Momento

TORCER PODE RESULTAR EM OBRA DE ARTE (fico devendo a referência)






segunda-feira, 18 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - Mexicozinho



   De forma geral, o México realizou uma façanha notável ao vencer a Alemanha.
   No entanto... 
   Diante das circunstâncias da partida, o desempenho mexicano foi sofrível. Estabelecido o padrão de jogo, firmado o contra-ataque como arma preferencial, definido o destrambelhamento da equipe alemã  -  essas, as circunstâncias referidas  - a equipe do México mostrou uma incompetência incorrigível em marcar gols praticamente feitos.
   Lá ia, lá ia, lá ia o México em velocidade, em bloco, 4 contra 3, 3 contra 2, 2 contra 1... e errava a assistência e chutava na lua e errava a assistência e chutava na lua... Parei de contar ali pela meia dúzia de gols perdidos. Está claro que um time com tamanho grau de incompetência no ataque não tem futuro numa competição como a Copa do Mundo. Pode ir às oitavas, mas de lá não passa. Mas duvido que vá, pelo que mostraram Suécia e Coreia do Sul. Veremos.
    Agora, a Federação Mexicana já foi multada sete vezes por conta do grito homofóbico da torcida. Acho que multa não resolve. Talvez resolva se a seleção mexicana sofrer um gancho de uma Copa do Mundo, só pra começar. Isso sim, seria punição exemplar.
    De resto, Cristiano Ronaldo (3), Diego Costa, Lukaku e Kane (2) já mostraram ao que vieram. Fizeram o que deles se espera. Será que é o mesmo caso dos outros, desses mesmos que você está pensando agora?

domingo, 17 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - caindo na real


   
                                             Woody Woodpecker em seu habitat

    Estou aqui a torcer para que Tite se liberte de Neymar Jr.
    É que esse negócio de família, hodiernamente, tem hierarquia invertida, e o papai é refém do filhinho caçula. Faz tempo que nossa seleção está atrelada à felicidade do camisa 10. Na era Pelé, nunca foi assim, e sei que não preciso nada explicar.
    Talvez o lucro do empate de hoje seja a alforria do Tite, se ele souber aproveitar a oportunidade. É coisa de se esfregar as mãos. Nem que o rapazinho troque o aplique dourado por um outro de trancinhas azuis, conseguirá jogar. bem a próxima partida: não tem condições físicas nem psicológicas adequadas, tá no ritmo do poquer e do nheco-nheco.
    A partida de hoje teve, ou tem, esse condão: definir o time de verdade para a Copa. A família trouxe até aqui o Renato Augusto, o Fred e o Neymar Jr. Fosse apenas um selecionado, estariam fora, em favor de outros em melhores condições físicas e técnicas. Quem? Ora, o Luan e o Arthur, do Grêmio, por exemplo, e o Douglas Costa.
    Torço para que contra a Costa Rica, Neymar Jr fique no banco e o Brasil comece com Casemiro e Paulinho, William flutuando no meio, e Coutinho, Firmino e Douglas Costa enchendo o balaio dos centralinos. Com Fernandinho entrando no segundo tempo, caso a CRica incomode, no lugar de Douglas Costa, liberando Paulinho para suas infiltrações mortais. 
    Não vou perder meu tempo, mas contem os ataques brasileiros perdidos pelas tentativas individuais, personalistas, marketeiras do sr. Neymar Jr, em jogadas que só acrescentariam algo de positivo a ele mesmo, caso dessem certo, e tudo de negativo ao selecionado canarinho. 
    Na minha distante infância, convivi com um "dono da bola". Não há nada mais repulsivo (e coisa diversa não consigo dizer).
     Aproveite a chance, Tite!  Caia na real!

sábado, 16 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - ventura e danação



    Aproveito o subtítulo do meu romance "Beira de rio, correnteza" para este post, depois de três dias de embates na Copa. Pois já rolou venturas tempestuosas e danações lacrimosas nas poucas partidas disputadas até este ponto.
    Infelizmente o nome que se sobressaiu até agora foi o Cristiano que quer ser Ronaldo. Faltou a vitória, mas foi uma atuação épica, aquela contra a Espanha. O áudio que rola nas redes sociais com um locutor português narrando o terceiro gol deixou o momento mais espetacular ainda. Isso é Copa do Mundo. O cara está lá, querendo tudo que ainda pode colher.
    E o outro cara, o que atende neste planeta pelo nome de Lionel, danou-se de vez com a torcida argentina: cobrou faltas na barreira como se fosse um zagueiro juvenil e perdeu um pênalti que tirou a vitória da equipe. Top top total.
    Sampaoli, o técnico da Argentina, foi outro que se estrepou hoje. Pareceu-me uma declaração de incompetência a insistência em jogar cercando a área da Islândia, tentando entrar pelo meio sem sucesso por toda a partida. Não entendi nada. A Argentina deveria tocar a bola em seu campo, chamando a Islândia, abrindo espaços, descompactando o adversário, criando possibilidade de contra-ataque ou de penetração para Messi com a bola dominada. Bateram em ferro gélido, das terras do Norte, sifu.
    Mas não creio em desastre para a Argentina. A Nigéria segue jogando solto e será facilmente batida. A Croácia oferece perigo, mas não possui um esquema defensivo como o da Islândia, vai pro jogo e perderá. Teremos Messi nas oitavas e adiante um pouquinho. Já o Cristiano, acredito que viveu tudo que podia, e merece, na Copa. Adeus, gajo!
    Não resisto: e o pé na Cuevas?

quinta-feira, 14 de junho de 2018

COPA DO MUNDO 2018 - O começo



   O Sobrenatural de Almeida informa: sai Dzagoev, entra Cheryshev, o cara que no final vai sair de campo consagrado como artilheiro e craque da partida, o reserva que nunca havia feito um gol pela  Rússia.
    E assim começou a Copa do Mundo 18, com uma partida que os especialistas condenavam ao zero a zero, pela ruindade das seleções demonstrada até então, e que terminou em goleada.
    Agora o bicho pega pra Egito e Uruguai, que jogam amanhã. Têm que correr atrás da Rússia. Se empatarem, precisarão golear Arábia e Rússia, por via das dúvidas. Em campo, de um lado, o destroncado Salah, craque do ano na Inglaterra, e de outro, Suarez, o Luisito, aquele que é capaz de coisas extraordinárias. Ambos goleadores talentosos, secundados por grupos enigmáticos, no meu entender. Vamos ver, azul-celeste contra alvi-rubros em tapete verde.
    E a CBF, hein? Combina o voto, tudo acertado, vai lá e vota contra o trio do Norte. Explicar, só em dólar.
    E o Lopetegui, hein? Botou a mãe no meio para se safar do vexame: acerta renovação com a seleção até 2020 e dez dias depois, anuncia a saída, feito o Coronel Nunes, da CBF. Explicar, só em euros.

domingo, 10 de junho de 2018

OOPA DO MUNDO 2018 - um poema bárbaro

    que estendam o tapete verde
    para os ricos botocudos
    que nos representam nesse embate:
    haverá brilho nas batalhas
    mesmo que breve
    mesmo que tarde

    digam urras e berrem gols

    para os ricos botocudos
    que nos representam nesse voo:
    haverá festa na laje    
    mesmo sem carne
    cana, cerveja e ovo

    cresçam fé e orgulho

    pelos ricos botocudos
    que representam nossa fama:
    haverá folga e batuque
    mesmo sem show
    mesmo sem drama

    cantem superioridade

    dos nossos ricos botocudos
    que no fundo se representam:
    tanto faz brilho ou merde
    vencer, muita mais grana traz
    perder, ora, nada se perde
   

sábado, 9 de junho de 2018

COPA 2018 - UMA CASO PARA LEMBRAR




     Então, para não dizer que escondemos as flores, aqui está algo para ser lembrado: a  humilhante derrota da Seleção Brasileira, por 7 a 1, diante da Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo de 2014. O episódio rendeu um livro de contos, com participação de sete contistas brasileiros e um alemão, mais um ensaio de uma escritora alemã. A coletânea Sete a um foi lançada no dia 5 de maio, em Salvador, na Biblioteca do Instituto Goethe. 

     Adiantem-se e peçam seus exemplares pelo sítio da Editora Dália Negra (www.dalianegra.com.br/editora). Alguns dos contistas brazucas escrevem aqui no Papo de Arubinha. Pelo time do Brasil foram escalados os contistas Claudia Tajes (“A Vida é um eterno descenso”), Carlos Barbosa (“Glorinha toda solta”),  Elieser Cesar (“O hexa de meu pai”), Lima Trindade (“Oito de julho”), Luís Pimentel (“Gertrud”), Marcus Borgón (“O resto do mundo”) e Mayrant Gallo (“O que houve depois”). O gol de honra alemão coube a Hans-Ulrich Treichel (“Foucauld, Freud, Futebol”).            

    Organizada pelos escritores Tom Correia e Lidiane Nunes, a coletânea é uma  coedição da editora baiana Dália Negra e da capixaba Cousa. O ensaio sobre futebol é de autoria da professora de Literatura Alemã da Universidade de Leipzig, Dagrun Hintze. A orelha do livro é assinada por Cláudio Lovato Filho, uma das maiores referências nacionais em literatura sobre futebol.  A capa de Sete a um é  do artista plástico carioca Marcelo Frazão e a versão dos textos do alemão para o português de Erlon José Paschoal, tradutor de grandes escritores germânicos como Goethe, Brecht e Holderlin.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

COPA 2018 - UM CASO ANTERIOR





    Sérgio Ramos bem que podia beber seu vinho quente em silêncio. Mas, não. Preferiu vir a público tripudiar os derrotados por sua esperta violência. E riu, muito.  
     Foi, na verdade, uma declaração marcada pelo sarcasmo, menosprezo e por algo mais, que deixarei mais para diante. Em tudo desnecessária. Mais que isso, indigna.
     O Real saiu campeão da Champions com dois gols que não marcaria em CNTP. Foi preciso a ação ramosiana para que acontecessem, não há perdigoto de dúvida quanto a isso. Mas o zagueiro optou por culpar Salah, por ridicularizar o goleiro e despejar sua baba preconceituosa sobre Firmino. Que o chamou de idiota. Nisso, Firmino errou. Ramos não é idiota: age de forma pensada e impune. Talvez por ser um branco europeu afirmando-se face aos vencidos terceiro-mundistas, o egípcio Salah e o nordestino brazuca Firmino.
     Sim, Marcelo, é preciso respeitar os colegas de profissão. Lembre disso o seu amigo campeão Ramos. Que um galho inteiro o pegue pela frente, absalão, absalão.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

BRASILEIRÃO (FIM)



   Acabou. Mesmo que já tivesse acabado.
   A última rodada foi a mais inexpressiva. Poderia ter sido mais intensa se verdadeira. Mas a canalhice fluminense lembrou a todos que o ser humano sabe ser indigno em profundidade. De qualquer forma, o Vasco "deu motivo" durante o campeonato inteiro.
   Aliás, o clipe de encerramento do Fantástico foi mais do que perfeito. Até pelo Roberto Leal.
   E por falar em dignidade, o Eurico poderia ir pra casa em vez da Sibéria. A torcida vascaína acharia isso ótimo e muito digno. Mas as pragas são difíceis de debelar. E o Vasco será bicampeão carioca, pois jogará sozinho o campeonato. E o Tal fará alarde da conquista etc e merda.
    Valeu a comemoração do Ceará pela permanência na série B. Incrível. Um dos grandes momentos do ano.
    Valeu também o São Paulo na Libertadores. Exigem demais do time. E porque não conquista o título nacional não admitem nem que vá para a Libertadores. Ora, nisso foi muito bem. E desconfio que fará mais bonito que campeão e vice. Já o Grêmio, valeu pela afirmação de Roger como técnico.
    Valeu pelo Santos e sua nova fornada de craques, um alento aos amantes do futebol.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

BRASILEIRÃO (10)



   Falta pouco.
   Ano passado, saudei Santa Catarina por colocar 4 times na Série A. A quatro rodadas do fim do campeonato, 3 deles estão pra cair pra Segundona. E o Vasco, cuja travessia agônica cantei aqui, ameaça ficar entre os grandes. Aliás, não garantiu sua manutenção na Série A por detalhes que tornam o futebol o esporte incrível que é. O campeão Corínthians terá papel decisivo nessa história.
   E pela primeira vez, um ou dois times poderão escapar do rebaixamento na linha dos 40 pontos, numa reta final de arrancar cabelos e provocar infartos. Não há que se queixar dos pontos corridos, o campeonato é peça inteira, semovente, em permanente fricção emocional.
   E o Vitória, na Série B, que se candidatou ao título, agora se vê ameaçado no G-4. E precisa tomar cuidado, pois pode ficar de fora do grupo que subirá. O Bahia, ah, uma pena, mas se condenou dentro da Fonte Nova. As limitações de ambos são visíveis. Mais emoções aqui também.
   Pato é a cara do São Paulo. E acho que isso diz tudo.
   Ganso é o tipo de jogador que dita o ritmo do time. Portanto, precisa de um time mediano para brilhar.
   Tenho dificuldade para entender a festa que fazem para jogadores em fim de carreira. Se fosse com objetivos de homenagem, tudo bem, mas projetando futuro na Seleção Brasileira para a Copa de 2018 me parece falta do que fazer. Há muita mesa redonda, sofá comprido e línguas soltas no futebol brasileiro.
   O Santos precisa cuidar melhor do Geuvânio, um craque que pode produzir muitas alegrias ao clube.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

CHILE 2 x 0 BRASIL


   Vencer o Brasil é vencer o melhor, disse o técnico Sampaoli. Isso só mostra o quanto está atrasado no tempo o Chile. A seleção brasileira já não é a melhor faz décadas. Vive de explosões de um e outro gênio da bola: Romário, Ronaldo... e fim.
 
   Neymar segue trilhos duvidosos: constrói números expressivos em amistosos, mas na hora que realmente se precisa do craque, vem a explosão de garoto mimado ou uma joelhada traiçoeira. Não disse ao que veio, ainda, com a amarelinha. E já não é mais um garoto, na verdade. Na idade dele, Pelé já... ah, deixa pra lá.
 
   Foram duas bolas na trave metidas pelo Chile. E foram uns cinco contra-ataques brasileiros em que nossos craques tropeçaram na bola, apanharam dela, deixaram bem claro que não sabiam bem o que fazer com a redonda. Faltaram à aula de chute a gol. Até Oscar, o mais objetivo e centrado dos nossos jogadores, jogou graveto em gato. E o genial Douglas Costa guardou energias para o Bayern, que lhe paga muito bem etc.
 
   Lembro da Copa de 1986. Nossos "velhinhos" em campo, mais pelo que fizeram no passado, como se fosse a oportunidade de se redimirem. Falo de ZIco, Sócrates e cia. E a garotada no banco, em especial, Silas e Muller, que vinham estraçalhando adversários. Quem brilhou foi Josimar, com dois golaços. Zico perdeu pênalti e voltamos pra casa mais cedo.
 
   Desde que "achado", o Brasil fornece mão de obra e matéria prima para o mundo. Deveria continuar assim, pelo menos no futebol. Botem a garotada pra jogar. Eles querem brilhar e serem contratados pelos grandes times da Europa. Trazer os que lá brilham, com suas canelas de vidro e mansões e iates e jatinhos e ferraris, não rende bom futebol. Botem Luan, Vitinho, Lucas Lima, Walace, Dudu, Gabigol, essa turma. Os milionários não querem nada com bola, vide Ronaldinho.
 
   Toda arrogância será castigada. A Argentina tomou a traulitada dela, também. E em casa.
  

terça-feira, 29 de setembro de 2015

BRASILEIRÃO 2015 (9) - RONALDINHO GAÚCHO


   R10 mal chegou, partiu. E o humorista do C&Planeta foi na medula: agora vai "jogar" pelo Barra Music.
   Mayrant Gallo comemorou a chegada do R10 ao Fluminense. Disse que o craque iria acrescentar ao Flu e ao campeonato etc. Eu discordei, de cara, pelo simples fato de há muito tempo o R10 não demonstrar mais gosto pela bola ou pelo jogo. A energia do cara vai pro Barra Music e quejandos. Pediu pra sair, melhor assim pro Flu, pra ele e pro futebol. Taí um cara que não sabe a hora de parar.
 
   O fim de semana nos deu dois golaços de falta: o de Rodrigo, do Vasco, contra o Flamengo, e o de Escudero, do Vitória, contra o Paysandu. Pelo efeito na partida, o de Rodrigo foi mais importante. Mas em termos de plástica, o de Escudero foi mais espetacular.
 
   E o Rogério Ceni permitiu ao Robinho mais um golaço de fora da área. Até parece que o Mito gosta da coisa. E o Robinho, o do Palmeiras, não tem enjeitado a parada. A bola vem, a bola volta, por cima, sem apelação. Vamos aguardar a próxima oportunidade. Ou não haverá? Será que o Mito se aposentará?  
 
   Não sei se o Vasco vai conseguir escapar da degola. Torço muito pra isso, mas vai ser dureza. Se conseguir, será um feito digno do Gigante da Colina, mesmo estropiado. Só lamento por isso vir a dar sobrevida ao Ele-rico, essa presença insuportável eticamente. O Vasco precisa dar uma virada também na presidência.
 
   Jádson, Lucas Lima, Valdívia, Pato, Gabriel de Jesus, Renato Augusto, Giovani Augusto, Willian, Henrique, Geuvânio, Luan, Jorge, aí estão alguns destaques que faço nessa reta de chegada do Brasileiro 15.
 
 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ODE AO VASCO IX



A caravela avança pelo mar de asas negras,
grimpando ondas em v, em f, brandas e tesas.
A cada rodada, uma surpresa:
a queda propalada, e aqui cantada,
anuncia-se a cada dia
a mais bela das viradas.
Vira o leme, vira o vento,
vira o mar, vira porrada,
qualquer coisa que seja
a próxima rodada, invento
um canto novo para a casaca,
lamentando apenas não ter mais
Flamengo nesta jornada.

sábado, 12 de setembro de 2015

ODE AO VASCO VII


 À caravela 32 corsários,
durante a longa travessia,
marcados por antigas cicatrizes
de outras batalhas e avarias.

Vencida a onda em Campinas,
surpresa de fim de noite,
a nau que afundava a proa empina,
a sofrer sustos e açoites.

E vem mais uma tarde carioca
nessa tormenta sem fim.
Penso que a sorte se entoca
em inacessíveis butins,
sobrando ao Vasco a rota
daqueles que amargam
a rito de tudo que é ruim.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

ODE AO VASCO VI


Prossegue a caravela cruzmaltina
por linhas e mares trevosos,
Sacudida a pelotaços
E temerosos ventos laterais,
A adernar

Não prossegue, na verdade, afunda
de tunda em tunda,
em tormentos colossais,
de volta ao passado recente
velas rotas, sonhos abissais
a naufragar

Mera coincidência o sexto canto
vir a lume nesses dias tais
de frio e queixume.
Outro dia reserva temporais
em astuciosas rotas mineiras.
Dezembro sequer se anuncia
envolto em brumas feito rochedo,
que eu temo por ti, caraveleiro,
que aderna, que naufraga em medo,
mesmo tendo nascido clube de remo.

 

domingo, 30 de agosto de 2015

ODE AO VASCO V


E segue o Vasco estagnado nos treze.
Um time que cai e seu duplo que vai
em frente na Copa do Brasil.

Tem gente que escolheu acreditar.
Eu escolho rejeitar
tudo que engendra a atual diretoria,
que devia cair junto
antes do suspensório arriar.

Na sugestão insisto:
dispensa dos ex-jogadores 
e seus ilustres mentores,
com a promoção imediata
da prata da casa.

Isso, sim, faria do Vasco
o time da virada.

domingo, 23 de agosto de 2015

ODE AO VASCO IV

Lá vai, lá vai o Vasco pela rua do Desterro
com o saco cheio de bolas
e cara de enterro.

No momento, quem diria,
tem no Flamengo sua escassa alegria.

E segue o Vasco em lenta agonia
a suportar arrotos 
a fedentina dos charutos
e os ridículos suspensórios
de sua diretoria

nem Jorginho nem Osório
e as trinta contratações
nem um cargueiro do Lloyd
nem o batuta do Freud
arrancam mais o time
do seu irrisório destino.

Houvesse inteligência na Colina
fazia-se a revolução:
dispensa dos ex-jogadores
e seus empresários
com a imediata promoção
dos meninos da base.
E o Brasileiro seria a fase
de preparação da equipe
para as futuras competições.

Mas o que há em São Januário
é estultície e suspeição,
o comando de um espertário
um eterno aleijão.

E segue o Vasco sua sina
pela rua do Desterro,
um triste gigante 
comprimido num anão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ODE AO VASCO III

Prossegue a dança dos técnicos,
enquanto a rede balança.

Que saudade tenho do Vasco um a zero,
até mesmo do Vasco zero a zero.
Do time retrancado,
do atacante solitário
mas atrevido.
Andrada, Fidélis, Miguel, Moisés
e Alfinete..
Alcir e Buglê,
Carvoeiro, Dinamite, Zanata e Gilson Nunes.
Uns e outros se revezando nas botinadas,
e nas defesas e golaços espetaculares.
Marco Antônio, Ramon, Mazzaropi, Valfrido,
qualquer um seguia o ritmo do jogo
duramente disputado.
Que saudade que eu tenho
do time fechado, ranheta,
que a todos irritava,
mas que no final levantava a taça.

E segue o Vasco campeão carioca
também na Copa do Brasil.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ODE AO VASCO II


Segue a mesma camisa
com pequenas variações.
Segue a mesma sina
de cair aos tropeções.
Segue a mesma escala
feita pelo presidente
ou por empresários,
os mesmos trapalhões.
Preso a suspensórios,
infelizmente,
o boquirroto prossegue
a desrespeitar a equipe..
Segue o show de horrores
qualquer gramado seja,
nada pode salvar o time
nem mesmo capa da Veja.

domingo, 16 de agosto de 2015

ODE AO VASCO


Segue o Vasco campeão carioca
no campeonato brasileiro.
A nenhum outro time vence,
a não ser os costumeiros.
Perde para os mais fortes,
deixa de vencer os mais fracos,
e, quando parece impossível perder,
derrota-se a si mesmo
fragorosamente.

domingo, 14 de junho de 2015

BRASILEIRÃO 2015 (8)


Atlético PR, Sport e Ponte Preta resistem ao assédio dos grandões. O São Paulo de Osorio chegou ao topo, provisoriamente, ontem. É ver se tem tutano pra ficar.
 
Meu Vasco segue com seu show particular. Fez o segundo gol em sete partidas. Perdeu mais uma em casa. E eu tive o desprazer de entrever o Lá-rico, ele, esparramado em uma poltrona de seu escritório-camarote. Rapaz...
 
Pra mim, o Vasco já está na segunda divisão do ano que vem. Nada de pessimismo, nada de precipitação no julgamento. O time não mostra sequer osso, vê lá tutano pra se sustentar. Agora, por seu lado, Doriva parece feito de aço. Pelo menos, napa tem de sobra.
 
Maikon Leite ressuscita mais uma vez no Sport. Surgiu como estrela de primeira grandeza no Santos, depois virou cadente por aí. Voltou a fazer gols pelo Sport, numa boa hora. Daqui a pouco, não teria mais pernas. E por anda Lenin?  Neílton, saudado como novo Neymar, vi ontem no banco do Cruzeiro, enquanto um certo Alanno, que nunca foi anunciado como novo Duílio, arrasava em campo.