segunda-feira, 8 de julho de 2019

COPA AMÉRICA 2019, FINAL



                                             Arthur, o craque da Copa América 2019

    A Copa América, banalizada pela Conmebol, não merecia mais que três posts.

    Cumprimos a obrigação, o que ao fim e ao cabo resulta em chatice.

    Mas esta edição 2019 serviu para revelar uma faceta do caráter do Messi: mau perdedor, aspirou o posto de Maradona em vilania, mas se deu mal. Miou feito gato, distante de um rugido de tigre, micou. Coisa feia para quem ostenta a condição de melhor do mundo, neymarices.

    Uma Copa latina que serviu para mostrar que tudo se resume a, entre os hermanos, impedir a seleção brasileira de jogar. Se conseguirem isso, empatam a partida; se falharmos numa jogada, ganham. Os amarelinhos descobriram na final que basta jogarem como brasileiros de cepa que vencem fácil qualquer adversário de língua presa, inclusive os árbitros e o famigerado VAReio.

    Quando vi os peruanos se esgoelando ao cantarem o hino nacional, soube que o título estava ganho. Lembrei do Chile de Zamorano e Sala fazendo o mesmo na Copa do Mundo de 98? 2002?, num esforço para incutir em si mesmos ânimo necessário ao emparelhamento de forças, pobrecitos: queimaram toda energia no hino, daí...

    A eleição de Daniel Alves como melhor jogador da Copa América dá o tom certo ao torneio: defender é o ponto central; se com um pouco de arte, surge o astro. E a redenção de Gabriel Jesus, seguida de uma queda chorosa, veio no momento certo para ele, não sei se para a seleção: Vinícius Jr e Rodrygo vêm aí, tchuru, tchuru, tchuru....


terça-feira, 2 de julho de 2019

COPA AMÉRICA 2019, A SEMI




   Quero dizer nada, não, mas Thiago Silva estará daqui a pouco em campo.
   E do outro lado estarão Lautaro, Messi, Aguero... quero dizer nada, não.
   O campo será o Mineirão, todos já sabem disso, inclusive o Tite, mas isso quer dizer nada, não.
   Ademais, temos agora um presidente, não mais uma presidenta, mas isso quer dizer nada, não.
   E se não bastar, o moleque não jogará hoje, mas isso, sim, é coisa que não quer dizer nada.
   Depois... é Copa América, não uma Copa do Mundo, outra coisa que também não quer dizer nada.
   Tem quem garanta que o Peru estará na final desta Copa América, isso quer dizer muita coisa.
   Chi-chi-le-le.
   Precisamos de um descanso emocional, isso quer dizer muito.

terça-feira, 4 de junho de 2019

COPA AMÉRICA 2019




    Pode não parecer, mas uma Copa América acontecerá em breve no Brasil.

    O Vasco deve mais de meio bilhão. Não se fará sindicância sobre nada na Colina. E Luxa, disse um dirigente, talvez não aguente o tranco. Chama o Bigode!

    Alisson foi o melhor em campo na final da Champions19. Isso quer dizer que a vitória do Liverpool não foi moleza. E fica a enorme incompreensão quanto a não escalação inicial de Lucas Moura pelo Pocchetino. Como interromper um fluxo de energia poderosa como aquela liberada pelo Lucas na semifinal? O Liverpool agradeceu e levou a orelhuda pra CavernClub.

   Bem, o treinador da seleção brasileira, para espanto de muitos, se desdobrou personalmente, por assim dizer, na mais recente coletiva: o Adenor e o Tite. Fiquei em silêncio, reparando nos olhinhos do Tite quando falava do Adenor, e vice-versa. Havia ali uma saudade imensa do Rio Grande do Sul, do Timão, de um ano sabático que talvez venha a conhecer. Desconcertado, incomodado, desorientado, Adenor não quer mais conviver com Tite. No fundo, tenho cá comigo que um acusa o outro de ser escravo da CBF, enquanto recebe a acusação de ser, por sua vez, escravo de um certo balls-player. Algo assim.

     Eu não sabia, mas no meio do caminho havia uma queda ainda maior que a queda das quedas.


domingo, 26 de maio de 2019

PRESTA ATENÇÃO, VANDERLEY LUXEMBURGO!


                                                T-Rex, o Tiago Reis

    Sendo assim, os adversários do Vasco podem ficar tranquilos: o empate ou a vitória virá nos minutos finais. Já está posto no diário da NauQueAfundará, é inevitável. Dessa forma, chegaremos ao final do Brasileirão 19 com uns 30 e poucos pontos, rebaixadíssimos à condição em que a direção do Vasco colocou seu time de futebol. E fim de papo.

    Tiago Reis estava fazendo um gol por partida e saiu do time para dar lugar a um jogador-de-empresário mastodôntico. O Vasco caiu nessa armadilha  - denunciada faz tempo na mídia  - e dela não consegue sair. Empresários cedem ou arranjam contratos para seus representados, quase sempre em fim de carreira, junto ao Vasco, e o técnico fica preso a esses nomes e, ao que parece, a uma certa obrigação em escalá-los. Essa a receita do desastre que se tornou o Gigante da Colina. 

   A pior faceta desse arranjo é que os jovens talentos, como o Evander e agora o Tiago Reis, são escanteados, têm suas carreiras solapadas e inviabilizadas. Coutinho foi fazer fama longe, Paulinho também. E resulta que o Restolho encarna a mais bela das camisas nos gramados do Brasil. E se afunda, como um barco torpedeado por seus próprios canhões.

   Presta atenção, mestre Luxa! Nessa hora, juventude e raça são fundamentais.  E se estiverem casados com amor ao clube, possibilidade maior em quem vem da base, aumenta a chance de impedirmos essa queda vertiginosa. 

domingo, 19 de maio de 2019

ELE NÃO, MAXI LOPEZ





   


    Vez em quando alguém lembra da Alemanha pré-Hitler para falar do Brasil atual. Sim, dentro do problema as coisas são diversas, as questões principais deságuam em sobrevivência etc.
     No futebol é a mesmíssima história. Tá todo mundo vendo que o Vasco vai cair pra segunda divisão, mais uma vez, menos quem lá dentro está. É o que parece, pois seguem na repetida toada, no fracassado esquema.
     Vim aqui só para dizer que, jogando com 10, uma equipe fraca em talentos como o Vasco não pode vencer time algum na série A do Brasileiro. Simples assim. Já é difícil com 11, vê lá com 10 jogadores apenas.
     A leitura é muito simples, mas não vejo nenhum comentarista chegar perto: uma equipe fraquíssima no meio-campo, que não evolui com a bola, que não trama jogadas no entorno e dentro da área do adversário, não pode ter um centroavante tanque como Maxi Lopez. Simples Assim.
     Desde o início da série A que Maxi Lopez tenta jogar como pivô para ninguém. Eu vi Fischer jogar assim no Botafogo e no Vitória, nos anos 1970, e era outro nível. A bola sempre caía nos pés de um companheiro. Maxi Lopez escora bolas para trás, no mais das vezes armando contra-ataques adversários. Um desastre. 
     E dentro da área, Maxi Lopez vive de uma sobra ou outra. As jogadas aéreas são sempre aproveitadas por outros jogadores, geralmente zagueiros, como hoje na partida contra o Avaí.
     Não dá. Ele não. Um time que depende do contra-ataque ou de velocidade na penetração com a bola, precisa de um jogador mais ágil no ataque, não de um tanque. 
      Pelo amor à sua história, o Tiago Reis precisa entrar no time do Vasco. Ele, sim. Esse garoto, mais conhecido como T-Rex, tem uma média assombrosa de gols por partida no Vasco. E não joga porque o titular é o tanque Maxi Lopez. 
     Luxemburgo disse que o jogador do Vasco precisa ser homem em campo. E eu digo que o treinador do Vasco precisa ser homem na escalação da equipe. Tiago Reis no ataque imediatamente. E Pikachu no meio de campo, ó Luxa!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A REALEZA DE PELÉ, por NÉLSON RODRIGUES

A REALEZA DE PELÉ*

Nelson Rodrigues

Depois do jogo América x Santos, seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura, que o meu confrade [Albert] Laurence chama de “o Domingos da Guia do ataque”. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: — dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: — ponham-no em qualquer rancho e a sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.
O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: — a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias. Já lhe perguntaram: — “Quem é o maior meia do mundo?” Ele respondeu, com a ênfase das certezas eternas: — “Eu.” Insistiram: — “Qual é o maior ponta do mundo?” E Pelé: — “Eu.” Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage, e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.
Vejam o que ele fez, outro dia, no já referido América x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompeia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar. Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: — “Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!” De certa feita, foi até desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pelé, não. Olha para a frente, e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe, ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta sensacionalmente. Numa palavra: — sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém, ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém para driblar. Não existia uma defesa. Ou por outra: — a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompeia e encaçapou de maneira genial e inapelável.
Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, de certeza, de otimismo que faz de Pelé o craque imbatível. Quero crer que a sua maior virtude é, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e, mesmo, insolente, que precisamos.
Sim, amigos: — aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas de pau. Por que perdemos, na Suíça, para a Hungria? Examinem a Fotografia de um e outro time entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si só, antecipa e elucida a derrota. Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.

*Manchete Esportiva, 8/3/1958, sobre Santos 5 x 3 América, em 25/02/1958, no Maracanã, pelo Torneio Rio-SP. Foi a primeira crônica de Nelson Rodrigues sobre Pelé — e a primeira em que o jogador foi chamado de Rei.

Capturado no sítio do jornal Correio Braziliense, blog do Marcos Paulo Lima. Publicada em homenagem aos 78 anos do Rei Pelé, dia 23.10.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

VINICIUS JR NA REAL


         Penso no jovem craque brasileiro Vinicius Jr.
      Tão jovem e já vestindo a camiseta do Real Madrid.
      Deve estar muito feliz com isso, ele, o empresário, a família, os amigos.
      Sei não. 
    Lembrei muito do Vinicius Jr ontem à noite, durante a partida entre Flamengo e Corinthians. O Flamengo perdeu, todos sabem. E como fez falta o jovem Vinicius Jr...
      O jovem craque está lá em Madrid, treinando com a equipe principal e jogando na equipe B, o Castilla.
      Dezoito anos e já era ídolo da torcida do Flamengo. Que é como dizer, já era ídolo nacional, conhecido e admirado em todo o Brasil. 
      Mas isso é pouco, não é?
      É preciso ir para a Europa, ganhar muito em euromoney.
    Penso no jovem craque Vinicius Jr, em Madrid, com sua camiseta branca do Real, com seus euros na conta bancária...
      ...sem Flamengo, sem torcida do Flamengo
      ...sem Rio de Janeiro, sem as praias do Rio de Janeiro
      ...sem as muitas belas vistas do Rio de Janeiro
      ...sem os amigos, sem a turma do bairro onde nasceu
      ...sem o Maracanã, sem o Morumbi, sem a Bombonera
      ...sem o Estádio Nacional do Chile, sem a Fonte Nova
      ...sem o Fla x Flu, sem o Vasco em sua vida
      ...sem o calor, sem o sol e o sal, o carnaval de todo dia
      ...sem o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil
      ...sem a Sula, a Liberta, o Campeonato Carioca
      ...sem as entrevistas na beira do campo
      ...sem o papo, as piadas, a zona, o sarro, a porra toda
      ...sem churrasquinho, ovo cozido, batuque e feijoada
      ...sem jogar bola pra valer, sem botar pra foder
      ...sem pé no chão, sem ovação
      ...sem sem e sem
      Penso no jovem craque Vinicius Jr e suas noites insones. A vida, amigo, pede muito pouco da gente.
      ...isso, respira, respira... assim, respira, respira...

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

EVANDER, O 10



 
  E o Vasco emprestou o Evander para um time da Dinamarca, com opção de compra. Isso significa que nenhum dos técnicos que passaram ultimamente pelo clube consideraram o craque merecedor de espaço na equipe titular. Parte da torcida, talvez a mesma que tem feito o Vasco perder craques ano após ano, pegou no pé do rapaz. O Paulo Vítor também saiu, mas para a Espanha.

   Alguma dúvida sobre o motivo de o time do Vasco ser motivo de chacota? 

   O Evander realmente não está à altura do atual time vascaíno. (Não sou parente, amigo, conhecido ou o que seja do Evander.) O Evander está muitos furos acima. E, pensando bem, será melhor pra ele manter distância de São Januário. Estou certo de que não volta. É mais um que o Vasco perde de graça, mesmo que venha a receber algum, será de graça.

   O Evander é craque, joga um futebol vertical, objetivo; chuta bem de fora da área e quando entrou no time, junto com Paulinho, o Vasco obteve grandes resultados, respirou por conta própria no Campeonato Nacional e fez bonito no Carioca. Agora, o Evander vai sumir por uns tempos da mídia e reaparecer, quem sabe, num grande time europeu. É o que pressinto.

   Enquanto isso, o Vasco se especializa em abrigar rebotalhos. Bacalhau é bom, mas em pratos quentes e bem preparados. De resto...

 
    

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

RETRATO DO BRASIL



   Assim: me distraio com as ocupações cotidianas e quando abro a web deparo com a notícia de que Valdir Bigode vai montar o Vasco no sistema 4-1-4-1.
   Releio a notícia com cuidado. Fala da barração de Andrey, destaque das últimas partidas, e da escalação de Maxi Lopes, recém-contratado. Coisa recente, concluo. Sim, da hora, constato ao ver a data no alto da página, hoje, 17 de agosto.
   Oxe, resmungo, o treinador não era... não era o... quem mesmo?... porra, houve um tempo que a gente sabia a escalação do time de cor e salteado. Hoje não sabemos nem mesmo quem é o treinador.
    Ah, sim, Tite continua treinador da seleção. E convocou Hugo, goleiro do Flamengo. De minha parte, foi a primeira vez que ouvi falar desse jogador. Mas o problema sou eu, claro.
   
   Iniesta fez o gol mais lindo do ano no Japão. Isso não tem nada a ver com o Brasil, óbvio.

domingo, 12 de agosto de 2018

VASCO DA GAMA, GANGORRA SUBTERRÂNEA




    Perder parece ser a sua sina.

    E quando vence, dá em fracasso.

    Ultimamente, marca passo.

    Mais para a frente, a ruína.



segunda-feira, 30 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - reflexos em minha vida



  Não convidei ninguém para assistir comigo jogos da Copa do Mundo 18 por alguns motivos fortes. Um deles, é que minha tevê deu pra geniosa depois da mudança de apartamento. Mal tomava eu meu café da manhã e acionava a tecla "liga", a tela escurecia e o silêncio se instalava em volta. Que coisa. 

  Aprendi alguns macetes, ao longo do tempo, e apliquei-os com denodo. O que funcionava, sem falha: umas pancadinhas na lateral traseira do tal aparelho. De repente, a tela se iluminava...e só. Mais umas pancadas e outras. Caso a luz leitosa não derramasse imagens, recorria a métodos mais lhanos etc. Mas, creiam, as reiteradas pancadas sempre culminavam em som e imagem. Um portento. Não perdi nenhum embate, mas a confiança em promover algum encontro pebolístico aqui no ap novo se esfarinhou na primeira semana.

   E veio a certeza: vai apagar de vez na final da Copa. Mas não desanimei. Melhor a emoção da jornada que comprar uma tevê nova. Vocês viram o preço das Q, das 4K, das telas curvas e smartsX? Pois é, então, tome pancadinhas e pancadas até o desfecho  luxuoso que todos sabemos de cor. Desde então, vocês já adivinharam a conclusão, né?, minha tevê jamais deixou de me entregar som e imagem tão logo eu acione o controle. Depois dizem... 

terça-feira, 24 de julho de 2018

A QUEDA DAS QUEDAS




   Posto que o objetivo do Herói Quicai é ser o Melhor do Mundo, ficar de fora da relação dos 10 candidatos ao posto caracteriza um erro incontornável de estratégia. Isso porque a escolha não é ditada por estatística, mas por avaliação de grupo de pessoas votantes, por humanidade.

   Mas os defensores do status quo do Herói Quicai irão dizer que foram os 3 meses de inatividade no período que determinaram sua exclusão da lista. E fecharão os olhos para a temporada francesa em que foi ofuscado por Cavani e a famigerada Copa do Mundo, da qual saiu rolando ladeiras abaixo.

   Assim cometerão outro erro: para seguir produzindo dinheiro (o que parece ser o objetivo principal) o Herói Quicai precisa garantir e ampliar seu público de influência, aquele que valoriza sua imagem, o que ele faz e diz. Como pouco tem feito para isso como jogador de futebol, ficam suas atitudes fora de campo. E estas, ao que tudo indica, alcançam de forma positiva talvez as crianças, entre elas, as crescidinhas. 

    Outras quedas se avizinham, se o HQ não adotar mudanças radicais em sua conduta em campo: a dos patrocinadores. Todos eles estão, nesse momento, avaliando os resultados dos investimentos realizados no garoto propaganda, em função da Copa do Mundo, comparados aos números alcançados em vendas por suas marcas a ele vinculadas. Sei não, mas me parece que vem chumbo grosso por aí. Com o festivo e luxuoso auxílio do Papai.

   Ah, ia me esquecendo: soube que o HQ é finalista de um torneio de pôquer e que pode levar pra casa mais R$ 341 mil. Aí, sim, maravilha.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - filho, seja homem!




   Vou falar de Neymar Jr. Vou falar de Neymar!!!!

   Quando eu saí de casa, minha mãe me disse: "Filho meu, seja homem!" Tinha eu 15 anos e peguei o ônibus sozinho e desci sozinho na rodoviária, em Dois Leões, e peguei um ônibus sozinho até os Aflitos e lá me instalei junto a outros estudantes. Éramos 7 num quarto e sala. E eu precisava comprar meu colchão, não havia cama pra mim. 

    Então, fui até a avenida Sete e comprei o tal colchão de espuma. Para entrega, quando? Ora, não, nada. Assim, botei o colchão nas costas e saí pela avenida lotada, murcho, vermelho de vergonha, humilhado, o escambau... até as Mercês. Quando lá cheguei, depois de trombadas e topadas, respirava normalmente e a cabeça estava levantada, o colchão não pesava tanto. Eu era eu, como diria o Sargento Getúlio. Eu era eu, e jamais me apartei disso.

    Sozinho. Tudo que alguém precisa para saber quem é e o que precisa fazer. Sozinho.

     Hoje, ou ontem, pouco importa, o Herói Quicai concedeu entrevista... finalmente.... (talvez pressionado por compromissos com patrocinador) dizendo o óbvio... o que deveria ter dito no day after da primeira partida da Copa. Os ditos todos que a imprensa mundial repetiu exaustivamente desde sempre.

     Ou seja, nosso Herói Quicai pode ser muito rápido em campo, mas é lento demais fora dele. A assessoria do HQ demora demais a engrenar o discurso. 

    Semanas depois ele matraqueia o que um homem diria de imediato.

    Às vezes apiedo-me, depois gargalho. Lembro do tempo que passei fome na Salvador de outros tempos e hoje, duvidando de tudo, coço o saco. 

    Vocês conhecem o filho de dona Totonha? Nem eu. Mas, desde os 11 anos, esse menino sustenta a família trampeando na sinaleira da Paulo VI. Meu herói. E basta. E fim.    

quinta-feira, 19 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - a volta de quem não foi



  A Copa voltou hoje à mídia com duas notícias: os croatas doarão as camisas usadas na final para as crianças que ficaram presas na caverna tailandesa. Um gesto bacana. Espero que as camisas tragam outros benefícios àquelas crianças, benefícios que as ajudem a superar o trauma do confinamento e da experiência tenebrosa por que passaram.

   E a segunda notícia veio do lançamento de um livro de jornalista argentino sobre essa Copa recém-encerrada: houve, sim, uma reunião entre elenco, dirigente e técnico Sampaoli logo depois da partida contra a Croácia. Os jogadores teriam externado seu descontentamento com os esquemas sampaolinos e exigiram opinar "sobre tudo". E Messi teria emparedado o técnico, cobrando-lhe frente ao grupo sobre influência na escalação, algo como, "você me pediu para indicar nomes para escalar e eu jamais disse qualquer nome, diga agora se eu indiquei alguém" etc. Barra pesada. De qualquer forma, confirma-se assim que houve um quadro de de perturbação no vestiário argentino. Dias depois, com o time modificado pelos jogadores, a Argentina venceria a Nigéria e passaria para as oitavas, quando acabou caindo para a futura campeã do mundo.

   Sampaoli parece ter se queimado para sempre no futebol internacional, e no terreno pessoal também. Acabou cedendo para a AFA e aceitando receber uma pequena parcela da verba rescisória. Uma mixórdia, um vexame.

    Li em algum lugar que um dos auxiliares do Tite confidenciou um pedido do treinador para que o mandasse para aquele lugar. Sim, Tite pediu ao auxiliar para que o punisse com a tal expressão por ter demorado demais em tomar uma decisão que, claro, ele, o auxiliar, não poderia contar. Mas tratou-se de uma substituição na equipe. Taí o mistério. Se é que isso tem alguma importância. Talvez o pedido do Tite para ser xingado tenha mais valor a se considerar. Estranho.

    Ah, sim, o Tite será o técnico da seleção brasileira por mais quatro anos. Sem aumento de salário. Uma experiência que pode ser boa, a continuidade do técnico. Telê também foi a duas Copas. Estudioso, o Tite deve ter aprendido um pouco com os erros cometidos nessa campanha finda. A verificar.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - a que poderia ter sido



   Parece que faz um ano que a Copa acabou. Não há mais nenhuma nota nas homes dos jornais. Aqui e ali, lê-se algo sobre a troca de clube por parte de um copeiro, um outro em férias numa ilha paradisíaca e só. Foi. Três dias, três séculos. Só o nosso Herói Quicai continua caindo, agora em valor no mercado futeboleiro  -  nada a estranhar.

   Também enfiaram um Vasco x Bahia logo na ressaca da segunda-feira, quem guenta? E daqui a pouco o Brasileirão retoma suas barbaridades de sempre. Ah, Vinícius Jr driblou Bale num treino do Real Madri e virou manchete aqui na terrinha  -  nós não somos mesmos incríveis?

    Em suma, essa foi a Copa do "poderia ter sido". Última de Messi, o ET não deixaria por menos, iria arrebentar, sqn. Depois de ganhar a Eurocopa, CR7 no auge da forma, era a vez de Portugal mostrar seu valor, sqn. A Alemanha, depois de vencer a Copa das Confederações, confirmaria o sucesso de seu projeto com mais um título por sua geração de ouro, sqn. O Egito, de volta à Copa, agora com um supercraque, o melhor da Premier League, Salah, iria fazer bonito, sqn. A Islândia, depois de brilhar na Eurocopa, faria o mesmo na Rússia, sqn. E o Brasil mostraria ao mundo porque é o melhor, o maioral, o porreta, o fodão, o que possui os maiores craques do planeta, traria o hexa, sqn. Até mesmo a Bélgica, com seu terceiro lugar, deixou um cheiro estranho no ar. 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - os melhores sqn





   Sou torcedor. Assim escrevo, assim escolho. Então, aí está a seleção da Copa, que montei a partir das indicações do sítio Globo.com. Cê escolhe o esquema tático e clica nas figurinhas. Fiquei com vontade de incluir um ou outro não caricaturados, coisa impossível. Registre-se: Courtois, Mário Fernandes, Godin, Varane e Marcelo; Casemiro, Pogba e Modric; Mbappé, Griezman e Perisic.

   Agora que reparei: 4 franceses e 2 croatas, não foi intencional. Pogba entrou de última hora, jogou demais na final, uma monstruosidade, fez o que sabia na hora em que a França dele precisou. Pensei que fosse sair da Copa com a estatura de um Balotelli, mas acabou entre os melhores e comandando a farra também fora de campo, pelo que andei vendo e lendo.

   Lloris estava a rir enquanto via no telão a grande bobagem feita no segundo gol croata. Caballero, da Argentina, abriu sua própria cova por coisa parecida, c'est la vie. Giroud superou a Gabriel Jesus, sete partidas sem marcar  -  e olhe que ele é centroavante mesmo, de ofício e topete  -  mas saiu campeão, quem se importa?, vamos sorrir um pouco mais. Os franceses, com toda civilidade, fizeram lá seus arrastão e quebra-quebra, abrasileiram-se um pouco mais, mas quem se importa? - é bicampeão!


domingo, 15 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - sob um céu de griezman



 Mediana, sem grandes destaques, com algumas partidas  memoráveis. Ou seja, uma Copa do Mundo sensacional, pois assim o futebol se mostra fortalecido em todas as praças. Há quem divulgue nas redes sociais a foto da primeira seleção africana campeã do mundo, a que veste a camisa da França. Possa ser, como diria o Sargento Getúlio. Mas nem assim seria verdade, pois a primeira mesmo, nesse sentido, foi a brasileira de 58. Deixemos isso de lado e falemos de futebol.

   Griezman foi o craque da Copa 2018 pelos dados estatísticos. Craque de segundo escalão, de um time de segundo escalão, realiza o grande sonho do politicamente correto. Mas deram o prêmio para o cansadíssimo Modric, que foi apenas um guerreiro croata a mais nesse épico - Vida e Perisic jogaram muito mais que ele. Mas assim tem sido desde muito tempo: Forlán foi o craque da Copa 2010, tirem uma linha.

  Mbappé já brilhava aos 17 anos. Foi adquirido pelo PSG junto ao Mônaco e, quando lá chegou o Herói Quicai, Mbappé já estava titular ao lado de Cavani. Aos 19 anos, Mbappé sagra-se campeão do mundo, fazendo 4 gols, eleito o mais talentoso jovem a participar da Copa. Alguma semelhança com o nosso Herói Quicai? Fico aqui a me lembrar do clássico de Moraes Moreira: craque já vem do ovo. Homem se faz a si mesmo, digo eu, de minha parte.

  Os melhores jogadores do PSG na Copa foram: 1. Mbappé, 2. Thiago Silva, 3. Cavani. Há outro mais a citar?

   Ainda estou com o quase-gol do Meunier entalado. E com esse goleiro Subasic, também. O sujeito hoje não foi nas bolas, aceitou todas. Merece uma surra de currião, o cabra mole.

    Comentaristas estão fazendo de tudo para desmerecer a conquista da França. A França, para eles, é campeã, mas... Ora, vão capar gato na feira de Caruaru! Pois digo que o futebol que essa França jogou tem meu dez: conforme o adversário, conforme a necessidade, com inteligência e talento necessários, com o brilho de excessão de Mbappé... o que querem mais? Ah, que um país pequeno e sofrido fosse campeão do mundo. Ora, faz melhor o Low quando cheira os dedos na beira do campo. 

    Hoje, a França explorou a condição física da Croácia, deixou-a ditar o ritmo da partida, usou o contra-ataque, cansou ainda mais a estropiada seleção croata. Que fez seu papel muito bem, lutando até o fim, fazendo gols, dizendo a que veio. A França foi brilhante em sua estratégia e isso precisa ser elogiado, não diminuído. Futebol é muito mais que voluntarismo e jogadas individuais. O esquema mutante da França, para mim, é uma reedição funcional do esquema holandês. E fim. É campeã, coisa que a Holanda não conseguiu ser, com seus gênios e tudo mais.

    Já estou a imaginar a Copa de 2022 no Catar. Vai ter FanFest? A mulherada vai poder andar de top e short pelas ruas? E bebida alcoólica, vai rolar? E rock pauleira? Vai ter vida noturna, se é que me entendem...? Pensando bem, será uma demonstração de abuso econômico jamais vista, não? Todos os estádios ficam num raio de 60km, segundo soube. Para quem jogar depois? Que destino terão esses camelos brancos no deserto? Mas nosso Herói Quicai é o embaixador da Copa e do Catar, então deve ser coisa muito boa. Acho que vou reservar meu pacote.





   

sábado, 14 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - a guerra dos mundos




   Copa do Mundo em fim de temporada europeia: algo a se discutir, depois de tantos jogadores contundidos e se arrastando em campo, equipes a meio mastro. Assim, a Copa deixa de ser palco de grandes novidades para se tornar um desfile de milionários e maltratados atletas, onde o entusiasmo dos menos técnicos pode surpreender e realizar façanhas.

    Por falar nisso, o goleiro Pickford impediu hoje um gol antológico, um que seria dos mais belos de todos os tempos, desde o primeiro passe na defesa belga, uma sequência de passes perfeitos, belos, de primeira, num crescendo espiralado que culminou com o cruzamento e o chute de Meunier, de primeira, espetacular. E o Pickford vai lá e defende. Devia ser expulso por tamanha heresia. E o Meunier deixou de se juntar ao Nacho e ao Pavard, laterais que fizeram os golaços que irão ficar na história. Uma pena, hein, Meunier, uma pena...

   Sem tesão não há invasão, já garantiu o sociólogo. Então, a Inglaterra preferiu ficar em sua ilha, deixou pra lá etc. Essa partida pelo terceiro lugar... há coisas dispensáveis na vida. Tá, tá, tá... então, tá. Blá, blá, blá... Lukaku e Kane não fizeram mais gols, Hazard jogou sua bolinha miúda (conheço bem do Chelsea, Willian é trocentas vezes mais jogador), DeBruado empinou nariz e a Bélgica se solidificou como o Brasil da Europa: o país do futuro, uma eterna promessa.

   Dona Kolinda estará amanhã na tribuna, depois arquibancada e mais tarde, quem sabe, no vestiário da Croácia, abraçada a um ensaboado Craquitchi. Dona Kolinda, já disse, vai dar trabalho a Macron, amanhã. 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - croacidade




   Croacidade, capacidade de superação total, do cansaço à limitação técnica.
    
   Croacidade, ferocidade encapsulada em quadriculados explosivos.
   
   Croacidade, habilidade em cooptar apoios, mesmo com arestas expostas.

   E assim nos aproximamos do fim, ansiosos por essa disputa dominical entre classe e volúpia para o combate. Sem esquecer que, com apenas cinco copas no currículo, a Croácia já se posta no pódio. Tá certo que o Brasil também fez isso, em 50, mas de forma decepcionante.

   Espero por algo vertiginoso e, talvez, por um novo campeão do mundo. A questão é que Glorinha não abre mão da língua francesa, diz que é a mais saborosa do planeta etc e tal, e se entrega ao francês com certezas parisienses. 

    Federer caiu em Wimbledon. Arthur chegou à Barcelona. Felipe Anderson ao West Ham. E Bryan Ruiz aportou em Santos. O Vitória virou um time portenho. O Bahia de Feira agora tem centro de treinamento de primeira. E o Vasco retoma seu sofrido navegar na segunda-feira, com a obrigação de fazer três gols no Bahia, em São Januário, sem o auxílio do VAR.

   E o VAR, hein?, sumiu da Copa do Mundo. Por que será?      
  

quarta-feira, 11 de julho de 2018

C0PA DO MUNDO 2018 - zebra quadriculada



   O que esperar de uma seleção que chega à final de uma Copa do Mundo aos trancos, golpes de capoeira e língua de fora? Tudo, inclusive repeteco. Depois de uma piscinoterapia intensa e posts provocativos, a Croácia enfrentará a França, domingo, tendo jogado uma partida inteira a mais que o adversário e com um dia a menos de descanso. Lembra a Itália de 70, mas a época, o local, o horário e a altitude são bem diversos.

   De modo que, se a França quiser mesmo ser novamente campeã terá que matar logo o jogo, incorporando os mesmos vetores croatas: frieza, persistência e garra. Botar a língua de fora e não deixar oxigênio para os verdadeiros "tites" agirem ou reagirem.

    De sua parte, Glorinha me tuítou se dizendo um pouco confusa com a croacidade, com a dificuldade da língua e com o nervosismo da geopolítica daquele território. Garantiu que o curso intensivo de francês, que ora faz, atenderá bem seu futuro breve. Glorinha parece não ser mais a mesma, em sua temporada europeia.

   E o irmão do zagueiro Marquinhos disparou na web uma suspeita sobre o clima entre jogadores e participação das famílias na construção do ambiente canarinho.

   Por fim, deixaram Mick Jagger cantar o hit "o futebol está voltando pra casa", daí... a virada foi o mínimo. A tal presidenta-torcedora é do balacobaco, mesmo. Domingo, Macron vai se ver em apuros na tribuna.