futebol profissional: uma terceira partida, para efeito de desempate, a negra, última e definitiva prova de quem é o melhor. Já pensaram num terceiro jogo entre Santos e Santo André, pelo campeonato paulista; Bahia e Vitória, pelo baiano, e Internacional e Grêmio, pelo gaúcho? Haja adrenalina. Todos teriam a ganhar, sobretudo as torcidas e os que apreciam uma boa partida de futebol. Uma terceira partida em campo neutro. A fórmula funcionou na antiga Taça Brasil e em outras competições, e poderia funcionar agora. O diabo é esse calendário futebolístico apertado pelos interesses de cartolas, com saldo financeiro bem folgado.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Jogo pra pirão

Em Salvador, futebol é assim: Quartas de final ou Quintas dos Lázaros.